
Cafeicultura regenerativa será tema de eventos técnicos em Brejetuba e Vila Valério
Atividades serão realizadas nos dias 20 e 22 de outubro, com palestras e visitas a campo para apresentar experiências práticas nos cultivos de café arábica e conilon
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel degradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
Práticas que contribuem para melhorar a saúde do solo, conservar os recursos naturais e tornar as lavouras de café mais resilientes às mudanças climáticas serão apresentadas em dois eventos técnicos sobre cafeicultura regenerativa no Espírito Santo. Os encontros serão realizados nos dias 20 e 22 de outubro, nos municípios de Brejetuba e Vila Valério, respectivamente. Durante as atividades, agricultores e profissionais da área poderão conhecer experiências de manejo regenerativo aplicadas ao cultivo de café arábica e conilon em condições reais de produção.
A iniciativa é do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e da Plataforma Global do Café, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).
Os encontros acontecerão em duas propriedades que integram as ações do Projeto Cafeicultura Sustentável e da parceria entre o Incaper e a Plataforma Global do Café. Ambas funcionam como Unidades de Referência, nas quais práticas regenerativas são acompanhadas tecnicamente, permitindo avaliar sua aplicação nas lavouras e compartilhar os conhecimentos com outros agricultores.
O primeiro encontro será realizado na terça-feira (20), na propriedade do agricultor Joselino Menegueti, na comunidade de Rancho Dantas, em Brejetuba, com foco no café arábica. Na quinta-feira (22), será a vez do café conilon, no Sítio São Francisco de Assis, localizado no Córrego Padre Francisco, em Vila Valério. Em ambas as propriedades, os participantes poderão conhecer as práticas adotadas nas áreas acompanhadas e trocar experiências com os produtores e profissionais envolvidos nas atividades. A participação é aberta ao público, sem necessidade de inscrição prévia.
A programação dos dois eventos contará com a participação do consultor da Plataforma Global do Café, Eduardo Sampaio, que apresentará os sete elementos da cafeicultura regenerativa. Também haverá palestras sobre as experiências desenvolvidas nas propriedades, ministradas por dois extensionistas do Incaper: Fabiano Tristão Alixandre, coordenador de Cafeicultura do Instituto e do Projeto Cafeicultura Sustentável, no evento em Brejetuba; e Wellington Braida Marré, coordenador regional do projeto no Norte do Estado, em Vila Valério. As atividades serão complementadas por visitas técnicas guiadas às lavouras.
A cafeicultura regenerativa reúne práticas de manejo voltadas à recuperação e à conservação da saúde do solo, à proteção da biodiversidade e ao uso sustentável dos recursos naturais. A abordagem proposta pela Plataforma Global do Café contempla sete elementos, que vão desde a melhoria da fertilidade do solo, o aumento da matéria orgânica e o uso de bioinsumos até a conservação ambiental, o manejo integrado de pragas e doenças e a promoção de condições dignas de trabalho e renda para os agricultores. A proposta é conciliar sustentabilidade ambiental, produtividade e viabilidade econômica das propriedades rurais.
Além dos benefícios ambientais e produtivos, a adoção de práticas regenerativas pode ajudar os cafeicultores a atender às crescentes demandas por sustentabilidade nos mercados brasileiro e internacional. Questões relacionadas à origem do café, às condições de produção e aos impactos ambientais da atividade têm recebido maior atenção de compradores e empresas do setor. Nesse cenário, o aperfeiçoamento das práticas de manejo pode contribuir para a adequação às demandas comerciais e ampliar as oportunidades de acesso a mercados.
“Queremos mostrar que a cafeicultura regenerativa não depende de uma mudança radical na forma de produzir, mas de um processo de aperfeiçoamento contínuo do manejo. Muitas práticas podem ser incorporadas gradualmente, considerando as características e as possibilidades de cada propriedade. Nossa expectativa é que os agricultores saiam dos eventos motivados a incorporar essas práticas ao manejo de suas lavouras e percebam que é possível conciliar produtividade, conservação ambiental e sustentabilidade econômica. O papel do Incaper é apoiar os agricultores nesse processo, oferecendo orientação técnica para que possam avançar na adoção dessas práticas”, explica Fabiano Tristão.
Dia Especial sobre Cafeicultura Regenerativa – Café Arábica
Data: 20 de outubro de 2026 (terça-feira)
Horário: Das 13h às 16h
Local: Propriedade de Joselino Menegueti, comunidade de Rancho Dantas, Brejetuba (ES).
Localização: https://maps.app.goo.gl/YRne6fQ9diF2pFZW7?g_st=awb
Programação:
Dia Especial sobre Cafeicultura Regenerativa – Café Conilon
Data: 22 de outubro de 2026 (quinta-feira)
Horário: Das 13h às 16h
Local: Sítio São Francisco de Assis, Córrego Padre Francisco, Vila Valério (ES).
Localização: https://goo.gl/maps/Ya8TbMyjPeSBnHvF6?g_st=awb
Programação:
Fonte: Assessoria de Comunicação Incaper
A atividade de restauração florestal está apresentando sinais de crescimento no Brasil, com o aumento de demanda por mudas, mais operações de financiamentos e vendas relevantes de créditos de remoção de carbono. No entanto, o setor ainda enfrenta gargalos, como a falta de coordenação na cadeia produtiva, dificuldades de acesso ao crédito e pouco conhecimento formal.
