
Mamão brasileiro: tecnologia verde ganha força no campo e transforma os rumos da produção agrícola
Biofertilizantes crescem no Brasil e impulsionam uma nova era de eficiência no campo
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel 100% biodegradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
O uso de bioinsumos vem crescendo de forma contínua no Brasil, especialmente em cadeias com maior rigor nas exigências de mercado, como a fruticultura. Dados da Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) apontam que na última safra 2024/2025 o faturamento do setor de bioinsumos superou R$ 7 bilhões, sendo o terceiro maior país consumidor, atrás da China e dos Estados Unidos.
Os bioinsumos são produtos, processos ou tecnologias de origem vegetal, animal ou microbiana – incluindo aqueles obtidos por biotecnologia ou que sejam estruturalmente similares e funcionalmente equivalentes aos de origem natural. Sua atuação envolve a interferência no crescimento, no desenvolvimento e nos mecanismos de resposta de plantas, animais, microrganismos e do solo, além de interagir com processos físico-químicos e biológicos desses sistemas.
Embora ainda existam poucos levantamentos específicos por cultura, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgaram que o país já ocupa posição de destaque mundial nesse segmento. Só em 2025, foram liberados 162 produtos classificados como bioinsumos pelo Mapa – o maior número já registrado no país.
Nesse cenário, impulsionado pela demanda por soluções mais sustentáveis e necessidade de maior eficiência produtiva, a Litho Plant, empresa 100% capixaba, se destaca na produção de biofertilizantes, sendo uma das pioneiras no registro neste segmento no Brasil. Os biofertilizantes são um produto com princípio ativo ou agente orgânico, isento de substâncias agrotóxicas, capaz de atuar, direta ou indiretamente, sobre o todo ou parte das plantas cultivadas, elevando a sua produtividade, sem ter em conta o seu valor hormonal ou estimulante. É subdivido em cinco grupos: biofertilizante de aminoácidos, substâncias húmicas, extratos de algas, extratos vegetais e ainda ser um biofertilizante composto.
“A empresa detém o primeiro registro no país de biofertilizantes à base de substâncias húmicas de turfa e de extrato de algas, no Mapa. Também é a única com oito registros na categoria, incluindo produtos à base de aminoácidos e biofertilizantes compostos, como o produto comercial Turfa Gel® e o Báltico®”, destacou a pesquisadora da empresa, Dra. Cátia Aparecida Simon. Ela acrescenta que cerca de 95% do portfólio da empresa contém biofertilizantes dentro de sua composição, ampliando assim o potencial bioativador e bioestimulante dentro de suas tecnologias.
“A empresa destaca-se por aliar desenvolvimento regional à adoção de tecnologia própria na produção de seus insumos. Esse domínio tecnológico reflete características típicas de empresas consolidadas no setor, com forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, equipe técnica altamente qualificada e rigoroso controle de qualidade nos processos produtivos. Além disso, a utilização de tecnologia própria permite maior padronização, rastreabilidade e adaptação dos produtos às condições agrícolas brasileiras, garantindo eficiência agronômica e competitividade”, frisa a pesquisadora.
A Litho Plant tem presença consolidada em oito estados brasileiros, com capacidade logística e industrial para atender clientes em todo o território nacional. Atualmente produz pouco mais de 1 milhão de litros por ano, com capacidade instalada de até 2,5 milhões de litros anuais em um único turno de operação. Ao todo, conta com 32 colaboradores, entre diretos e indiretos.
A empresa reforça seu compromisso com a inovação ao desenvolver soluções sustentáveis e de alto desempenho, como SombrytBR® e Ativar®, estes refletem sua capacidade de integrar tecnologia e eficiência para o campo.
SombrytBR®: fotoproteção vegetal
Diante do crescimento expressivo da fruticultura brasileira e dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, tecnologias voltadas à mitigação de estresses abióticos tornam-se estratégicas para a sustentabilidade da produção. Nesse contexto, o SombrytBR®, desenvolvido pela Litho Plant em parceria com a Embrapa, destaca-se como uma inovação em fotoproteção vegetal.
