
Espírito Santo lança 1ª Mostra de Negócios de Conilon Fine Cup em Volume
Iniciativa da Seag e do Incaper vai conectar produtores e compradores, valorizando lotes comerciais de café conilon de alta qualidade
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel 100% biodegradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
O Espírito Santo vai dar mais um passo no fortalecimento da cafeicultura ao promover a 1a Mostra de Negócios de Conilon Fine Cup em Volume, iniciativa inédita da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Diferentemente de um concurso, a Mostra será uma rodada de negócios destinada à apresentação de lotes de café conilon de qualidade superior, em volume, a compradores previamente convidados.
O objetivo é valorizar os produtores que já vem trabalhando, de maneira consistente, a melhoria da qualidade e dos processos pós-colheita, evidenciando a produção de café conilon superior, em escala comercial, atraindo compradores interessados na negociação de grandes lotes. A iniciativa também amplia o acesso do café capixaba a novos mercados e aumenta a competitividade da cafeicultura estadual nos cenários nacional e internacional.
Poderão participar produtores de café conilon com lavouras localizadas no Espírito Santo, além de cooperativas e associações de produtores que desejarem inscrever lotes coletivos. Cada lote deverá ser composto por, no mínimo, 420 sacas de 60 kg, produzidas na safra vigente, podendo cada participante inscrever quantos lotes desejar. As amostras passarão por análises física e sensorial conduzidas por provadores certificados, seguindo os padrões estabelecidos no regulamento. (Clique no link): https://seag.es.gov.br/media/Regulamento%20-%201%C2%AA%20Mostra%20de%20Neg%C3%B3cios%20de%20Conilon%20Fine%20Cup%20em%20Volume%20do%20Esp%C3%ADrito%20Santo.pdf
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou que a iniciativa representa um novo momento para a cafeicultura capixaba: “O Espírito Santo é referência nacional na produção de café conilon e agora avança para mostrar ao mercado que também possui capacidade de ofertar grandes volumes com elevado padrão de qualidade. A Mostra aproxima produtores e compradores, agrega valor à produção e fortalece a imagem do nosso café nos mercados nacional e internacional”, afirmou.
“A Mostra representa uma evolução na forma de comercializar o café conilon. Estamos falando de lotes comerciais que reúnem volume, padronização e qualidade. É uma oportunidade para valorizar o trabalho realizado nas lavouras e no pós-colheita, conectando essa produção diferenciada a compradores que buscam grandes lotes com qualidade comprovada”, destacou a gerente de Projetos de Cafeicultura da Seag, Aline Silva.
Inscrições
As inscrições serão gratuitas e estarão abertas entre os dias 21 de julho e 28 de agosto, nos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDRs) do Incaper, em todos os municípios do Estado.
Cupping de negócios
Durante a realização da Mostra, no dia 17 de setembro, os compradores terão acesso aos lotes habilitados e participarão de sessões de cupping, possibilitando a avaliação física e sensorial dos cafés e oportunidades de negócios. As relações comerciais ocorrerão diretamente entre produtores e compradores, cabendo à Seag e ao Incaper apenas promover a aproximação entre as partes e estimular a concretização de novos negócios.
A 1a Mostra de Negócios de Conilon Fine Cup em Volume conta com o patrocínio do Sicoob, da Cooabriel e da Fecafés.
Fonte: Seag
Os cafés do Brasil, em todas as suas formas, não serão tarifados em 12,5% pelos Estados Unidos, conforme anúncio feito na noite de ontem, 23 de julho, pelo United States Trade Representative (USTR). Dessa forma, todos os cafés brasileiros estão isentos para ingressarem nos EUA, uma vez que estão na lista de isenções das duas investigações do órgão americano na Seção 301 da Lei de Comércio do país, que poderia tributar a importação do produto em até 37,5% (25% na primeira investigação + 12,5% na segunda).
Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), recorda que essa vitória é fruto de um trabalho conjunto de todas as entidades setoriais, capitaneado pelo Conselho em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).
“Contando com apoio de todas as outras instituições nacionais e ao lado da National Coffee Association (NCA), realizamos, por mais de um ano, mais de 100 reuniões com os Departamentos de Comércio, de Estado e da Agricultura dos EUA e com o próprio USTR, explicando, de forma técnica e apolítica, a importância do café ao consumidor, à indústria e para a economia dos EUA, o que possibilitou uma melhor compreensão das autoridades e da população americanas, resultando nessa conquista de os cafés do Brasil não serem tarifados para entrarem no principal mercado consumidor do mundo”, celebra.