Em pouco mais de dois anos, o BNDES já permitiu a movimentação de R$ 14,6 bilhões em recursos para a área, seja em operações de financiamento como em aportes em fundos de investimento de reflorestamento. Os recursos estão criando um ecossistema de apoio ao setor, com reprodução de viveiros e formação de mão de obra, disse Tereza Campello, diretora socioambiental do banco de fomento, em entrevista à reportagem.
O desafio não é pequeno, já que o Brasil tem apenas pouco mais de três anos para cumprir com sua meta de restaurar 12 milhões de hectares, caso queira cumprir com seus compromissos estabelecidos na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC). De acordo com dados mais recentes compilados pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, desde 2015 até novembro de 2025 as atividades de restauro haviam alcançado 204 mil hectares.
Os dados reforçam, por outro lado, o potencial de crescimento da atividade. “O banco encara como um novo setor econômico. Será um setor de ponta no Brasil, em que o país tem vantagens disparadas”, afirmou Campello. Além de atender a meta nacional, o setor poderá ser um importante fornecedor de ativos econômicos ao mundo. “Tem uma demanda muito grande no mundo tanto por crédito de carbono de restauro, principalmente de florestas nativas, como de madeira certificada. E futuramente terá [demanda] por crédito de biodiversidade”, acrescentou.
Do total que o BNDES movimentou no setor até agora, R$ 8,9 bilhões foram em financiamentos com recursos do Fundo Clima, do Fundo Amazônia e recursos próprios do banco, que devem viabilizar o reflorestamento de 212 mil hectares e a captura de 68 milhões de toneladas de carbono da atmosfera. Os demais R$ 5,9 bilhões estão sendo empenhados conjuntamente com fundo privados, sendo R$ 1,3 bilhão em capital catalítico do banco.
A expectativa do BNDES é tornar o setor de restauração florestal com nativas uma indústria tão relevante como a de papel e celulose e outras em que o Brasil se destaca, disse Campello. Segundo ela, alguns gargalos já estão sendo resolvidos, como da oferta de mudas. “Hoje é possível construir um viveiro rapidamente”, disse.
Os viveiristas já percebem um aumento da demanda nos últimos anos, mas ressaltam que ainda há muitos gargalos. A Fazenda Anauá, em Caravelas (BA), dobrou sua capacidade produtiva de mudas no ano passado ao identificar esse movimento. “Foi reflexo do que está acontecendo nacionalmente e globalmente”, disse o biólogo Hudson Freire Laviola Filho, responsável pela fazenda.
“Neste ano recebemos uma demanda fora do comum. Como está chovendo desde o outono, os plantios continuaram acontecendo”, disse Rodrigo Ciriello, presidente da Nativas Brasil, associação criada há cinco anos para representar os viveiristas, e que está com 150 associados. Segundo ele, há regiões em que começou a faltar muda.
No entanto, os desafios ainda são grandes e o segmento ainda está “engatinhando”, avaliou. Segundo ele, falta coordenação até para programar as encomendas de mudas. “Os grandes projetos deixam para comprar muda só quando começa a chover. Mas o viveiro tem que começar a produzir em janeiro”, disse.
Mesmo com aumento de demanda nos últimos anos, os viveiros no Brasil vinham trabalham com ociosidade de 50%, segundo levantamento da Nativas Brasil no ano passado. E, das 50% de mudas produzidas dentro da capacidade, há viveiros que não vendem 30%, por descasamento com a demanda. “Ou o viveiro joga fora ou tem que arrumar o que fazer com elas.”
A falta de acesso ao crédito também dificulta a preparação dos viveiros para eventual aumento de demanda. “A produção de mudas exige mobilização de capital grande no começo. Tem que comprar substrato, adubo, tubetes, tem a mão de obra, energia elétrica, alguns pagam água. E o acesso ao recurso pelo Plano Safra ou a linhas de crédito tradicionalmente oferecidas ao agro é mais difícil para o viveirista. Ele tem medo de pegar crédito e depois não conseguir vender muda”, explicou.
Segundo Ciriello, mesmo com algumas linhas acessíveis aos viveiros, falta conhecimento tanto entre as empresas quanto até entre gerentes de banco sobre as opções de crédito disponíveis.
A complexidade da atividade de restauro de árvores nativas também exige mais planejamento na cadeia. “A gente não trabalha com clonagem, mas entrando na floresta, coletando sementes e transformando em mudas. Não é algo repetitivo e industrial. Tem ano que não chove, tem ano em que o jequitibá não dá fruto. É preciso planejamento”, disse.
Atualmente, os viveiros de mudas nativas do país têm capacidade de entregar 300 milhões de unidades ao ano. Para que o setor de restauro florestal atenda pelo menos 30% da necessidade da meta de reflorestamento prevista na NDC, os viveiros teriam que ter uma capacidade de entregar 1,25 bilhão de mudas ao ano, segundo a associação. “Estamos longe de conseguir bater a meta”, disse Ciriello.
Fonte: Globo Rural
Equipes da Embrapa nas cinco regiões brasileiras detalharam os riscos do El Niño 2026/2027 e definiram recomendações adaptadas a cada cenário climático e produtivo. Entre elas estão o uso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), a escolha de cultivares adaptadas, o escalonamento da semeadura e medidas de manejo e conservação da água e do solo.
Enquanto produtores da Região Sul precisam se preparar para chuvas intensas e excesso de água, em grande parte do Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste o fenômeno deve impor o desafio oposto: escassez de água, irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas. As diferenças não se limitam às fronteiras regionais: os riscos também mudam conforme a localização, a cultura, o sistema produtivo e o período do ciclo agrícola.
