
Seminário em Linhares debate novas tecnologias para produção de mudas e cultivo de café conilon
Evento abordará avanços em fitossanidade, produção de mudas, insumos, manejo do solo e mercado
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel 100% biodegradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
Cafeicultores, viveiristas, profissionais e empresas ligadas à cadeia produtiva do café se reúnem nos dias 2 e 3 de setembro, em Linhares, para o 8º Seminário Novas Tecnologias para Produção de Mudas e Cultivo de Café Conilon. O evento será realizado no auditório do Sesi e contará com palestras, debates e atividades práticas.
O seminário tem como objetivo discutir avanços tecnológicos relacionados à produção de mudas e à cafeicultura de conilon, contemplando temas como fitossanidade, bioinsumos, recipientes e substratos para produção de mudas, preparo e adubação do solo e oportunidades de mercado.
A programação conta com profissionais de instituições de pesquisa, ensino e extensão e de empresas do setor. Além das palestras e mesas-redondas, o evento terá espaço para exposição prática de produtos e visita aos estandes das empresas apoiadoras. Também está prevista, no segundo dia, visita a um viveiro modelo.
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) participa da programação técnica do seminário. O pesquisador Abraão Carlos Verdin Filho apresentará recomendações para o dimensionamento de recipientes utilizados na produção de mudas de Coffea canephora . Já o extensionista David Goronci Cocheto Junior abordará o uso de recipientes biodegradáveis, conhecidos como paper pots , na produção de mudas de café conilon.
Entre os demais assuntos estão o manejo biológico e racional de pragas e doenças, o uso de bioinsumos no controle de doenças do cafeeiro, a importância de substratos de qualidade para a produção de mudas sadias e o preparo profundo do solo associado à adubação estratégica para alta produtividade.
No primeiro dia, a programação também terá uma palestra sobre os impactos do contexto geopolítico na situação do café conilon. No segundo, as atividades estarão concentradas nos aspectos técnicos da produção de mudas e do cultivo, com participação de especialistas da Embrapa, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do Incaper e de profissionais do setor.
O 8º Seminário Novas Tecnologias para Produção de Mudas e Cultivo de Café Conilon é realizado pela Associação Brasileira de Insumos para Agricultura Sustentável (INPAS), Incaper e Prefeitura de Linhares, com apoio de diversos parceiros.
Serviço
8º Seminário Novas Tecnologias para Produção de Mudas e Cultivo de Café Conilon
Data: 2 e 3 de setembro de 2026
Local: Auditório Sesi Linhares
Endereço: Av. Filogônio Peixoto, 396 – Linhares (ES)
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/8-seminario-novas-tecnologias-para-a-producao-de-mudas-e-cultivo-de-cafe-conilon/3456986
Programação
2 de setembro
15h – Abertura
15h30 – Impactos do contexto geopolítico na situação do café conilon
Palestrante: Carlos Brandão – Plataforma Global
16h às 16h15 – Palestra Diamante 1
Palestrante: Pindstrup/Carolina Soil
16h15 às 16h30 – Palestra Diamante 2
Palestrante: a definir
16h30 – Encerramento
17h às 20h – Happy hour
3 de setembro
8h30 às 9h – Fitossanidade integrada: manejo biológico e racional de pragas e doenças / Uso de bioinsumos no controle de doenças do cafeeiro
Palestrante: Dr. Wagner Bettiol – Embrapa
9h às 9h30 – Bioinsumos no manejo integrado de doenças em viveiros de café
Palestrante: Antônio Fernando de Souza – Ifes Santa Teresa/ES
9h30 às 10h – Coffee break (Fundagres)
10h às 10h20 – Recomendações de dimensionamento de recipientes na produção de mudas de Coffea canephora
Palestrante: Abraão Carlos Verdin Filho – Incaper
10h20 às 10h40 – Uso de recipientes biodegradáveis (paper pot) na produção de mudas de café conilon
