
Café solúvel em alta: exportação cresce 12,8% e consumo interno 11,9% até agosto; setor mira recorde em 2026
Embarques somam 65,3 mil toneladas e o consumo do produto pelos brasileiros alcança 19,7 mil toneladas no acumulado do ano
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel 100% biodegradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
Segundo relatório estatístico da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), as exportações do produto somaram 7,7 mil toneladas (equivalentes a 333,7 mil sacas de 60 kg) em agosto, alta de 24,9% sobre o mesmo mês de 2025. Com a performance, os embarques acumulados em 2026 chegaram a 65,3 mil toneladas (2,83 mi de sacas), volume 12,8% superior às 57,9 mil toneladas (2,51 mi de sacas) registradas entre janeiro e agosto do ano passado.

O diretor executivo da entidade, Aguinaldo Lima, destaca que o crescimento é consistente, uma vez que, com exceção a janeiro, todos os meses de 2026 igualaram ou superaram os volumes de 2025, com altas que chegaram a 38,9% em junho, por exemplo.
Segundo ele, dois movimentos recentes nas relações comerciais do setor, um com a União Europeia (UE), principal destino dos cafés solúveis brasileiros como bloco, e outro com os Estados Unidos, maior país importador do produto nacional, reforçam a expectativa de um segundo semestre ainda mais forte.
“As exportações ao bloco europeu cresceram 44,2% no acumulado do ano, para 13,1 mil toneladas, e a entrada em vigor do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a UE, em 1º de maio, abre espaço para ampliarmos ainda mais essa presença. Já os embarques aos EUA seguem 6,1% abaixo de 2025, mas, em agosto, primeiro mês completo após a retirada do tarifaço, subiram 86,8% na comparação anual, um sinal de retomada que esperamos ver mantido até o fim do ano”, projeta.

MERCADO INTERNO
O desempenho também é positivo no mercado interno. Nos oito primeiros meses de 2026, o consumo de café solúvel no Brasil somou 19,7 mil toneladas, incremento de 11,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço é observado em duas categorias: spray dried, que cresceu 11,7%, e freeze dried, que possui maior valor agregado e evoluiu 13,3%.