Os contrastes aparecem em todo o mapa. No Centro-Oeste, Mato Grosso e Goiás apresentam maior risco de seca, enquanto o sul de Mato Grosso do Sul tende a receber mais chuva. No Nordeste, a preocupação é com a menor oferta de água; no Norte, a redução dos níveis dos rios pode afetar navegação, transporte e abastecimento. O Sudeste reúne áreas mais secas e mais chuvosas até dentro de um mesmo estado, enquanto, no Sul, o excesso de precipitação amplia os riscos de encharcamento, erosão e doenças nas lavouras.
O trabalho aprofunda as 163 medidas elaboradas no âmbito do Grupo de Trabalho sobre o El Niño, estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com a participação de cerca de 50 profissionais da Embrapa e especialistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Além de reduzir os impactos do El Niño 2026/2027, parte das recomendações pode ser incorporada ao planejamento das propriedades para aumentar a preparação diante de outros eventos e condições climáticas recorrentes.
Confira as principais recomendações para cada região:
O El Niño 2026/2027 deve produzir cenários distintos no Centro-Oeste. Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal apresentam maior risco de seca, enquanto Mato Grosso do Sul, principalmente o sul do estado, tende a registrar maior disponibilidade de chuva.
Na maior parte da região, a previsão indica atraso e irregularidade das chuvas na primavera, seguidos de precipitações abaixo da média, veranicos e ondas de calor no verão. O período mais crítico para a seca está projetado entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O atraso das primeiras chuvas pode comprometer a condição adequada para a semeadura da safra de verão, enquanto os veranicos podem atingir as lavouras em fases de maior demanda hídrica.
Em Mato Grosso e Goiás, os riscos incluem atraso do plantio, déficit hídrico e impactos sobre a cultura em sucessão à soja, como o milho e o algodão safrinha. No Distrito Federal, as orientações gerais devem ser combinadas com aquelas destinadas às culturas produzidas na região. Mato Grosso do Sul apresenta situação diferente: o sul do estado tende a ter chuvas acima da média na primavera, mas isso não elimina a possibilidade de veranicos durante a safra.
● Soja e milho: seguir as janelas de plantio indicadas pelo Zarc, utilizar cultivares com melhor desempenho em condições de seca e calor, escalonar o plantio e manter a cobertura do solo. Em caso de grande atraso na soja, reavaliar a substituição do milho segunda safra por sorgo ou milheto, pois são cultivos de custo e risco menores.
● Algodão: evitar a semeadura tardia na safra ou safrinha, priorizar cultivares mais precoces à medida que avança a janela de plantio e manter práticas que favoreçam a infiltração e armazenamento de água e a conservação do solo.
● Arroz e feijão: seguir o Zarc, utilizar cultivares mais adaptadas e reforçar as práticas de conservação do solo. No arroz, temperaturas acima de 35 °C podem provocar esterilidade das espiguetas. No feijão, o atraso do plantio pode reduzir a produtividade.
● Cana-de-açúcar: em Mato Grosso e Goiás, concentrar a atenção na seca e no atraso das chuvas. No centro-sul de Mato Grosso do Sul, o excesso de chuva pode dificultar as operações e afetar a qualidade da matéria-prima.
● Pastagens e pecuária: ajustar a lotação dos animais à capacidade de suporte das pastagens, manter reservas de forragem e garantir água e sombra. No Pantanal, a recomendação é acompanhar conjuntamente as chuvas, os níveis dos rios e as condições hidrológicas, além da prevenção contra incêndios.
● Silvicultura: reforçar a prevenção contra incêndios, acompanhar focos de calor e condições meteorológicas, utilizar materiais adaptados ao calor e à seca e conservar resíduos sobre o solo.
A principal orientação é não esperar as condições adversas para agir. Além do Zarc, as medidas incluem aguardar condições adequadas de umidade antes da semeadura, manter o solo coberto, recorrer à irrigação quando houver segurança hídrica e acompanhar continuamente as previsões climáticas para aumentar a eficiência dos insumos utilizados.
Segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (MS) e líder da plataforma regional do Centro-Oeste, Rodrigo Garcia, mesmo com previsão de adversidades climáticas, o setor produtivo trabalha com a perspectiva de produtividades elevadas, pois faz forte investimento em tecnologias. “Esse investimento, somado à adoção de práticas agrícolas mais conservacionistas, aumenta a resiliência do sistema de produção, superando possíveis desafios climáticos que são cada vez mais recorrentes”, diz.
No Semiárido, o El Niño 2026/2027 pode elevar as temperaturas e alterar a distribuição das chuvas, aumentando a demanda por água, reduzindo a umidade do solo e afetando principalmente as culturas dependentes de chuva e as pastagens. Os efeitos não devem ocorrer de forma homogênea, já que o El Niño não determina sozinho a ocorrência de chuva ou seca na região e as condições do Oceano Atlântico Tropical podem amenizar ou agravar seus impactos.
No último quadrimestre de 2026, as projeções indicam maior probabilidade de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas, com aumento dos riscos de déficit hídrico, ondas de calor e queimadas. Como o ano agrícola no Semiárido se concentra principalmente no primeiro semestre, os impactos mais significativos sobre a produção são esperados no início de 2027, durante um período decisivo da estação chuvosa.