Trata-se de um protetor solar para plantas, registrado no Mapa, que atua reduzindo a temperatura da superfície foliar e dos frutos em até aproximadamente 5 a 6°C, minimizando os danos causados por alta irradiância e temperaturas elevadas. Sua formulação, baseada em partículas minerais nanométricas, permite a reflexão seletiva da radiação UV (UVA e UVB), sem comprometer a radiação fotossinteticamente ativa, essencial ao metabolismo vegetal.
Ensaios conduzidos ao longo de cinco anos pela Embrapa em diversas frutíferas (como banana, abacaxi, mamão, melancia, manga, maracujá, laranja pêra), demonstram que o SombrytBR® promove melhorias significativas na fisiologia das plantas, incluindo aumento da taxa fotossintética, da condutância estomática e da eficiência no uso da água, além de contribuir para incrementos produtivos, mesmo sob condições de estresse hídrico.
Um estudo conduzido em parceria com o Dr. Laércio Zambolim, a fim de avaliar o efeito do uso de protetor solar para plantas na redução de mancha fisiológica em frutos do mamoeiro grupo solo cultivar Aliança, demonstrou que o tratamento com protetor solar proporcionou uma redução considerável no número de lesões, sobretudo em avaliações realizadas nos meses que antecederam o período de maior incidência da mancha fisiológica do mamoeiro.
Outro importante produto da empresa é o Ativar®, um biofertilizante formulado à base de ácidos fúlvicos, L-aminoácidos específicos e extratos de algas que tem como foco a promoção da eficiência nutricional nas plantas.
“Sua proposta tecnológica está diretamente relacionada à otimização do uso de fertilizantes minerais (NPK), atuando como agente complexante e quelante, favorecendo a disponibilidade, mobilidade e absorção de nutrientes no sistema solo-planta. No cenário atual do agronegócio brasileiro, os fertilizantes potássicos, nitrogenados e fosfatados seguem com preços elevados e sujeitos a variações externas, consequentemente aumentando o custo de produção”, disse Dra. Cátia Aparecida Simon.
A pesquisadora ressalta que o Ativar® pode contribuir para maior eficiência no uso de fertilizantes e na redução de custos de produção sem comprometer a produtividade.
Laboratórios próprios
A Litho Plant conta com uma estrutura laboratorial composta por dois laboratórios especializados: um de Pesquisa e Desenvolvimento de Produto e, outro de Microbiologia Agrícola, atuando de forma integrada para garantir a qualidade e a eficiência dos insumos produzidos, desenvolvendo seus produtos com tecnologia própria, garantindo maior controle de qualidade, padronização e eficiência, além de permitir a criação de soluções adaptadas às condições específicas da agricultura brasileira.
“A empresa formula seus produtos com foco direto no produtor rural, priorizando a bioestimulação nas suas formulações. Essa abordagem busca potencializar processos fisiológicos das plantas, promovendo melhor desenvolvimento, maior eficiência no uso de nutrientes e maior tolerância a estresses, resultando em ganhos consistentes de produtividade”, relata a pesquisadora.
A Litho Plant mantém parceria direta com o Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Itapina, apoiando no desenvolvimento acadêmico e científico, com destaque para o suporte ao curso de Mestrado Profissional em Cafeicultura. Recentemente, ampliou sua atuação internacional por meio da colaboração de sua pesquisadora com uma universidade da China (China–Brazil Scientific Cooperation Program), voltada ao desenvolvimento e à validação de novas tecnologias.
A reportagem integra à série “Mamão brasileiro: produção, mercado e futuro”, apresentada pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex).
Fonte: Portal Campo Vivo
O município de Aracruz será palco da cerimônia oficial de abertura da colheita do café conilon no Espírito Santo. Promovido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pela Prefeitura de Aracruz, o evento será realizado nesta quinta-feira (14), das 8h30 às 11h30, na Fazenda São Geraldo.