Aguinaldo Lima acredita que a combinação entre investimentos constantes e lançamentos de novidades ao mercado por parte das indústrias brasileiras de café solúvel, a vigência do acordo Mercosul-UE e a retirada do tarifaço dos EUA pode levar o setor a um resultado histórico em 2026.
“O Brasil tem forte possibilidade de bater recorde tanto em volume exportado quanto no consumo interno de café solúvel”, estima.
REFORMA TRIBUTÁRIA
Em contraste com o bom momento das exportações e do consumo interno, a Reforma Tributária acende um sinal de alerta para o setor.
Instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023, a reforma promove uma ampla modernização do sistema tributário brasileiro, mas traz mudanças relevantes para a indústria de café solúvel.
Historicamente, o setor conta com um crédito presumido de PIS/Cofins sobre a aquisição do café verde, mecanismo criado para estimular a industrialização e preservar a competitividade das exportações.
“Esse crédito, equivalente a 7,4% do valor da matéria-prima, sempre contribuiu diretamente para a redução dos custos de produção, mas, com a implementação das novas regras, o benefício foi reduzido para 6,66% em 2026 e será integralmente extinto a partir de 1º de janeiro de 2027”, informa o diretor executivo da Abics.
Lima explica que, embora o café tenha sido incluído na Cesta Básica Nacional, com alíquota zero dos novos tributos (CBS e IBS), essa medida não produz o mesmo efeito financeiro para a indústria, uma vez que a desoneração não substitui o crédito presumido utilizado até então para reduzir o custo da matéria-prima.
“Como consequência, a extinção do benefício representará um aumento na estrutura de custos da indústria brasileira de café solúvel, com impactos sobre toda a cadeia produtiva”, comenta.
Diante desse cenário, a Abics mantém diálogo permanente com o governo federal e o Congresso Nacional em busca de alternativas que preservem a competitividade do setor, incluindo mecanismos de transição ou compensação. “Até o momento, contudo, não há sinalização de reversão da medida, o que deverá resultar na incorporação, a partir de 2027, de um custo antes compensado pelo crédito tributário no produto final”, conclui.
Fonte: Portal Abics
Com uma produção de 1,5 milhão de mudas na nova safra de nativas, o Viveiro Nova Floresta conta com um catálogo reúne cerca de 130 espécies do bioma Mata Atlântica. A produção de nativas em larga escala exige mais do que volume: envolve planejamento, estrutura, equipe especializada e acompanhamento nas diferentes etapas, desde a coleta das sementes até o desenvolvimento das plantas.
O empreendimento, fundado em 2023, trabalha com projetos de diferentes portes. A diversidade permite atender demandas relacionadas à restauração ambiental, ao reflorestamento e a iniciativas que necessitam de capacidade de fornecimento e qualidade das mudas.
A escala da produção é resultado de uma estrutura planejada para acompanhar cada fase do desenvolvimento das plantas. Da coleta de sementes à formação das mudas, o processo é conduzido por uma equipe especializada, com cuidados que acompanham o ciclo de produção.
“Depois de prontas, as mudas seguem para o campo de acordo com o período adequado para o plantio. Na região Sudeste, essa etapa acontece entre outubro e março, durante o período chuvoso, quando não há interferência climática”, explica o gestor do Viveiro Nova Floresta, Adriano Alves da Luz.
Além de espécies nativas, o Grupo Viveiro Nova Floresta trabalha com a produção de mudas de mamão e está em fase de montagem da sua estrutura para a comercialização de mudas de café conilon.
Fonte: Assessoria de Comunicação Viveiro Nova Floresta
O Brasil alcançou um marco histórico no mercado de trabalho. A taxa de desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor registrado para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.
A população ocupada também atingiu o maior patamar da série, com 103,3 milhões de pessoas trabalhando, enquanto o contingente de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, novo recorde.
Para o Conselho Nacional do Café (CNC), os indicadores reforçam a relevância das políticas de geração de emprego, da formalização das relações trabalhistas e, sobretudo, do diálogo permanente entre Governo, trabalhadores (as) e setor produtivo.
Cafeicultura se destaca na geração de empregos formais
Neste contexto, dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), demonstram a força da atividade cafeeira na geração de oportunidades formais de trabalho. Somente em junho, o cultivo de café registrou saldo positivo de 4.630 empregos formais, distribuídos por 464 municípios brasileiros. A atividade ficou entre as principais responsáveis pela geração de empregos no setor agropecuário naquele mês.
No acumulado do primeiro semestre, o cultivo de café alcançou aproximadamente 29,2 mil novos postos formais de trabalho em 663 municípios, evidenciando a capacidade da cafeicultura de gerar renda, oportunidades e proteção social nas regiões produtoras. O resultado acompanha o ciclo produtivo da cultura, especialmente o período de colheita, mas também evidencia a crescente importância da formalização das relações de trabalho no campo.
É nesse ambiente que o Conselho Nacional do Café destaca o trabalho desenvolvido, ao longo dos últimos anos, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e com as entidades representativas da cafeicultura.
O CNC deu o start e tem participado ativamente dessa construção, levando ao Governo Federal as demandas e particularidades dos produtores de café e contribuindo para a construção de soluções que sejam, simultaneamente, socialmente responsáveis, juridicamente seguras e economicamente viáveis.
O CNC também destaca a participação das entidades da iniciativa privada do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) que integram e contribuem para o diálogo no setor, entre elas CNA, Cecafé, ABIC, ABICS e organizações representativas dos trabalhadores, além dos órgãos do Governo Federal e instituições internacionais.
Um dos pontos considerados fundamentais pelo CNC nessa agenda é a conscientização de produtores, trabalhadores e trabalhadoras sobre os benefícios da formalização. Durante as discussões com o Governo Federal, ganhou especial importância a necessidade de esclarecer que o trabalhador que recebe Bolsa Família não perde automaticamente o benefício ao conseguir um emprego formal.
Essa informação foi amplamente divulgada pelo Governo Federal e pelo próprio ministro Luiz Marinho durante ações e visitas às regiões produtoras, contribuindo para combater um receio que, durante anos, dificultou a formalização de trabalhadores temporários da cafeicultura.
Mudanças necessárias
Apesar de todos os avanços ainda existem dificuldades que precisam ser enfrentadas. O Conselho Nacional do Café já formalizou os temas junto ao MTE e tem trabalhado para que sejam efetivamente acatados. “As propostas de melhoria apresentadas pelo CNC ao MTE buscam alterações fundamentais como a implantação da dupla visita, a extensão das horas laborais durante a colheita já que o trabalhador temporário ganha por produtividade. Embora trabalhadores urbanos e rurais estejam submetidos à legislação trabalhista, são atividades com características, ambientes e dinâmicas completamente distintas, o que exige uma aplicação adequada e compatível das normas. Além disso, a responsabilização de ambas as partes no caso do não uso do equipamento de proteção individual (EPI) se fornecido e orientado seu uso corretamente; da simplificação do processo de formalização da carteira de trabalho; e o avanço nos contratos entre o legislado e o acordado, entre outros”, explicou Silas Brasileiro, presidente do CNC.
Por fim, o Conselho reforça a importância que todo esse trabalho seja cada vez mais educativo e orientativo.
Fonte: Assessoria de Comunicação CNC
O compromisso com a sustentabilidade e a educação ambiental também faz parte da trajetória do Viveiro Nova Floresta. Reconhecido em 2023 como vencedor do Prêmio Biguá de Sustentabilidade com o projeto “Paper pot: tecnologia sustentável a serviço do meio ambiente”, na categoria empresa, o viveiro também está presente na temporada 2026 das Caravanas do Biguá. O empreendimento doou 300 mudas de espécie nativa que estão sendo distribuídas aos estudantes participantes da iniciativa.
Com o tema “Todos 100% Presentes”, as Caravanas do Biguá percorrem escolas da região Norte, levando atividades de educação ambiental e conscientização a estudantes de diferentes municípios. A primeira parada foi na Escola Municipal de Ensino Fundamental Jerônimo Monteiro e na Auto Guimarães e Souza, em Linhares.
Os estudantes receberam uma muda do Viveiro Nova Floresta. “Cuidar do meio ambiente é plantar sementes para o futuro. Por isso, iniciativas como estas são tão importantes para despertar, desde cedo, nas novas gerações, a consciência e o compromisso com a sustentabilidade”, afirmou a diretora do Grupo Viveiro Nova Floresta, Jacqueline Delogo Ferreira.
A atividade contou com contação de história protagonizada pelo Biguá, em uma jornada lúdica que reforçou a importância da preservação da natureza e destacou como a colaboração de todos pode fazer a diferença.
As crianças também pintaram máscaras inspiradas em animais da Mata Atlântica e se tornaram personagens da narrativa, fortaleceram o sentimento de pertencimento e a conexão com o meio ambiente.
Fonte: Assessoria de Comunicação Viveiro Nova Floresta
Cafeicultores, viveiristas, profissionais e empresas ligadas à cadeia produtiva do café se reúnem nos dias 2 e 3 de setembro, em Linhares, para o 8º Seminário Novas Tecnologias para Produção de Mudas e Cultivo de Café Conilon. O evento será realizado no auditório do Sesi e contará com palestras, debates e atividades práticas.
O seminário tem como objetivo discutir avanços tecnológicos relacionados à produção de mudas e à cafeicultura de conilon, contemplando temas como fitossanidade, bioinsumos, recipientes e substratos para produção de mudas, preparo e adubação do solo e oportunidades de mercado.
A programação conta com profissionais de instituições de pesquisa, ensino e extensão e de empresas do setor. Além das palestras e mesas-redondas, o evento terá espaço para exposição prática de produtos e visita aos estandes das empresas apoiadoras. Também está prevista, no segundo dia, visita a um viveiro modelo.
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) participa da programação técnica do seminário. O pesquisador Abraão Carlos Verdin Filho apresentará recomendações para o dimensionamento de recipientes utilizados na produção de mudas de Coffea canephora . Já o extensionista David Goronci Cocheto Junior abordará o uso de recipientes biodegradáveis, conhecidos como paper pots , na produção de mudas de café conilon.
Entre os demais assuntos estão o manejo biológico e racional de pragas e doenças, o uso de bioinsumos no controle de doenças do cafeeiro, a importância de substratos de qualidade para a produção de mudas sadias e o preparo profundo do solo associado à adubação estratégica para alta produtividade.
No primeiro dia, a programação também terá uma palestra sobre os impactos do contexto geopolítico na situação do café conilon. No segundo, as atividades estarão concentradas nos aspectos técnicos da produção de mudas e do cultivo, com participação de especialistas da Embrapa, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do Incaper e de profissionais do setor.
O 8º Seminário Novas Tecnologias para Produção de Mudas e Cultivo de Café Conilon é realizado pela Associação Brasileira de Insumos para Agricultura Sustentável (INPAS), Incaper e Prefeitura de Linhares, com apoio de diversos parceiros.
Serviço
8º Seminário Novas Tecnologias para Produção de Mudas e Cultivo de Café Conilon
Data: 2 e 3 de setembro de 2026
Local: Auditório Sesi Linhares
Endereço: Av. Filogônio Peixoto, 396 – Linhares (ES)
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/8-seminario-novas-tecnologias-para-a-producao-de-mudas-e-cultivo-de-cafe-conilon/3456986
Programação
2 de setembro
15h – Abertura
15h30 – Impactos do contexto geopolítico na situação do café conilon
Palestrante: Carlos Brandão – Plataforma Global
16h às 16h15 – Palestra Diamante 1
Palestrante: Pindstrup/Carolina Soil
16h15 às 16h30 – Palestra Diamante 2
Palestrante: a definir
16h30 – Encerramento
17h às 20h – Happy hour
3 de setembro
8h30 às 9h – Fitossanidade integrada: manejo biológico e racional de pragas e doenças / Uso de bioinsumos no controle de doenças do cafeeiro
Palestrante: Dr. Wagner Bettiol – Embrapa
9h às 9h30 – Bioinsumos no manejo integrado de doenças em viveiros de café
Palestrante: Antônio Fernando de Souza – Ifes Santa Teresa/ES
9h30 às 10h – Coffee break (Fundagres)
10h às 10h20 – Recomendações de dimensionamento de recipientes na produção de mudas de Coffea canephora
Palestrante: Abraão Carlos Verdin Filho – Incaper
10h20 às 10h40 – Uso de recipientes biodegradáveis (paper pot) na produção de mudas de café conilon
Palestrante: David Goronci Cocheto Junior – engenheiro-agrônomo, mestrando em Cafeicultura
11h às 11h30 – Mesa-redonda com palestrantes
Moderador: Antônio Elias Souza da Silva – diretor-técnico do Incaper
11h30 às 12h – Palestra Diamante 1
Palestrante: Pindstrup/Carolina Soil
12h às 14h – Intervalo para almoço (lanche no local)
14h às 14h40 – Importância dos substratos de qualidade na produção de mudas sadias de café
Palestrante: José Augusto Taveira – Plantula Consultoria Agro Florestal
14h40 às 15h10 – Coffee break
15h10 às 15h50 – Preparo profundo de solo e adubação estratégica para alta produtividade de café conilon
Palestrante: Prof. Edson Márcio Mattiello – UFV
16h às 17h – Mesa-redonda: conclusão e encaminhamentos
Moderador: Marcelo Curitiba Espíndula – Embrapa/Incaper
17h – Encerramento
Fonte: Assessoria de Imprensa Incaper
As exportações brasileiras de café solúvel somaram 8,161 mil toneladas em julho de 2026 – equivalentes a 353.761 sacas de 60 kg em café verde –, volume 20% superior ao embarcado no mesmo mês do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). O resultado consolida a retomada do produto no mercado internacional e vem acompanhado de um avanço igualmente expressivo no consumo doméstico.
Com o desempenho do mês passado, o Brasil acumula 57,4 mil toneladas (2,488 milhões de sacas) exportadas entre janeiro e julho deste ano, alta de 10,9% sobre as 51,7 mil toneladas (2,243 milhões de sacas) registradas nos mesmos sete meses de 2025.