A região chega ao atual El Niño em situação hídrica diferente da observada no episódio de forte intensidade de 2015/2016. Em agosto daquele ano, os reservatórios do Nordeste armazenavam cerca de 23% de sua capacidade. Em 2026, esse volume está próximo de 51%.
A condição inicial é mais favorável, mas chuvas irregulares ou insuficientes podem comprometer a recarga, principalmente de pequenos reservatórios.
● Água: antecipar a formação de reservas e ampliar a captação, o armazenamento e o uso eficiente da água. Entre as alternativas estão cisternas, barreiros-trincheira, barragens subterrâneas, captação de água da chuva e sistemas de reuso, como o Bioágua Familiar.
● Culturas agrícolas: seguir as orientações e janelas de plantio do Zarc, considerar espécies e cultivares adaptadas às condições locais e escalonar atividades. Em áreas de maior risco para o milho, o sorgo pode ser uma alternativa.
● Solo: manter cobertura vegetal ou morta, reduzir o revolvimento, utilizar matéria orgânica e adotar práticas que aumentem a infiltração e a retenção de água e reduzam as perdas por evaporação e escoamento superficial.
● Pecuária: planejar antecipadamente a alimentação dos rebanhos, formar e conservar reservas de forragem, manter bancos de palma-forrageira e ajustar a taxa de lotação à capacidade de suporte da propriedade.
● Planejamento: manter reservas estratégicas de água, sementes, alimentos para os animais e insumos e acompanhar sistematicamente as condições meteorológicas, a umidade do solo e a disponibilidade hídrica.
Antecipar decisões é a principal estratégia para reduzir os riscos no Semiárido. Ajustar a produção à disponibilidade de recursos e à capacidade de suporte da propriedade, conservar o solo, usar a água de forma eficiente, formar reservas, diversificar a produção e acompanhar o clima pode reduzir a vulnerabilidade dos sistemas agropecuários.
O El Niño 2026/2027 deve provocar redução e maior irregularidade das chuvas na Região Norte, com atraso na regularização da estação chuvosa, períodos mais longos de déficit hídrico, temperaturas elevadas e redução dos níveis dos rios. Os efeitos já estão em curso e podem se intensificar entre o fim de 2026 e o início de 2027, com impactos sobre a produção agropecuária, a navegação, o transporte e o abastecimento.
Os impactos devem variar dentro da região. Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima tendem a concentrar os déficits hídricos mais severos e os efeitos sobre os rios. Roraima apresenta a situação mais antecipada: o déficit de chuva coincidiu com o período de enchimento dos grãos, e há estimativa de perdas de 30% a 50% na safra de 2026. No Pará, Amapá e nas áreas de transição do Maranhão e de Mato Grosso, a preocupação maior está no atraso das chuvas, no prolongamento da estação seca, na implantação das lavouras e no risco de incêndios.
A redução dos níveis dos rios acrescenta um componente particular ao cenário do Norte. No Amazonas, por exemplo, a vazante pode afetar a navegação, o transporte de insumos e alimentos, o abastecimento de água, a agricultura de várzea e a pesca e a aquicultura.
Nas áreas costeiras e estuarinas do Pará e do Amapá, há ainda risco de intrusão salina nos canais de captação de água doce.
● Mandioca, milho e feijão-caupi: seguir as indicações do Zarc, utilizar cultivares adaptadas e tolerantes ao déficit hídrico e manter o solo coberto. No milho e no feijão-caupi, evitar que o florescimento coincida com períodos de veranico e ajustar a densidade de plantas à disponibilidade de água.
● Arroz de várzea e terras baixas: adequar o plantio e o transplante ao regime de vazante, manter a lâmina d’água mínima necessária, evitar drenagem excessiva e antecipar o preparo do solo durante a recessão das águas.
● Açaí e cacau: no açaí de terra firme, priorizar irrigação localizada e reduzir a perda de água; nas áreas de várzea, acompanhar a retração das águas. No cacau, manter o sombreamento e a cobertura do solo e evitar podas severas durante o pico da estiagem.
● Banana, pimenta-do-reino e outras frutíferas: utilizar irrigação localizada nas fases críticas, manter a cobertura do solo e adotar medidas para reduzir os efeitos do calor e da perda de água. Na pimenta-do-reino, a recomendação inclui o uso de tutores vivos e a prevenção do estresse radicular.
● Pastagens e pecuária: ajustar a lotação dos animais à capacidade de suporte das pastagens, formar reservas de forragem, reforçar a suplementação e garantir água limpa e sombra. A redução da umidade pode antecipar a perda de qualidade das pastagens e aumentar o estresse térmico dos animais.
● Água e irrigação: proteger nascentes e igarapés, ampliar ou recuperar estruturas de armazenamento, priorizar a irrigação localizada e manter cobertura morta no solo para reduzir a evaporação.
A disponibilidade de água deve orientar boa parte das decisões na região. Além de seguir o Zarc, as medidas incluem: escolher cultivares adaptadas e precoces, conservar a umidade do solo, armazenar água, adequar a irrigação e proteger lavouras e animais do calor.
O El Niño 2026/2027, que pode atingir intensidade muito forte entre a primavera e o verão, deve produzir efeitos distintos no Sudeste. Entre os meses de outubro e dezembro de 2026, a previsão indica chuvas acima da média em São Paulo, no Rio de Janeiro (sobretudo no centro-sul do estado) e no centro-sul de Minas Gerais.