A programação reunirá produtores rurais, pesquisadores, extensionistas, lideranças do setor e autoridades para marcar o início da safra 2026 de uma das principais atividades agrícolas do Estado. Maior produtor e exportador de café conilon do Brasil, o Espírito Santo se destaca nacional e internacionalmente pelos avanços em produtividade, tecnologia e qualidade do grão.
Um dos destaques do evento será o lançamento da campanha “Conilon de Qualidade – produza o seu!”, iniciativa voltada ao incentivo de práticas que ampliem ainda mais a qualidade e a agregação de valor do café conilon capixaba. A programação também contará com palestra técnica sobre secagem e processos pós-colheita, além de colheita simbólica.
As perspectivas para a safra 2026 são positivas. Segundo o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Espírito Santo deve produzir 14,8 milhões de sacas de café conilon neste ciclo, volume 5% superior ao registrado em 2025. A área estimada em produção é de 269,4 mil hectares, crescimento de 4,4% em relação ao ciclo anterior.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a abertura da colheita simboliza a força e a evolução da cafeicultura capixaba.
“O conilon capixaba alcançou um novo patamar de qualidade, produtividade e reconhecimento no mercado nacional e internacional. Chegamos a uma nova safra com perspectivas muito positivas, reflexo da dedicação dos produtores, do avanço tecnológico e dos investimentos em pesquisa, assistência técnica e inovação. A campanha ‘Conilon de Qualidade – produza o seu!’ reforça nosso compromisso em ampliar ainda mais a qualidade do café capixaba e agregar valor à produção”, destacou o secretário.
“Mais do que celebrar o início da safra, este é um momento de reafirmar e reconhecer a importância do café conilon para a economia e o desenvolvimento rural capixaba. Os resultados alcançados pelo Espírito Santo são fruto do trabalho e da dedicação dos produtores rurais, aliados aos investimentos contínuos em pesquisa, assistência técnica e extensão rural, que promovem a adoção de tecnologias e inovações no campo”, completou o diretor-geral do Incaper, André Barros.
Abertura da Colheita do Café Conilon no Espírito Santo – Safra 2026
Data: 14/05 (quinta-feira)
Horário: 8h30 às 11h30
Local: Fazenda São Geraldo (Proprietário: Marcelo Coelho) – Aracruz (ES)
Localização: https://maps.app.goo.gl/HQBKAQLModSSH5bY7
Programação
8h30 – Recepção e café da manhã
9h – Lançamento da campanha “Conilon de Qualidade – produza o seu!”
Geraldo Mendes – extensionista do Incaper
9h30 – Palestra: “Secagem e Processos Pós-Colheita para a Produção de Café Conilon de Qualidade”
Aldemar Polonini Moreli – professor do Ifes
10h – Fala das autoridades
11h – Colheita simbólica
11h30 – Almoço
Fonte: Coordenação de Comunicação e Marketing do Incaper
Com o início da colheita do café conilon no Espírito Santo, neste mês de maio, cresce a atenção dos produtores ao estágio de maturação da lavoura. Mais do que definir o momento de entrada nas áreas, esse fator influencia diretamente o rendimento e a qualidade da produção.
Na prática, o ponto ideal de colheita está ligado ao percentual de frutos maduros. A recomendação é que a lavoura atinja um nível mínimo antes do início dos trabalhos, evitando perdas e garantindo melhor aproveitamento.
Na Fazenda Venturim, em São Domingos do Norte, o produtor rural Isaac Venturim acompanha esse processo de perto em uma área de 90 hectares de café conilon. “A gente faz esse monitoramento com equipe técnica, avaliando o percentual de maturação. Quando chega em torno de 70% de frutos maduros, a gente inicia a colheita”, explica.
Maturação define o momento
A uniformidade da maturação é um dos principais desafios no conilon. Segundo o produtor, fatores como clima e florada influenciam diretamente esse processo.
“Isso depende muito da chuva e da florada. Quando ela vem mais uniforme, a maturação também acompanha. Quando não, a gente não tem essa uniformidade e precisa esperar mais para entrar colhendo”, relata Venturim.
Essa variação impacta diretamente o planejamento da colheita e pode exigir mais de uma entrada na lavoura, aumentando o custo da operação.