Palestrante: David Goronci Cocheto Junior – engenheiro-agrônomo, mestrando em Cafeicultura
11h às 11h30 – Mesa-redonda com palestrantes
Moderador: Antônio Elias Souza da Silva – diretor-técnico do Incaper
11h30 às 12h – Palestra Diamante 1
Palestrante: Pindstrup/Carolina Soil
12h às 14h – Intervalo para almoço (lanche no local)
14h às 14h40 – Importância dos substratos de qualidade na produção de mudas sadias de café
Palestrante: José Augusto Taveira – Plantula Consultoria Agro Florestal
14h40 às 15h10 – Coffee break
15h10 às 15h50 – Preparo profundo de solo e adubação estratégica para alta produtividade de café conilon
Palestrante: Prof. Edson Márcio Mattiello – UFV
16h às 17h – Mesa-redonda: conclusão e encaminhamentos
Moderador: Marcelo Curitiba Espíndula – Embrapa/Incaper
17h – Encerramento
Fonte: Assessoria de Imprensa Incaper
As exportações brasileiras de café solúvel somaram 8,161 mil toneladas em julho de 2026 – equivalentes a 353.761 sacas de 60 kg em café verde –, volume 20% superior ao embarcado no mesmo mês do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). O resultado consolida a retomada do produto no mercado internacional e vem acompanhado de um avanço igualmente expressivo no consumo doméstico.
Com o desempenho do mês passado, o Brasil acumula 57,4 mil toneladas (2,488 milhões de sacas) exportadas entre janeiro e julho deste ano, alta de 10,9% sobre as 51,7 mil toneladas (2,243 milhões de sacas) registradas nos mesmos sete meses de 2025.

Para o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima, os números chegam em um momento de virada no ambiente comercial do setor. Em 1º de maio, entrou em vigor o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Na segunda quinzena de julho, os Estados Unidos incluíram o café solúvel na lista de isenções da nova tarifa aplicada a produtos brasileiros, encerrando o período de quase um ano em que o produto foi o único elo da cadeia cafeeira nacional a permanecer sobretaxado.
“São conquistas, contudo, recentes demais para explicar os volumes já embarcados. Nenhuma das duas medidas teve tempo de se refletir integralmente nos números de julho, mas o que já se enxerga é a reação desses mercados. Os embarques para a UE cresceram 51,4% entre maio e o fim de julho, somando 5,2 mil toneladas e as remessas aos EUA voltaram a crescer no mês passado, 9,5% acima de julho de 2025, com 1,3 mil toneladas. O efeito pleno das duas conquistas deve aparecer a partir do segundo semestre”, projeta Lima.
A receita cambial acumulada nos sete primeiros meses de 2026 somou US$ 663,5 milhões, recuo de 2,5% ante o mesmo intervalo do ano passado, variação modesta diante do salto em volume, conforme o executivo da Abics.
“É um descolamento explicado pelos preços: o mercado global opera, atualmente, abaixo das cotações excepcionais registradas em 2025. Embarcamos bastante mais café e faturamos praticamente o mesmo”, observa.

PRINCIPAIS IMPORTADORES
Os Estados Unidos seguem como principal destino do café solúvel brasileiro, com 8,4 mil toneladas adquiridas entre janeiro e julho, montante 12% inferior ao do mesmo período de 2025.
Lima comenta que essa comparação pede contexto, já que todo o intervalo de 2026 transcorreu sob a sobretaxa norte-americana, em vigor desde agosto de 2025, enquanto os sete primeiros meses do ano passado ainda foram anteriores à aplicação da medida.
“É justamente por isso que o dado de julho ganha peso. Mesmo comparado a uma base ainda livre de tarifas, o mês registrou 1,3 mil toneladas embarcadas aos EUA, alta de 9,5%, sendo o primeiro sinal claro de recuperação do fluxo, anterior à própria isenção, que passou a valer apenas nos últimos dias do mês passado”, analisa.
Na sequência aparecem a Argentina, com 4,6 mil toneladas e queda de 9,6% na comparação anual, e a Rússia, também com 4,6 mil toneladas, mas alta de 21,9%.