Já o norte de Minas Gerais, o norte do Espírito Santo e o norte fluminense tendem a enfrentar condições mais secas. As temperaturas devem ficar acima da média em toda a região, aumentando a evaporação e a perda de umidade do solo.
Em agosto, 84% do Sudeste estavam em seca fraca ou moderada e o quadro pode piorar se a estação chuvosa trouxer menos chuva do que o esperado. São Paulo apresenta situação diferente, com risco mais generalizado de temperaturas elevadas e chuvas escassas ou irregulares.
Os principais riscos para a agropecuária são o déficit hídrico, as ondas de calor e o estresse térmico. Nos locais onde a chuva ficar acima da média, devem ser favorecidos a semeadura e o estabelecimento da soja e do milho de primeira safra, a formação dos frutos do café e a brotação da cana-de-açúcar.
Na cafeicultura, a atenção aumenta no fim de 2026 e início de 2027, quando as lavouras estarão em fases como floração e enchimento dos grãos. Em São Paulo, soja, milho, feijão, amendoim, café e laranja estão entre as culturas mais expostas à combinação de calor e irregularidade das chuvas. Já o milho segunda safra de 2027 tende a ficar fora do período mais crítico do fenômeno.
No Espírito Santo, o maior risco se concentra no café conilon das regiões Noroeste e Litoral Norte, onde a previsão indica intensificação do déficit hídrico. Há ainda risco de incêndios florestais e pressão sobre o abastecimento de água. Em Minas Gerais e São Paulo, o calor também pode provocar estresse térmico na pecuária leiteira. Para o Rio de Janeiro, onde há menos dados específicos, a recomendação é intensificar o monitoramento das condições locais.
● Café: monitorar principalmente as fases de floração e enchimento dos grãos, conservar a umidade do solo e adotar práticas de manejo que aumentem a capacidade das lavouras de enfrentar o déficit hídrico e as altas temperaturas.
● Soja e milho: seguir as janelas de plantio indicadas pelo Zarc e utilizar tecnologias e práticas de manejo voltadas à tolerância ao estresse hídrico. No milho, o Sistema Antecipe Soja-Milho pode antecipar em até 20 dias a implantação da cultura e reduzir o risco climático no final do verão.
● Feijão: observar o calendário de plantio e reforçar o manejo da água, especialmente em São Paulo, onde a cultura é sensível a veranicos em qualquer fase do ciclo.
● Cana-de-açúcar: reforçar a atenção nas áreas do Norte e Noroeste Fluminense e do Cerrado mineiro, com adoção de tecnologias para o manejo da irrigação e maior tolerância ao estresse hídrico.
● Pecuária leiteira: garantir água e sombra aos animais, ajustar a lotação e ampliar a disponibilidade de forragem. O calor pode provocar estresse térmico principalmente nas bacias leiteiras de Minas Gerais e São Paulo.
● Solo e sistemas integrados: manter o solo coberto, recuperar áreas degradadas, conservar água e adotar sistemas de integração lavoura-pecuária e lavoura-pecuária-floresta como medidas para aumentar a resiliência dos sistemas produtivos.
No Sudeste, o manejo deve considerar principalmente os riscos associados à falta de água e às altas temperaturas. As medidas incluem seguir o Zarc, acompanhar as previsões climáticas, conservar água no solo, melhorar a infraestrutura hídrica, utilizar tecnologias adaptadas ao estresse hídrico e térmico e reforçar as reservas de forragem para a pecuária.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Agrobiologia (RJ) e coordenador da plataforma regional do Sudeste, Ederson Jesus, “Diante da heterogeneidade climática da região no próximo El Niño, a recomendação central é reforçar a base biológica dos sistemas produtivos: solo coberto, áreas degradadas recuperadas e bioinsumos que ajudam a planta a enfrentar déficit hídrico e calor. É um investimento que paga dividendos em qualquer cenário climático”, enfatiza.
Na Região Sul, o El Niño 2026/2027 deve provocar chuvas mais intensas e concentradas, principalmente entre os meses de setembro e dezembro. O excesso de precipitação pode causar encharcamento dos solos, erosão e perda de nutrientes, além de dificultar operações como semeadura, aplicação de insumos e colheita. A maior nebulosidade também pode reduzir a radiação solar e prejudicar o desenvolvimento e o enchimento dos grãos.
A combinação de umidade elevada e períodos prolongados de molhamento das plantas favorece a ocorrência de doenças. Tempestades e ventos fortes também podem provocar danos a lavouras, pomares, florestas e à infraestrutura rural. Os impactos variam conforme a cultura, a região, a fase do ciclo e o manejo adotado.
Entre as culturas mais expostas estão os cereais de inverno, arroz irrigado, soja, milho, frutíferas de clima temperado e hortaliças. Nas pastagens, o excesso de chuva pode reduzir a qualidade da forragem, compactar o solo e favorecer sua perda. Na silvicultura, a maior preocupação são os danos provocados por tempestades e ventos fortes.
● Trigo e outros cereais de inverno: utilizar cultivares mais resistentes a doenças e ao acamamento, escalonar a semeadura, reforçar a cobertura do solo e o monitoramento de doenças e planejar antecipadamente a colheita, a secagem e o armazenamento dos grãos.
● Arroz irrigado: ajustar a época de semeadura para favorecer maior disponibilidade de radiação na fase reprodutiva, utilizar cultivares resistentes ao acamamento, monitorar a brusone e garantir drenagem rápida das áreas. A maior disponibilidade de água da chuva pode reduzir a necessidade de bombeamento.