Segundo Matos, essa decisão protege as exportações brasileiras de café, que geram divisas de US$ 2,0 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano ao mercado cafeeiro dos Estados Unidos, também maior importador mundial, e realça a força do Brasil como maior produtor e exportador global, estabelecido como parceiro insubstituível aos norte-americanos, com embarques anuais médios aos EUA de cerca de 6 milhões de sacas de 60 kg, que geram receita cambial aproximada de US$ 2 bilhões por ano ao nosso país.
O diretor-geral do Cecafé enaltece, ainda, a postura da coirmã americana NCA, como contraparte dos EUA defendendo a legislação trabalhista e a fiscalização em campo do Brasil durante todo esse processo, inclusive nas audiências da segunda investigação do USTR, que eram mais direcionadas a governos com relação a supostas falhas de parceiros comerciais no combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado.
Ele revela que a entidade preparou uma documentação com base nos dados de fiscalização em campo dos últimos anos, mostrando que houve mais de 58 mil fiscalizações e cerca de 1% esteve relacionado a algum problema do ponto de vista dos direitos humanos.
O Cecafé também evidenciou, no documento, as parcerias do setor privado com o governo federal, por meio do “Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura” e o Programa Trabalho Sustentável (PTS), ambos em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que proporcionaram ampliação do diálogo, qualificação de mais de 600 técnicos multiplicadores, agenda educativa de capacitação e de conversas com o cafeicultor brasileiro, apontando as maneiras corretas de contratação e formalização da mão de obra.
“É válido lembrar que apresentamos essas informações na primeira audiência que participamos e que o presidente e CEO da NCA, Bill Murray, levou todos esses dados para mais de oito oficiais de todos esses principais Departamentos americanos e realizou a defesa dos cafés do Brasil na segunda investigação. Fomos cirúrgicos com esse trabalho, pois as argumentações apresentadas pelo USTR para isentar nossos cafés das tarifas foi exatamente o que expusemos. Trata-se de uma vitória de toda a cafeicultura brasileira e do segmento cafeeiro americano, que consolida uma normalidade no comércio global envolvendo seus dois principais players”, conclui Matos.
Fonte: Cecafé
A colheita da safra brasileira de café voltou a acelerar no começo de julho, com o retorno do tempo seco nas principais regiões produtoras. Levantamentos divulgados por cooperativas e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam, porém, que os trabalhos continuam atrasados em relação ao mesmo período do ano passado, após um junho marcado por chuvas acima da média.
O cenário mantém o mercado em alerta. Em entrevista à Reuters na segunda-feira (13), o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio da Silva, afirmou que um episódio intenso de El Niño poderá reduzir a produção brasileira entre 15% e 20%, caso o calor excessivo e a irregularidade das chuvas se confirmem durante a florada.
As chuvas incomuns registradas em junho — que especialistas ouvidos pela Reuters avaliam poder já estar relacionadas à atuação do El Niño no Sudeste do Brasil — interromperam a colheita em importantes áreas produtoras de café arábica. Além disso, o excesso de umidade favoreceu a incidência de ferrugem em cultivares mais suscetíveis e elevou as preocupações com a qualidade dos cafés, segundo instituições do setor.
Os levantamentos regionais confirmam esse cenário. Até 10 de julho, levantamento da Cooxupé — que reúne cerca de 22 mil cafeicultores em mais de 370 municípios de Minas Gerais e São Paulo — contabilizou uma colheita de 38,6%, com avanço de 45,1% no Sul de Minas, 40% nas Matas de Minas, 37,8% na Média Mogiana paulista e 28% no Cerrado Mineiro.
No mesmo dia 10, a Expocacer, cooperativa que reúne 805 produtores no Cerrado Mineiro, calculou colheita de 40% da safra, estimada em 2,86 milhões de sacas. No mesmo período de 2025, esse percentual era de 45%. Segundo a cooperativa, o atraso se deve à safra maior prevista para este ano e às chuvas registradas em junho. Com condições favoráveis no início deste mês, as operações de colheita e pós-colheita aceleraram no Cerrado, embora a previsão de novas precipitações em municípios como Patrocínio mantenha os cafeicultores em alerta.
Levantamento do Sistema Faemg/Senar, divulgado em 8 de julho com base em cerca de 900 propriedades assistidas pelo programa ATeG, apontou situação semelhante no Sul de Minas, onde apenas 30% da colheita havia sido concluída, contra 52% no mesmo período da safra anterior. Segundo os técnicos de campo, 97% das propriedades relataram atrasos provocados pelas chuvas de junho.