Para o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima, os números chegam em um momento de virada no ambiente comercial do setor. Em 1º de maio, entrou em vigor o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Na segunda quinzena de julho, os Estados Unidos incluíram o café solúvel na lista de isenções da nova tarifa aplicada a produtos brasileiros, encerrando o período de quase um ano em que o produto foi o único elo da cadeia cafeeira nacional a permanecer sobretaxado.
“São conquistas, contudo, recentes demais para explicar os volumes já embarcados. Nenhuma das duas medidas teve tempo de se refletir integralmente nos números de julho, mas o que já se enxerga é a reação desses mercados. Os embarques para a UE cresceram 51,4% entre maio e o fim de julho, somando 5,2 mil toneladas e as remessas aos EUA voltaram a crescer no mês passado, 9,5% acima de julho de 2025, com 1,3 mil toneladas. O efeito pleno das duas conquistas deve aparecer a partir do segundo semestre”, projeta Lima.
A receita cambial acumulada nos sete primeiros meses de 2026 somou US$ 663,5 milhões, recuo de 2,5% ante o mesmo intervalo do ano passado, variação modesta diante do salto em volume, conforme o executivo da Abics.
“É um descolamento explicado pelos preços: o mercado global opera, atualmente, abaixo das cotações excepcionais registradas em 2025. Embarcamos bastante mais café e faturamos praticamente o mesmo”, observa.