● Soja e milho: manter o solo protegido, adequar a densidade de semeadura, reforçar o monitoramento de doenças e garantir drenagem superficial eficiente. No milho, o parcelamento da adubação nitrogenada pode reduzir perdas de nutrientes por lixiviação.
● Fruticultura e horticultura: manter a cobertura vegetal do solo, revisar os sistemas de drenagem, ajustar a adubação e intensificar o monitoramento de pragas e doenças. Para hortaliças, o cultivo protegido pode ser uma alternativa.
● Pastagens: reforçar a conservação e a cobertura do solo e adotar medidas para reduzir os efeitos do encharcamento, da compactação e da erosão.
● Silvicultura: acompanhar as condições meteorológicas e adotar medidas preventivas diante do risco de tempestades e ventos fortes, que podem causar danos às árvores e à infraestrutura.
No Sul, prevenção e manejo dos riscos devem caminhar juntos. Além do Zarc e do acompanhamento das previsões, as recomendações incluem escalonar a semeadura, manter o solo protegido, melhorar a drenagem e planejar colheita, secagem, armazenamento e logística. O planejamento também deve ultrapassar os limites da propriedade e considerar a microbacia hidrográfica, com medidas para controlar o escoamento da água e ampliar a capacidade de enfrentar eventos extremos.
Para o pesquisador da Embrapa Clima Temperado (RS) e líder da plataforma regional Sul, Ernestino Guarino, a palavra-chave para a região é solo coberto. Práticas de conservação que garantem a infiltração da água, como terraços e curvas de nível, também devem ser adotadas tanto em períodos de excesso quanto de falta de água, pois aumentam a segurança para o produtor.
O pesquisador também recomenda que o planejamento das atividades agrícolas considere informações divulgadas por fontes oficiais, como a Embrapa, o Serviço Geológico Brasileiro (SGB) e o Inmet. “Pragas e doenças também são favorecidas pelo aumento da umidade e exigem maior atenção no manejo das lavouras nesse período”, diz.
A Embrapa reúne em uma página os principais riscos associados ao El Niño, os períodos críticos e as recomendações para cada região do País. O conteúdo é voltado a agricultores e profissionais da extensão rural
A página apresenta medidas de mitigação e gestão de riscos, orientações técnicas por cultura e criação e estratégias aplicáveis a diferentes sistemas produtivos. Entre os temas abordados estão calendário de semeadura, Zarc, manejo e cobertura do solo, alimentação dos rebanhos e sanidade vegetal e animal.
O espaço também disponibiliza notas técnicas elaboradas por pesquisadores da Embrapa, com informações detalhadas para cada região.
O site El Niño no Brasil: manejo e mitigação de riscos pode ser acessado aqui.
Fonte: Assessoria de Comunicação Embrapa
A Semana Internacional do Café (SIC), maior encontro de café do Brasil e um dos principais eventos do setor no mundo, chega à sua 14ª edição em 2026 celebrando a longa história do grão no país. E o evento abre oficialmente, em novembro, as comemorações dos 300 anos dessa trajetória no país, que se completam em 2027.
De 11 a 13 de novembro, na Expominas, em Belo Horizonte, o evento recebe mais de 200 expositores e reúne produtores, pesquisadores, empresas, compradores e instituições com um olhar para os temas que estão definindo o futuro do setor: entre eles, mudanças climáticas, competitividade, ciência, tecnologia, inteligência artificial, novas regulações e acesso a mercados.
Com o tema “Às vésperas dos 300 anos do café no Brasil: construindo a próxima agenda global”, serão três dias de diálogos e debates sobre produção e sustentabilidade, inovação, genética, biotecnologia, digitalização, novas oportunidades de geração de renda para o produtor e as transformações que já impactam o mercado mundial. Um ciclo de comemoração que se encerra apenas no ano seguinte, na SIC 2027.
“O Brasil construiu uma posição de referência mundial no café, e a SIC 2026 tem justamente esse papel de reunir toda a cadeia, colocar os principais temas na mesa e ajudar a construir os próximos passos. O tema deste ano nasce daí. Olhar para a nossa história, entender os desafios do presente e discutir qual será a próxima agenda global do café”, afirma Caio Alonso Fontes, sócio da Espresso&CO, uma das organizadoras do evento.
A dimensão internacional da SIC 2026 estará presente desde a abertura da programação, que conta com a diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC), Vanusia Nogueira. Na palestra magna, Nogueira vai abordar as transformações da cafeicultura mundial, o papel do Brasil e a cooperação entre países produtores, indústria, mercado e organismos internacionais.
Além de temas como competitividade global, mudanças climáticas e inovação, um dos focos da SIC 2026 são as novas possibilidades de geração de renda para o produtor, a partir da bioeconomia, energia, aproveitamento de resíduos e subprodutos, carbono, biodiversidade, turismo e processamento. A expectativa é receber cerca de 25 mil visitantes de mais de 40 países, movimentando R$ 170 milhões em negócios. Veja a programação no site.
Com safra recorde estimada em 33,4 milhões de sacas no estado em 2026, Minas Gerais, maior produtor brasileiro do grão, chega à edição deste ano em cenário de expectativa positiva para a produção de arábica. Segundo Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, um dos realizadores da SIC 2026, o resultado demonstra a resiliência dos produtores diante dos desafios dos últimos anos, assim como a importância da tecnificação do setor.