Na Alta Mogiana, a Cocapec também registrou impactos do excesso de precipitações. Segundo o gerente comercial da cooperativa, William Feiria, “em junho, a colheita praticamente não andou”. Embora a expectativa seja acelerar os trabalhos nas próximas semanas, a cooperativa, que reúne cerca de 3 mil cooperados em 18 municípios de São Paulo e Minas Gerais, já observa aumento na ocorrência de cafés fermentados, ainda que sem crescimento significativo de cafés riados.
A Cooabriel, responsável por cerca de 15% da produção de conilon do Espírito Santo e que reúne 9,7 mil cooperados no Estado e no sul da Bahia, informou no fim de junho que a colheita avançava para cerca de 70% de sua área de atuação e deverá ser concluída até o fim deste mês. Em março, a cooperativa projetou redução de até 15% na safra de seus cooperados.
Com a colheita ainda em andamento, o mercado voltou a concentrar as atenções não apenas na qualidade dos cafés recém-colhidos, mas também nos possíveis efeitos do El Niño sobre o próximo ciclo produtivo.
Em sua análise mais recente, o Cepea alerta que temperaturas mais elevadas nos próximos meses poderão comprometer a florada e o enchimento dos grãos da safra 2027/28. Com estoques globais ainda reduzidos, a recuperação da produção brasileira continua sendo considerada fundamental para recompor a oferta mundial de café arábica.
A preocupação ganhou força após declarações do diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio da Silva. Em entrevista à Reuters, ele afirmou que um episódio intenso de El Niño poderá reduzir a produção brasileira entre 15% e 20%, caso o calor excessivo e a irregularidade das chuvas se confirmem durante a florada.
No Espírito Santo, onde a produção de conilon deverá recuar cerca de 15% neste ano em razão da bienalidade da cultura, produtores já demonstram preocupação com os possíveis reflexos do fenômeno climático sobre a próxima safra. Em entrevista à Reuters, o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello, afirmou que os cafeicultores temem o prolongamento dos períodos de seca e de calor intenso até janeiro de 2027. “O calor é o principal risco para uma quebra acentuada da safra. A partir de 27°C, o canéfora reduz o metabolismo e, aos 35°C, ele o suspende”, disse. Bastianello ponderou, contudo, que ainda é cedo para estimar os impactos do El Niño sobre a safra de 2027.
Fonte: Portal CaféPoint
As transformações no cenário internacional vêm redesenhando o comércio global e ampliando o protagonismo do agronegócio brasileiro. Para tratar desse assunto, a edição histórica de 25 anos do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA) contará com a mesa-redonda “O Agro na Geopolítica”. O evento é uma realização da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) e da B3, a bolsa do Brasil, e acontece no dia 10 de agosto, no Sheraton WTC São Paulo Hotel.
Dois renomados diplomatas, especialistas em relações internacionais e comércio exterior: Alexandre Parola, Embaixador do Brasil no Reino do Marrocos e membro do Conselho Estratégico da ABAG, e o Embaixador Braz Baracuhy, que atuou como Representante Permanente do Brasil na Organização Mundial do Comércio (2022-2023) e encarregado de negócios na Finlândia (2025-2026), compartilharão suas avaliações sobre o cenário global atual, cada vez mais dinâmico e marcado pelo avanço do protecionismo, os conflitos geopolíticos, a reorganização das cadeias de suprimentos e a crescente preocupação com a segurança alimentar e energética.
Esse contexto coloca o Brasil diante de novas oportunidades e desafios para consolidar sua posição determinante no fornecimento mundial de alimentos, energia renovável e bioeconomia.
Parola destacará o papel da diplomacia na construção de alianças estratégicas e no fortalecimento da presença brasileira no mundo, enquanto Baracuhy abordará a importância das regras do comércio internacional, da cooperação entre os países e dos desafios que impactam o acesso a mercados e a competitividade do agronegócio brasileiro.
Considerado um dos principais fóruns de debates do setor, o Congresso Brasileiro do Agronegócio reunirá autoridades, lideranças, empresários, produtores, pesquisadores e especialistas. A programação contará ainda com outra mesa-redonda “Novo Governo: Prioridades e Compromissos” e com os painéis “A indústria que revoluciona o agro” e “Investimento e Financiamento em tempos voláteis”, além de uma palestra de encerramento e a estreia do “Future Flash do Agro Brasileiro”, série de apresentações dinâmicas voltadas às tendências que devem impactar o setor nos próximos anos. Também haverá a entrega do Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio, e do Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade.