PRINCIPAIS IMPORTADORES
Os Estados Unidos seguem como principal destino do café solúvel brasileiro, com 8,4 mil toneladas adquiridas entre janeiro e julho, montante 12% inferior ao do mesmo período de 2025.
Lima comenta que essa comparação pede contexto, já que todo o intervalo de 2026 transcorreu sob a sobretaxa norte-americana, em vigor desde agosto de 2025, enquanto os sete primeiros meses do ano passado ainda foram anteriores à aplicação da medida.
“É justamente por isso que o dado de julho ganha peso. Mesmo comparado a uma base ainda livre de tarifas, o mês registrou 1,3 mil toneladas embarcadas aos EUA, alta de 9,5%, sendo o primeiro sinal claro de recuperação do fluxo, anterior à própria isenção, que passou a valer apenas nos últimos dias do mês passado”, analisa.
Na sequência aparecem a Argentina, com 4,6 mil toneladas e queda de 9,6% na comparação anual, e a Rússia, também com 4,6 mil toneladas, mas alta de 21,9%.
Chama atenção, entre os principais destinos do produto brasileiro em 2026, a presença de países que são grandes e tradicionais fabricantes de café solúvel e que, ainda assim, ampliaram fortemente as compras do Brasil.
A Colômbia ocupa o 4º lugar, com 3,4 mil toneladas (+145,7% ante 2025); a Indonésia vem imediatamente na sequência, com 3,2 mil toneladas (+49,6%); o México, com 2,3 mil toneladas (+33,2%), é o 9º no ranking; e o Vietnã fecha o top 10, com 2,2 mil toneladas (+67,2%).
“Esse movimento reforça a competitividade da indústria brasileira de café solúvel, que abastece, inclusive, seus concorrentes diretos”, anota o diretor executivo da Abics.
Lima aponta que o bloco europeu também marca presença no topo da lista, com a Polônia na sexta posição e um crescimento de 40,6%, a Estônia na sétima, com evolução de 103,4% e os Países Baixos em oitavo lugar, apresentando um avanço de 36,9%.
“Esses países estão entre os dez maiores compradores, todos registrando uma expansão expressiva na comparação com 2025. Essa é uma leitura que converge com o salto de 51,4% nos embarques à União Europeia, como um todo, desde maio”, comenta.