“A SIC 2026 é uma oportunidade para projetarmos o futuro da cafeicultura nacional e valorizarmos os produtores que estão por trás dessa atividade. Somos líderes mundiais na produção de um dos grãos mais apreciados do planeta, e a feira amplia o acesso a conhecimento e oportunidades de negócios, contribuindo para que nossos cafeicultores avancem e conquistem novos mercados”, afirma Salvo.
O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em exercício, João Ricardo Albanez, destaca a importância do evento como vitrine de Minas Gerais para o mundo, contribuindo para que o estado continue ocupando lugar de destaque no cenário mundial do café.
“A cafeicultura é uma das grandes forças econômicas e sociais de Minas Gerais. Está presente em centenas de municípios, reúne produtores de diferentes perfis e escalas, gera emprego e renda e movimenta uma cadeia produtiva que leva a qualidade, a diversidade e a identidade dos cafés mineiros para o Brasil e para o mundo”, declara Albanez.
O Summit Mulheres será uma das principais novidades da edição 2026, abordando liderança feminina, sucessão, gestão e empreendedorismo em pleno Ano Internacional da Mulher Agricultora. A programação inclui ainda eventos tradicionais da SIC, como o DNA Café, o Fórum da Cafeicultura Sustentável, o Campeonato Brasileiro de Barista e premiações como Coffee of the Year, Florada Premiada, Espresso Design e Torrefação do Ano.
Aproximando a cadeia produtiva de compradores nacionais e internacionais nas Rodadas de Negócios, o evento coloca em contato produtores, cooperativas, indústria, exportadores, torrefadores, compradores, pesquisadores e instituições. Enquanto isso, as Salas de Cupping dão sabor e aroma aos três dias do evento, com cafés vindos de origens como Espírito Santo, Cerrado Mineiro e Campo das Vertentes, entre várias outras.
“A Semana Internacional do Café se consolida a cada ano como uma vitrine de tendências da cafeicultura mundial. Em 2026, o evento resgata os 300 anos do café no Brasil, destacando seu protagonismo no passado e no presente, mas, sobretudo, sua responsabilidade para um futuro mais colaborativo e regenerativo do setor”, destaca Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.
A Semana Internacional do Café 2026 será realizada pela Espresso&CO, Sistema Faemg Senar, Sebrae Minas e Governo de Minas Gerais.
A SIC será novamente palco de algumas das principais premiações do universo do grão. Entre elas, o Coffee of the Year apresenta alguns dos melhores cafés do Brasil e seleciona os destaques do ano. Para participar, produtores brasileiros podem inscrever seus cafés até o dia 5 de outubro nas categorias arábica ou canéfora, por R$ 200. As amostras (3 kg), juntamente com a ficha, devem ser enviadas para o Centro de Excelência em Cafeicultura do Senar. Confira aqui o regulamento da edição e o link de inscrição.
Em sua 8ª edição, o prêmio Espresso Design segue destacando a importância do design na construção e na promoção das marcas de café. As marcas podem se inscrever de forma gratuita e enviar seus pacotes para a comissão do concurso até 9 de outubro — veja o regulamento. Nos dois primeiros dias da SIC, o público poderá votar em uma das 20 embalagens mais bem avaliadas, que ficarão expostas no evento. Preencha aqui o formulário de inscrição.
As duas premiações acontecem no último dia do evento (13), no Grande Auditório.
O credenciamento para a SIC 2026 já está aberto. Nos dias 11 e 12 de novembro, o evento será voltado aos profissionais do setor, enquanto o dia 13 também receberá consumidores finais. Produtores com CNPJ ou código rural e cooperados Sicoob têm entrada gratuita. O credenciamento e mais informações sobre o evento estão disponíveis no site da SIC 2026.
Semana Internacional do Café
Quando: 11 a 13 de novembro, das 10h às 19h
Onde: Expominas (avenida Amazonas, 6.200 — Gameleira — Belo Horizonte, MG)
Mais informações e credenciamento: https://semanainternacionaldocafe.com.br/
Fonte: Portal CaféPoint
Com previsão de alcançar 100% da capacidade produtiva instalada a partir de 2028, a Samarco trabalha para ampliar a produção mantendo a sustentabilidade integrada às decisões que orientam suas operações em Minas Gerais e no Espírito Santo. Aos 49 anos, a empresa conduz programas ambientais e sociais que envolvem a restauração de florestas nativas na Bacia do Rio Doce, educação ambiental e o monitoramento da fauna e de recursos hídricos.
Um dos eixos centrais dessa agenda está no cumprimento dos compromissos assumidos no Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal em 2024. A empresa é responsável por ações de restauração florestal em 50 mil hectares e pela recuperação de 5 mil nascentes. Até agosto de 2026, mais de 47 mil hectares e 4,6 mil nascentes já haviam sido cercados para o processo de restauração. O trabalho envolve a coleta de sementes de espécies nativas da Mata Atlântica, produção de mudas, cercamento de áreas, plantio e monitoramento técnico.
As intervenções ocorrem em cerca de 3 mil propriedades rurais particulares em Minas Gerais e no Espírito Santo, mediante autorização e parceria direta com os produtores. O foco é a recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APPs), como margens de rios, nascentes e encostas. Além de recuperar a vegetação e aumentar a disponibilidade hídrica na bacia hidrográfica, o modelo movimenta a economia local ao gerar demandas por serviços florestais, manejo de campo, viveiros e coleta de sementes, integrando conservação e renda regional.