Chama atenção, entre os principais destinos do produto brasileiro em 2026, a presença de países que são grandes e tradicionais fabricantes de café solúvel e que, ainda assim, ampliaram fortemente as compras do Brasil.
A Colômbia ocupa o 4º lugar, com 3,4 mil toneladas (+145,7% ante 2025); a Indonésia vem imediatamente na sequência, com 3,2 mil toneladas (+49,6%); o México, com 2,3 mil toneladas (+33,2%), é o 9º no ranking; e o Vietnã fecha o top 10, com 2,2 mil toneladas (+67,2%).
“Esse movimento reforça a competitividade da indústria brasileira de café solúvel, que abastece, inclusive, seus concorrentes diretos”, anota o diretor executivo da Abics.
Lima aponta que o bloco europeu também marca presença no topo da lista, com a Polônia na sexta posição e um crescimento de 40,6%, a Estônia na sétima, com evolução de 103,4% e os Países Baixos em oitavo lugar, apresentando um avanço de 36,9%.
“Esses países estão entre os dez maiores compradores, todos registrando uma expansão expressiva na comparação com 2025. Essa é uma leitura que converge com o salto de 51,4% nos embarques à União Europeia, como um todo, desde maio”, comenta.

CONSUMO INTERNO
O desempenho positivo não se restringe ao comércio exterior. No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o consumo de café solúvel pelos brasileiros alcançou 17,3 mil toneladas (751 mil sacas), incremento de 14,4% frente ao apurado entre janeiro e o fim de julho do ano passado.

Para a consultora de Mercado Interno da Abics, Eliana Relvas, o avanço tem uma explicação direta: a variedade de produtos que a indústria nacional passou a colocar nas prateleiras, ampliando a oferta ao consumidor.
“Hoje nós temos um sortimento muito amplo de café solúvel, desde cafés orgânicos, descafeinados, cafés premium e de excelência, enfim, variedade de oferta para diferentes momentos de consumo. Assim, a percepção de produtos de qualidade também aumentou”, explica.
Ela acrescenta que, para além da bebida, o café solúvel vem ganhando espaço como ingrediente em vários produtos, como em bebidas prontas para beber e em produtos em pó.
“Esses produtos vêm registrando um aumento importante no consumo, principalmente com proteína. Dessa forma, o café solúvel entra como um importante ingrediente nessa mescla de produtos voltados à reposição e à suplementação de proteína”, conta.
Outro fator, completa a consultora, é a queda de um antigo preconceito com a categoria.
“A quantidade de produtos ofertados no mercado faz com que o consumidor brasileiro consuma mais o café solúvel, tendo uma melhor percepção sobre ele, o que é bom porque entendem melhor a diversidade e a qualidade. Isso, aliado à praticidade de preparo e aos constantes investimentos das nossas indústrias, contribui para que o consumo permaneça evoluindo gradualmente”, conclui.
Fonte: Portal Abics
A adoção de práticas sustentáveis no manejo das entrelinhas pode ajudar a conservar o solo, manter a umidade e aumentar a disponibilidade de nutrientes nos cafezais. A conclusão é do estudo “Soluções sustentáveis para a cafeicultura: manejo nas entrelinhas e plantas de cobertura do cafeeiro”, realizado em duas propriedades do distrito de Celina, em Alegre.
A pesquisa integra o livro “A Cafeicultura do Caparaó: Resultados de Pesquisas IX”, publicado em 2026 pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes). O trabalho é assinado por Lucas de Souza Melo, Maurício Novaes Souza, Jéferson Luís Ferrari e Marco Aurélio Costa Caiado.
Os pesquisadores acompanharam o manejo do Sítio Pedacinho da Serra e do Sítio Sumidouro Curty. Foram realizadas observações em campo, registros fotográficos e análises comparativas de indicadores do solo. O trabalho avaliou práticas como cobertura vegetal viva, uso de palha de café, consórcio com palmito, rotação com milho, mecanização e controle de plantas espontâneas.