CONSUMO INTERNO
O desempenho positivo não se restringe ao comércio exterior. No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o consumo de café solúvel pelos brasileiros alcançou 17,3 mil toneladas (751 mil sacas), incremento de 14,4% frente ao apurado entre janeiro e o fim de julho do ano passado.

Para a consultora de Mercado Interno da Abics, Eliana Relvas, o avanço tem uma explicação direta: a variedade de produtos que a indústria nacional passou a colocar nas prateleiras, ampliando a oferta ao consumidor.
“Hoje nós temos um sortimento muito amplo de café solúvel, desde cafés orgânicos, descafeinados, cafés premium e de excelência, enfim, variedade de oferta para diferentes momentos de consumo. Assim, a percepção de produtos de qualidade também aumentou”, explica.
Ela acrescenta que, para além da bebida, o café solúvel vem ganhando espaço como ingrediente em vários produtos, como em bebidas prontas para beber e em produtos em pó.
“Esses produtos vêm registrando um aumento importante no consumo, principalmente com proteína. Dessa forma, o café solúvel entra como um importante ingrediente nessa mescla de produtos voltados à reposição e à suplementação de proteína”, conta.
Outro fator, completa a consultora, é a queda de um antigo preconceito com a categoria.
“A quantidade de produtos ofertados no mercado faz com que o consumidor brasileiro consuma mais o café solúvel, tendo uma melhor percepção sobre ele, o que é bom porque entendem melhor a diversidade e a qualidade. Isso, aliado à praticidade de preparo e aos constantes investimentos das nossas indústrias, contribui para que o consumo permaneça evoluindo gradualmente”, conclui.
Fonte: Portal Abics
Somos referência em Paper Pot no Espírito Santo.
Economia e sustentabilidade em só recipiente.
Cultive ecologicamente e contribua com a eliminação de plástico no planeta.

Embarques somam 65,3 mil toneladas e o consumo do produto pelos brasileiros alcança 19,7 mil toneladas no acumulado do ano

Nesta nova safra o viveiro conta com 130 espécies do bioma Mata Atlântica

Taxa de desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo IBGE
No quadro Viveiro Nova Floresta em Vídeo trazemos informações, curiosidades, histórias, novidades e tudo mais que compõe o dia a dia do nosso viveiro. Confira!