O Viveiro Nova Floresta tem desempenhado um papel estratégico na restauração ambiental da Bacia do Rio Doce. Integrante da Rede Rio Doce de Sementes e Mudas, o viveiro é um dos responsáveis pelo fornecimento de mudas de espécies nativas do Bioma Mata Atlântica, utilizadas na restauração florestal de áreas degradadas ao longo da bacia.
A Rede Rio Doce de Sementes e Mudas é uma das iniciativas que integram as ações de recuperação ambiental previstas no Novo Acordo do Rio Doce, executado pela Samarco. A meta é restaurar 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de mais 10 mil hectares na calha do Rio Doce, incluindo áreas de recarga hídrica e a cinco mil nascentes. A estimativa é de utilização de cerca de 30 milhões de mudas e 300 toneladas de sementes.
Atualmente, a rede conta com 11 viveiros distribuídos em nove municípios, sendo quatro no Espírito Santo – Viveiro Nova Floresta, em Jacupemba, Aracruz; dois viveiros em Rio Bananal; e um no Instituto Vale – e outros sete em Minas Gerais. Esses viveiros atendem a diferentes demandas, mas compartilham o compromisso com a produção de mudas de alta qualidade, voltadas à restauração de ecossistemas nativos.

Até o momento, o viveiro já forneceu quase 547 mil mudas de 94 espécies nativas, destinadas a cinco empresas restauradoras que atuam diretamente nas ações de recuperação ambiental vinculadas à Samarco, responsável pela iniciativa. A previsão é atender o dobro de mudas no ano de 2026.
A diretora do Viveiro Nova Floresta, Jacqueline Delogo Ferreira, pontuou que, fazer parte desse projeto de restauração é mais que uma responsabilidade. “Cada muda que produzimos carrega o compromisso com a regeneração da Mata Atlântica, em especial a Bacia do Rio Doce, e com o futuro das próximas gerações. Contribuir com um projeto dessa dimensão reforça o nosso propósito de transformar vidas e paisagens por meio da restauração ambiental”, destacou a diretora.
As mudas fornecidas pelo Viveiro Nova Floresta, que passou a fazer parte da rede em 2025, são produzidas no paper pot, tecnologia que utiliza papel 100% biodegradável, otimizando o desenvolvimento das mudas, a logística e o plantio, explica a Engenheira Florestal, Daiana Souza de Jesus, responsável pelo acompanhamento dos viveiros da Rede.
“O paperpot é uma tecnologia muito interessante, pois permite que a muda fique pronta em um período menor de tempo, permanecendo no mesmo recipiente do início ao fim do processo, evitando a desagregação do substrato das raízes e garantindo melhor desenvolvimento. Sem contar a facilidade do transporte por ser muito mais leve para manusear em campo”, disse a Engenheira Florestal.
As ações de restauração seguem em andamento e têm previsão de continuidade até 2030, consolidando um dos maiores projetos de recuperação ambiental do país.
Fonte: Assessoria de Comunicação Viveiro Nova Floresta