Os resultados indicaram que a sustentabilidade da produção não depende de uma única técnica, mas da combinação de práticas adaptadas às condições de cada propriedade. Segundo os autores, manter o solo coberto reduz a exposição ao impacto da chuva, ajuda a controlar a erosão, regula a temperatura e diminui a perda de água por evaporação.
No Sítio Pedacinho da Serra, localizado a 660 metros de altitude, na comunidade de Córrego Serra Danta, o manejo das entrelinhas é mecanizado e utiliza cobertura vegetal viva. A propriedade também mantém o cultivo consorciado de café com palmito.
A cobertura viva é formada por plantas que permanecem entre as fileiras do cafezal. Gramíneas, leguminosas e algumas espécies espontâneas ajudam a proteger o terreno, favorecer a infiltração da água e reduzir o escoamento superficial.
Quando essas plantas são roçadas, os resíduos permanecem sobre o solo e passam a funcionar como uma camada de proteção. A decomposição também contribui para o aumento da matéria orgânica e para a ciclagem de nutrientes.
O consórcio do café com palmito foi apontado como uma alternativa com benefícios econômicos e ambientais. Além de diversificar a produção e criar outra possibilidade de renda, o sistema amplia a presença de diferentes espécies na lavoura.
Os pesquisadores alertam, no entanto, que o consórcio precisa ser acompanhado. As culturas podem competir por água e nutrientes, tornando necessárias análises periódicas do solo e adequações na adubação.
No Pedacinho da Serra, a análise encontrou pH de 5,3, matéria orgânica de 1,5% e saturação por bases de 47,3%. O teor de potássio foi de 116 miligramas por decímetro cúbico. Os resultados indicaram a necessidade de ajustes na adubação e de estratégias para aumentar a matéria orgânica.
A avaliação mostra que a cobertura vegetal contribui para a proteção física do solo, mas não substitui a correção e o fornecimento de nutrientes exigidos pelo cafeeiro.
No Sítio Sumidouro Curty, situado a 800 metros de altitude, na comunidade de Sumidouro, os produtores utilizam cobertura morta composta principalmente por palha de café. O manejo inclui mecanização, aplicação de glifosato e rotação de culturas com milho.
A utilização da palha permite que um resíduo da própria cafeicultura retorne ao sistema produtivo. O material protege o solo contra o impacto da chuva, reduz a evaporação da água e libera matéria orgânica e nutrientes durante a decomposição.
O reaproveitamento também se relaciona ao conceito de economia circular, no qual resíduos de uma atividade são transformados em recursos para o próprio processo de produção.
A rotação com milho contribui para a diversificação da propriedade e pode auxiliar na interrupção dos ciclos de pragas e doenças. Segundo o estudo, essas práticas fortalecem a capacidade da lavoura de enfrentar variações climáticas e econômicas.
No Sumidouro Curty, o solo apresentou pH de 5,8, matéria orgânica de 2,5% e saturação por bases de 60,9%. O teor de potássio chegou a 365 miligramas por decímetro cúbico.
Os indicadores químicos foram melhores do que os encontrados na outra propriedade, mas os autores ressaltam que o resultado não pode ser atribuído exclusivamente ao tipo de cobertura ou ao uso de herbicida. Diferenças no histórico de manejo, na adubação, na altitude e nas características naturais do solo também podem ter influenciado os dados.
O estudo reconhece que o manejo mecanizado associado ao herbicida foi eficiente no controle de plantas espontâneas e na operacionalização da lavoura. O uso do glifosato, porém, deve ser realizado de forma criteriosa e acompanhado por outras estratégias.
A aplicação indiscriminada pode afetar organismos presentes no solo e favorecer o surgimento de plantas resistentes. Entre as alternativas para reduzir a dependência do produto estão o uso de roçadeiras, a manutenção de coberturas vegetais e o controle integrado das espécies espontâneas.