As inscrições para participação presencial estão abertas no site oficial. A transmissão online será gratuita, mediante credenciamento prévio. Como novidade, haverá tradução simultânea para o inglês.
Serviço:
25º Congresso Brasileiro do Agronegócio – Presencial e On-Line
Tema: Agro & Indústria Integrando e Transformando o Brasil
Data: 10 de agosto de 2026
Horário: das 9h às 18h
Local: Sheraton WTC São Paulo Hotel – Av. das Nações Unidas, 12.559
Informações e inscrições: https://congressoabag.com.br
Fonte: Assessoria de Imprensa
A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), representada pelo escritório contratado BMJ Consultores Associados, participou, ontem (6) e hoje (7), em Washington, nos EUA, junto a representantes de diversos setores da economia nacional, das audiências públicas do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, em inglês) sobre a proposta norte-americana de sobretaxar produtos exportados pelo Brasil em 25%, incluindo o café solúvel.
Em sua participação, realizada ontem, a entidade expôs que o produto é um insumo fundamental para diversos setores da economia dos EUA, incluindo bebidas prontas para consumo, produtos de panificação, confeitaria, laticínios e serviços de alimentação institucional.
Com estudos que apontam um crescimento anual de 5,6% entre 2025 e 2030 no mercado norte-americano de café pronto para consumo – ready to drink – , a Abics salientou a necessidade de um abastecimento estável e acessível do café solúvel brasileiro, insumo essencial para esse produto no mercado dos EUA.
A Associação completou que grandes empresas americanas de alimentos e bebidas, incluindo as que representam mais de 20% das vendas de café no varejo doméstico e mais de 10% do consumo total de café, também dependem de um fornecimento estável de café solúvel para manter suas operações e estratégias de preços.
Nesse contexto, a entidade reforçou que o Brasil desempenha um papel indispensável na cadeia de suprimentos dos Estados Unidos, tendo respondido por 22% das importações norte-americanas de café solúvel – totalizando 15.500 toneladas métricas –, principalmente na forma de extratos a granel, concentrados e grânulos.
A Abics também recordou que o café solúvel brasileiro oferece perfis de solubilidade únicos, misturas de origem geográfica específica e certificações de qualidade reconhecidas internacionalmente que não podem ser efetivamente replicadas por outros fornecedores.
Outro ponto apresentado foi que essa cadeia de suprimentos afeta diretamente os consumidores norte-americanos, uma vez que 11% da população local consomem café solúvel diariamente, a um custo de apenas US$ 0,06 a US$ 0,07 por xícara, especialmente em famílias preocupadas com a questão orçamentária. Assim, a entidade argumentou que uma tarifa adicional de 25% (nos termos da Seção 301) elevaria os preços, pressionaria as margens das empresas e sobrecarregaria desproporcionalmente as famílias que dependem de café acessível para consumo.
“Além disso, esse suprimento não pode ser facilmente substituído. O mercado de importação de café solúvel dos EUA é altamente concentrado: México e Brasil respondem por quase 60% do total das importações, sendo que os preços mexicanos são cerca de 1,5 vez mais altos que os brasileiros”, explica o diretor de Relações Institucionais da Abics, Fabio Sato, que esteve presente na audiência e completa que, “com capacidade excedente limitada na Colômbia, no Vietnã e na Indonésia, fornecedores alternativos não conseguem suprir essa lacuna prontamente”.
Ele lembra que, igualmente importante é o fato de que o café solúvel brasileiro segue rigorosos padrões de qualidade da Abics, incluindo as classificações “Classic”, “Premium”, “Excellence” e “100% Arábica” e que a implantação de tarifas adicionais provocaria escassez imediata, custos mais elevados, menor qualidade e redução da competitividade em todo o mercado dos EUA, prejudicando fabricantes, operadores de serviços de alimentação e consumidores.
“A maior parte do valor econômico desse comércio é gerada nos Estados Unidos. O café solúvel brasileiro entra quase inteiramente a granel, enquanto a mistura, o empacotamento, o marketing e a distribuição ocorrem em solo americano. Portanto, uma tarifa sobre esse produto não penalizaria um bem estrangeiro acabado, mas aumentaria os custos para os fabricantes nacionais e enfraqueceria a competitividade dos produtos de café solúvel fabricados nos EUA”, analisa Sato.
Segundo o diretor da Abics, as implicações logísticas também são significativas, com mais de 81% das importações de café solúvel dos EUA entrando por Texas, Nova York e Louisiana, enquanto as remessas brasileiras são concentradas em Nova Orleans, Nova York, Charleston e Los Angeles.