Outro componente dessa estratégia é o acompanhamento técnico da biodiversidade. A iniciativa é mantida por meio de programas permanentes de monitoramento de fauna terrestre, aquática e marinha, além de indicadores relacionados à qualidade da água, sedimentos, ruídos, vibrações e condições atmosféricas. As informações coletadas servem de base para a gestão ambiental e para a avaliação dos resultados das ações de recuperação.
Na Bacia do Rio Doce, esse trabalho inclui o Programa de Monitoramento Quali-Quantitativo Sistemático de Água e Sedimentos (PMQQS), que acompanha continuamente a qualidade da água e dos sedimentos da bacia. Os dados são públicos e contribuem para análises técnicas e para o acompanhamento das condições ambientais da região.
Segundo João Batista Soares, gerente-geral de meio ambiente da Samarco, a recuperação ambiental exige planejamento de longo prazo e articulação com diferentes atores.
“A recuperação de ecossistemas é um processo contínuo, que depende de acompanhamento técnico, participação social e construção de parcerias. Os resultados vão além da recuperação das áreas e contribuem para fortalecer a relação das comunidades com os recursos naturais do território.”
Paralelamente ao plano de retomada operacional, a Samarco mantém o compromisso de cumprir integralmente as obrigações previstas no Novo Acordo do Rio Doce. A atuação reúne a continuidade de ações de restauração florestal e investimentos direcionados ao desenvolvimento socioambiental dos municípios atendidos em Minas Gerais e no Espírito Santo.
Educação ambiental e uso sustentável do território
A frente ambiental atua conectada a iniciativas de educação e engajamento comunitário. Entre janeiro e agosto de 2026, foram realizadas 314 ações em 29 municípios das áreas de operação da Samarco em Minas Gerais e no Espírito Santo. As iniciativas abordaram temas como uso consciente da água, reciclagem, prevenção de incêndios florestais e economia circular, alcançando estudantes, educadores, moradores e empregados.
Durante as ações relacionadas ao Dia Mundial da Água, mais de duas mil pessoas participaram de atividades realizadas em escolas, instituições de ensino e espaços comunitários. A programação buscou ampliar o debate sobre preservação dos recursos hídricos e estimular práticas voltadas ao uso responsável da água.
A relação entre meio ambiente e desenvolvimento dos territórios também aparece em projetos que estimulam novos usos dos espaços naturais. Em Camargos, distrito de Mariana (MG), o Projeto Tapé apoiou a implantação de trilhas destinadas ao esporte, lazer e turismo de natureza. A iniciativa contribuiu para valorizar os atrativos ambientais da região e ampliar oportunidades associadas à atividade turística e à circulação de visitantes.

Fonte: Tribuna Online
No dia 26 de novembro acontece a 15º edição do Simpósio do Produtor de Canéfora, no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes) – Campus de São Mateus, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), idealizadora do evento. Dr. Roberto Rodrigues, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é um dos palestrantes confirmados.
O simpósio é exclusivo ao café conilon/canéfora, trazendo novidades de pesquisa realizadas no Espírito Santo, Bahia, Rondônia e outros lugares do Brasil e até mesmo do mundo. Assuntos como irrigação, drone, doenças do cafeeiro, conservação do solo serão abordados na programação.
“A proposta sempre foi levar ao produtor informações de alto nível para contribuir com a produção do café canéfora. Além disso, focaremos em cultivares, inéditas, registradas no final do ano passado e outras em fase de registro, com foco no Espírito Santo, na região baixa e de alta altitude”, informou professor da Ufes, Dr. Fábio Luiz Partelli.
Paralelo ao evento, acontece o 4º Simpósio de Pesquisas e Tecnologias em Coffea canephora, nos dias 25 e 26 de novembro.
Programação
7h30 – 8h10 | Inscrição (levar 2kg de alimento – Projeto Araçá)
8h1 – 8h30 | Café com prosa (pôsteres científicos e parceiros)
8h30 – 9h | Abertura
9h30 – 10h30 | Perspectivas do Agronegócio Brasileiro – Dr. Roberto Rodrigues (FGV)
10h30 – 11h20 | Contribuições da UFES e Novas Cultivares – Dr. Fábio Luiz Partelli (UFES)
11h20 – 11h40 | Homenagens a cafeicultores
11h40 – 12h10 | Discussão/debate: CREA-ES e Setor Produtivo
12h10 – 13h30 | Almoço (pôsteres científicos e parceiros)
13h30 – 14h | Irrigação por gotejamento no Conilon – Dr. Robson Bonomo (UFES)
14h – 14h30 | Avanços do uso de Drones na Cafeicultura – Dr. Edney Leandro da Vitória (UFES)
14h30 – 15h | Manejo integrado do solo e da água – Dr. Ivoney Gontijo (UFES)
15h – 15h30 | Manejo de Doenças no cafeeiro – Dr. Willian Bucker Moraes (UFES)
15h30 – 16h | Principais pesquisas do NEPECC
16h – 16h20 | Discussão/debate: MUTUA-ES e INCAPER
16h20 – 16h30 | Considerações finais e encerramento
Fonte: Portal Campo Vivo
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Atividades serão realizadas nos dias 20 e 22 de outubro, com palestras e visitas a campo para apresentar experiências práticas nos cultivos de café arábica e conilon

A atividade de restauração florestal está apresentando sinais de crescimento no Brasil, com o aumento de demanda por mudas, mais

Os riscos provocados pelo fenômeno variam segundo a localização, a cultura, o sistema produtivo e o ciclo agrícola
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