Os autores defendem que a mecanização, a cobertura do solo e o uso racional de insumos sejam planejados de forma conjunta. A escolha das técnicas deve considerar relevo, clima, disponibilidade de mão de obra, características do solo e necessidades de cada lavoura.
Além dos benefícios ambientais, as práticas avaliadas podem contribuir para a redução de custos e para a diversificação da renda. A cobertura vegetal pode diminuir a necessidade de intervenções frequentes nas entrelinhas, enquanto a palha de café substitui materiais que precisariam ser adquiridos fora da propriedade.
O consórcio com palmito e a rotação com milho criam outras possibilidades produtivas. A mecanização, quando adequada ao relevo, também pode reduzir a dependência de mão de obra em algumas operações.
O estudo não quantificou a economia gerada por essas práticas. Os possíveis ganhos financeiros são apresentados pelos autores como benefícios do manejo integrado, e não como resultados econômicos medidos nas duas propriedades.
Para os pesquisadores, as experiências observadas em Celina mostram que a produção sustentável exige acompanhamento contínuo. Análises de solo, uso racional de insumos, manutenção da cobertura vegetal e diversificação de culturas são medidas que podem aproximar conservação ambiental e viabilidade econômica.
Os resultados são específicos das propriedades avaliadas e não estabelecem um modelo único para todos os cafezais. Ainda assim, o trabalho indica que proteger o solo, reaproveitar resíduos e integrar diferentes técnicas pode tornar a cafeicultura mais equilibrada e preparada para enfrentar períodos de seca, chuvas intensas e elevação dos custos de produção.
Fonte: Portal Conexão Safra
A Amazônia registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados por satélite em uma década, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Entre janeiro e junho, o sistema identificou 1.295 km² de áreas sob alerta de perda de vegetação nativa no bioma —o menor patamar para o período desde o início da série histórica do Deter, em 2016.
Os números foram divulgados pelo Inpe nesta sexta-feira (10).
Os avisos do Deter funcionam como alertas rápidos: eles apontam locais onde imagens de satélite identificaram mudanças compatíveis com a retirada da vegetação. Esses dados ajudam a orientar ações de fiscalização, mas não representam a taxa oficial de desmatamento, calculada anualmente por outro sistema do Inpe, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).
“É um resultado consistente, fruto de ações governamentais de proteção da floresta e combate ao crime ambiental. Os números são ótimos e merecem ser celebrados”, afirma Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima.
A queda representa uma redução no ritmo de abertura de novas áreas com sinais de desmatamento, e não uma recuperação automática da floresta já perdida. Áreas derrubadas em anos anteriores continuam contabilizadas como desmatadas, enquanto o Deter mede novos alertas identificados pelos satélites dentro de cada período analisado.
O patamar anterior mais baixo havia sido registrado em 2017, quando 1.332 km² ficaram sob alerta nos seis primeiros meses do ano. Desde então, o total do primeiro semestre havia oscilado entre 1.645 km², em 2024, e quase 4 mil km², em 2022.
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Vegetação do Cerrado — Foto: Edição nossa / CanvaPro / arquivo
O Cerrado também registrou redução nos sinais de perda de vegetação. Entre janeiro e junho deste ano, o Deter identificou 3.142 km² de áreas com indícios de retirada da vegetação nativa no bioma —o menor valor para um primeiro semestre desde 2021.
A queda, porém, foi menor que a observada na Amazônia. Enquanto os alertas no bioma amazônico recuaram 38% em relação ao mesmo período do ano passado, no Cerrado a redução foi de cerca de 6%.
Mesmo com a melhora, o Cerrado continua concentrando a maior área sob alerta. Nos seis primeiros meses de 2026, o volume detectado no bioma foi cerca de 2,4 vezes maior que o registrado na Amazônia.
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Amazônia — Foto: Reprodução/Terra Brasilis
A redução dos alertas também aparece quando considerado apenas o mês de junho.
Segundo o Inpe, o monitoramento do Cerrado em junho foi afetado pela presença significativa de nuvens em algumas regiões. Como o sistema depende de imagens feitas por satélite, a cobertura de nuvens pode dificultar a identificação de mudanças na vegetação.