“Uma queda acentuada na oferta brasileira afetaria centros logísticos importantes na Costa do Golfo e no Nordeste, gerando escassez e colocando em risco as operações industriais”, afirma.
Ainda em sua explanação, os representantes da Abics reforçaram que tarifas sobre o café solúvel não seriam práticas nem eficazes para promover os objetivos da investigação do USTR, recordando que o comércio de café opera dentro de um sistema agrícola transparente e orientado pelo mercado, distinto das questões de comércio digital, propriedade intelectual, meio ambiente e práticas de pagamento que estão sob análise.
A entidade também advertiu que aumentos tarifários anteriores demonstraram que choques repentinos de custos reduzem os volumes de importação, perturbam as cadeias de suprimentos e elevam rapidamente os preços ao consumidor.
“Dadas as margens reduzidas dos produtores de alimentos e bebidas dos EUA, esses custos provavelmente seriam repassados aos consumidores, gerando disparada na inflação. Por todas essas razões, solicitamos ao USTR a exclusão do código HTS 2101.11.21, que se refere ao café solúvel brasileiro, de quaisquer tarifas adicionais da Seção 301”, informa Sato.
Já o diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional do BMJ, José Pimenta, comunica que, além da Abics, a defesa do café solúvel brasileiro também foi feita pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e pela entidade par norte-americana National Coffee Association (NCA), gerando 15 minutos de defesa na audiência.
“As três manifestações conversavam muito entre si e um ponto importante é que nenhuma das entidades foi arguida, não houve contestação em nenhum dos pronunciamentos de defesa do café solúvel brasileiro, o que nos deixa esperançosos para que o produto não venha a sofrer a taxação de 25%, entrando em uma lista de isenção, tal qual os demais tipos de café do Brasil”, relata.
Pimenta acresce que, na parte da audiência aberta aos questionamentos dos investigadores americanos, as perguntas focaram a questão mais específica do eventual impacto tarifário para a cadeia de café dos EUA como um todo, em especial ao manufacturing.
“Isso foi positivo, pois pudemos reforçar todo o impacto econômico e também social que a adição de tarifas de 25% ao café solúvel brasileiro gerará na economia americana e nos bolsos de seus consumidores”, conclui o diretor do BMJ.
Fonte: Portal Abics
O Viveiro Nova Floresta participou do lançamento do “Raízes do Agro”, Programa de Recuperação Ambiental e Proteção dos Recursos Hídricos, durante a 2ª edição do Conexão Agro Jacupemba, realizada entre os dias 25 e 27 de junho, em Aracruz. A iniciativa, idealizada pela Costa Agro, conta com a parceria técnica do viveiro, que será responsável pelo fornecimento de mudas de espécies nativas que serão destinadas aos produtores rurais participantes.
O programa tem como objetivo promover a recuperação de nascentes, a preservação dos recursos hídricos, o reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e o fortalecimento da sustentabilidade nas propriedades rurais.
Durante a apresentação aos produtores, o diretor técnico do Viveiro Nova Floresta, Adriano Alves da Luz, que atua há 24 anos na área de reflorestamento, destacou a importância da união entre empresas, instituições e produtores para ampliar a conservação ambiental.

“Mais do que plantar árvores, esse projeto representa um investimento no futuro da nossa região. Cada muda colocada no solo contribui para proteger as nascentes, conservar o solo, favorecer a biodiversidade, amenizar os efeitos das mudanças climáticas e garantir mais disponibilidade de água para as próximas gerações”, destacou o diretor técnico do viveiro.
No programa, serão identificadas áreas para adesão dos produtores. Em seguida, será realizada a distribuição das mudas de espécies nativas, acompanhada de orientação técnica especializada e monitoramento do desenvolvimento das áreas recuperadas.
No Viveiro Nova Floresta os recipientes das mudas de espécies nativas, e também de mamão que são comercializados, são produzidos com papel biodegradável com certificação internacional.
Fonte: Assessoria de Comunicação Viveiro Nova Floresta
Somos referência em Paper Pot no Espírito Santo.
Economia e sustentabilidade em só recipiente.
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Iniciativa da Seag e do Incaper vai conectar produtores e compradores, valorizando lotes comerciais de café conilon de alta qualidade

Setor destaca a sinergia que ampliou o entendimento sobre a relevância econômica e social do café brasileiro

Levantamentos de cooperativas mostram retomada da colheita em julho, mas o atraso provocado pelas chuvas de junho mantém o mercado atento à qualidade dos cafés e aos riscos climáticos para a próxima safra
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