Além da comparação entre os primeiros semestres, o Inpe também acompanha os alertas de desmatamento em um calendário próprio, que começa em agosto e termina em julho do ano seguinte.
Esse recorte permite analisar um ciclo completo, já que a perda de vegetação não ocorre no mesmo ritmo ao longo do ano. Fatores como período de chuvas, presença de nuvens e condições para abertura de novas áreas influenciam tanto o desmatamento quanto sua identificação pelos satélites.
Nos primeiros 11 meses do calendário atual, entre agosto de 2025 e junho de 2026, os alertas na Amazônia somaram 2.485,90 km² —uma redução de 37,2% em relação ao mesmo intervalo anterior. No Cerrado, os avisos chegaram a 4.689,40 km² no período, queda de 7,9%.
O ciclo 2025/2026 será concluído após a divulgação dos dados de julho.
Apesar de indicar a tendência de queda no desmatamento, o Deter não é usado como dado oficial da área desmatada no país.
O sistema foi criado para apoiar a fiscalização ambiental, com alertas rápidos sobre possíveis novas áreas de perda de vegetação identificadas por satélite.
Já o Prodes, também do Inpe, é responsável pela taxa oficial de desmatamento. O levantamento faz uma análise mais detalhada das imagens e consolida, uma vez por ano, a extensão de vegetação efetivamente perdida.
Por isso, os dois sistemas têm objetivos diferentes: enquanto o Deter mostra onde o desmatamento está avançando para orientar ações de controle, o Prodes mede o tamanho final da área desmatada.
Fonte: G1 – Globo.com
De acordo com o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 3,030 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos do produto em julho, primeiro mês do ano-safra 2026/27, volume que implica alta de 9,9% em relação ao mesmo mês do ciclo anterior. A receita cambial, contudo, recuou 13,2% no mesmo intervalo comparativo, saindo de US$ 1,042 bilhão para os atuais US$ 903, 9 milhões.
Com o desempenho em julho, as exportações de café do Brasil chegaram a 20,897 milhões de sacas no acumulado dos sete primeiros meses deste ano, rendendo US$ 7,449 bilhões nas transações comerciais ao país. Na comparação com o intervalo entre janeiro e julho de 2025, há quedas de 5,9% em volume e de 13,1% em receita.
O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, comenta que o atraso na colheita e a continuidade dos gargalos logísticos nos portos brasileiros e seus entornos fizeram com que o volume de exportação de café do Brasil não avançasse como o esperado em julho.
“Aguardávamos uma evolução expressiva nos embarques no mês passado, principalmente com a chegada do café arábica, mas a ocorrência de chuvas em importantes regiões produtoras dessa variedade retardou os trabalhos de colheita, impactando as exportações. Além disso, a infraestrutura defasada nos principais portos de exportação do país seguem gerando dificuldade para as cargas conseguirem embarque, gerando milhões de reais em prejuízos aos exportadores com custos extras por causa de armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions”, explica.
Ferreira acredita que os embarques devem ganhar maior ritmo a partir da segunda quinzena de agosto, com o avanço da colheita de arábica no Brasil, possibilitando que o país atinja um bom volume no acumulado ao final do ano.
“A expectativa é que alcancemos um bom nível exportado nos 12 meses de 2026, mas isso não deve ser visto de imediato, já que, com os produtores capitalizados devido aos bons preços nas safras recentes, o fluxo de café deve se manter cadenciado, com os cafeicultores aproveitando os momentos de alta para vender e, eventualmente, saindo do mercado nas baixas. Ainda assim, entendo como possível uma recuperação ante 2025”, projeta.
Outro ponto que deve favorecer o crescimento das exportações é uma virtual retomada de importações substanciais por parte dos Estados Unidos, que, até o momento, têm queda de mais de 30% nas aquisições neste ano.
“O trabalho que o Cecafé realizou, em parceria com (Associação Brasileira da Indústria de Café) Abic, (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) Abics e a National Coffee Association (NCA) permitiu a retirada das tarifas americanas sobre todos os cafés brasileiros. Considerando que a vigência do tarifaço começou em agosto passado, a não existência dessas tarifas a partir deste mês deve estimular o avanço das exportações ao nosso principal mercado importador”, estima.
Em relação à queda na receita cambial, o presidente do Cecafé conclui que ela reflete, além do volume inferior de café remetido ao exterior, o menor preço médio por embarque, que é US$ 356,45 por saca nos sete primeiros meses de 2026, valor 7,7% aquém dos US$ 386,26 por saca registrado no mesmo intervalo do ano passado.
PRINCIPAIS DESTINOS
Os Estados Unidos figuram como o principal importador dos cafés do Brasil no acumulado dos sete primeiros meses de 2026, com a aquisição de 2,590 milhões de sacas, montante que representa 12,4% dos embarques totais no período, mesmo significando um recuo de 30,5% ante mesmo intervalo em 2025.
A Alemanha ocupa a segunda posição, com 2,426 milhões de sacas – 11,6% do total –, o que implica queda de 8,9% frente aos sete primeiros meses do ano passado. Na sequência aparecem Itália, com 1,881 milhão de sacas e alta de 8,3%; Bélgica, com 1,577 milhão de sacas e incremento de 14,4%; e Japão, fechando o top 5 com 1,114 milhão de sacas e queda de 23,6%.
TIPOS DE CAFÉ
O café arábica, com 14,987 milhões de sacas, é o tipo mais exportado pelo Brasil de janeiro ao fim de julho de 2026. Esse montante equivale a 71,7% do total, mesmo representando declínio de 16,6% na comparação com o primeiro setimestre do ano passado.
A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,387 milhões de sacas (16,2% do total), apresentando substancial crescimento de 73,5% em relação ao remetido ao exterior nos sete primeiros meses de 2025.
O segmento do café solúvel, com 2,486 milhões de sacas (11,9% do geral) e o setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 36.456 sacas (0,2%) completam a lista.
CAFÉS DIFERENCIADOS
Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais respondem por 16,7% das exportações totais brasileiras entre janeiro e o fim de julho de 2026, com o envio de 3,498 milhões de sacas ao exterior, volume que significa recuo de 26,5% ante o registrado no mesmo intervalo de 2025.
A um preço médio de US$ 419, 57 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 1,468 bilhão, o que corresponde a 19,7% do obtido com todos os embarques de café no primeiro setimestre de 2026. No comparativo anual, o valor é 27,6% inferior ao apurado entre janeiro e julho do ano passado.
OS EUA também lideram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 464.885 sacas, o equivalente a 13,3% do total desse tipo de produto exportado.
Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 390.478 sacas e representatividade de 11,2%; Bélgica, com 378.900 sacas (10,8%); Itália, com 357.109 sacas (10,2%); e Suécia, com 203.959 sacas (5,8%).
PORTOS
O Porto de Santos é o principal exportador dos cafés do Brasil nos primeiros sete meses de 2026, com 14,821 milhões de sacas e representatividade de 70,9% no total.
Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 24,7% dos embarques ao remeter 5,153 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que embarcou 231.951 sacas e teve representatividade de 1,1%.
O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, com a atualização referente a julho de 2026, está disponível no site do Cecafé: https://www.cecafe.com.br/.
SOBRE O CECAFÉ
Fundado em 1999, o Cecafé representa e promove ativamente o desenvolvimento do setor exportador de café nos âmbitos nacional e internacional. A entidade oferece suporte às operações do segmento por meio do intercâmbio de inteligência de dados, ações estratégicas e jurídicas, além de projetos de cidadania e responsabilidade socioambiental. Atualmente, possui mais de 100 associados, entre exportadores, produtores, associações e cooperativas de café no Brasil, que respondem por 96% dos agentes desse mercado no país.
Fonte: Assessoria de Imprensa Cecafé
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), abre nesta quarta-feira (05) as inscrições para o Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo 2026. A principal novidade desta edição é a criação de uma categoria exclusiva para mulheres, iniciativa que amplia o reconhecimento ao trabalho das cafeicultoras e fortalece o protagonismo feminino na produção de cafés especiais capixabas.
O concurso será dividido nas categorias Mulheres e Ampla Concorrência, ambas com disputas para cafés arábica e conilon, totalizando quatro subcategorias. Ao final da seleção, serão escolhidos 40 lotes finalistas, sendo dez em cada subcategoria. Os três cafés com as maiores notas em cada subcategoria receberão premiação em dinheiro: R$ 20 mil para o primeiro lugar, R$ 15 mil para o segundo e R$ 10 mil para o terceiro.
Além da premiação principal, haverá um reconhecimento especial para a sustentabilidade. Os finalistas que obtiverem os melhores índices de sustentabilidade nas categorias arábica e conilon receberão prêmios que variam de R$ 2 mil a R$ 5 mil.
Para participar, produtores e produtoras devem atender aos critérios estabelecidos no regulamento, apresentar a documentação exigida e comprovar pontuação superior a 50% nos indicadores de sustentabilidade da cafeicultura capixaba. Na categoria Mulheres, também é necessário estar vinculada ao projeto Mulheres do Café.
“Essa é a primeira vez que teremos uma categoria exclusiva para as mulheres da cafeicultura capixaba, e isso representa um marco para o setor. São elas que, muitas vezes nos bastidores, sustentam a qualidade que coloca o café do Espírito Santo entre os melhores do mundo. Essa premiação é um reconhecimento merecido e um incentivo para que cada vez mais produtoras assumam protagonismo no campo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
A extensionista do Incaper e coordenadora do projeto Mulheres do Café, Patrícia da Matta, comemora o avanço da participação feminina no setor cafeeiro do Estado.
“Colocar a categoria mulheres dentro do Prêmio de Cafés Especiais era um dos objetivos do projeto Mulheres do Café. Hoje, o projeto reúne mais de 900 mulheres inscritas em todas as regiões do Estado, com grande potencial para participar dessa edição e apresentar resultados surpreendentes. A premiação é um passo importante para o nosso objetivo que é posicionar o Espírito Santo como referência nacional em extensão rural voltada para mulheres, mostrando que investir na capacitação, no protagonismo feminino e na valorização das produtoras, também é um caminho para produzir cafés de excelência e fortalecer a cafeicultura capixaba, destacou”.
O extensionista e coordenador de Cafeicultura do Incaper, Fabiano Tristão, disse que o Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo representa um salto para o fortalecimento da cafeicultura capixaba.
“O Espírito Santo viveu uma transformação histórica na cafeicultura a partir do final da década de 1990, consolidando-se como uma das principais origens de cafés especiais do mundo, reconhecida pela excelência e pela diversidade de aromas e sabores. Esse avanço foi resultado de um esforço conjunto entre instituições públicas e privadas do agronegócio do café, que promoveram a difusão de tecnologias e inovações em colheita e pós-colheita, elevando a qualidade da produção e fortalecendo a competitividade dos cafés capixabas nos mercados nacional e internacional”, destacou Tristão.
O Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo conta com o patrocínio do Sicoob, da Cooabriel e da Fecafés.
Inscrições
As inscrições seguem até 2 de outubro e podem ser realizadas nos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDRs) do Incaper, no Centro de Cafés Especiais do Espírito Santo (Cecafes), em Venda Nova do Imigrante, e nas Unidades de Referência em Cafés Especiais. Após as avaliações física e sensorial, os 40 lotes finalistas serão conhecidos no dia 06 de novembro e a premiação vai acontecer em dezembro.
Acesse o regulamento:
Clique no link e acesse o regulamento: https://seag.es.gov.br/media/Documentos/cafeicultura-sustentavel/Regulamento%20Oficial%20-%20Pr%C3%AAmio%20Caf%C3%A9s%20Especiais%20do%20ES%202026.pdf
Fonte: Seag
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