Manejo ao longo do ciclo
Além das condições climáticas, o manejo adotado ao longo do ciclo também interfere no desenvolvimento dos frutos. Práticas bem conduzidas ajudam a reduzir diferenças entre plantas e favorecem uma lavoura mais equilibrada.
“A uniformidade da irrigação e da adubação, quando bem conduzidas, tendem a gerar plantas mais uniformes e, por consequência, uma maturação mais homogênea. Isso facilita a definição do momento ideal da colheita”, observa o engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim do Brasil, Elidio Torezani.
Irrigação influencia o resultado
Dentro desse manejo, a condução da água ao longo do ciclo é determinante. Plantas submetidas a estresse hídrico ou nutricional tendem a acelerar a maturação dos frutos antes de atingirem seu pleno desenvolvimento, o que compromete a uniformidade e, consequentemente, a produtividade. “Uma irrigação desuniforme ou realizada em momentos inadequados pode levar à maturação precoce dos grãos e trazer prejuízos à produtividade”, diz Torezani.
Na prática, esse efeito também é percebido na lavoura. “A irrigação por gotejamento contribui para essa uniformidade. A planta consegue se desenvolver melhor, sem forçar o processo, e isso se reflete na maturação dos frutos”, relata Isaac Venturim.
Fonte: Assessoria de Imprensa Hydra Irrigações
O Projeto Mulheres do Café, iniciativa do Governo do Estado do Espírito Santo, lança mais uma ação para ampliar a visibilidade do protagonismo feminino na cafeicultura capixaba. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) está mobilizando os municípios do Estado para compor um portfólio com histórias de mulheres que atuam na produção de café. O trabalho resultará em uma publicação nos formatos digital e impresso.
A proposta é reunir relatos inspiradores de cafeicultoras de diferentes regiões, com até cinco participantes por município, respeitando a diversidade de perfis e experiências. As produtoras podem ser indicadas por técnicos do Incaper ou se inscrever diretamente pela internet.
Não é exigido que as participantes trabalhem com cafés especiais ou possuam marca própria. “O critério central é a representatividade: mulheres com histórias que expressem dedicação, superação, inovação e contribuição para a atividade cafeeira em seus territórios”, explica a coordenadora do projeto Mulheres do Café e extensionista do Incaper, Patrícia Matta.
Como participar
As produtoras interessadas em participar devem fazer inscrição por formulário on-line – acesse aqui. Também é necessário enviar uma foto da cafeicultora — preferencialmente na lavoura, na propriedade ou em contato com o café — com resolução mínima de 300 dpi. Imagens feitas por celular são aceitas, desde que em alta qualidade (modo Ultra HD ou câmera profissional).
As fotos podem ser enviadas via WhatsApp pelo número (22) 98113-7472 (como arquivo) ou por pasta compartilhada no Google Drive (acesse aqui). O prazo para envio das informações é até agosto deste ano.
Sobre o projeto
O Mulheres do Café é executado pelo Incaper, no âmbito do programa Inovagro, conduzido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). Além de valorizar a participação feminina na cafeicultura capixaba, a iniciativa busca fortalecer a cadeia produtiva, promover a qualificação técnica, ampliar a equidade de oportunidades e facilitar o acesso das produtoras a mercados diferenciados.
Fonte: Coordenação de Comunicação e Marketing do Incaper
O Viveiro Nova Floresta tem desempenhado um papel estratégico na restauração ambiental da Bacia do Rio Doce. Integrante da Rede Rio Doce de Sementes e Mudas, o viveiro é um dos responsáveis pelo fornecimento de mudas de espécies nativas do Bioma Mata Atlântica, utilizadas na restauração florestal de áreas degradadas ao longo da bacia.
A Rede Rio Doce de Sementes e Mudas é uma das iniciativas que integram as ações de recuperação ambiental previstas no Novo Acordo do Rio Doce, executado pela Samarco. A meta é restaurar 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de mais 10 mil hectares na calha do Rio Doce, incluindo áreas de recarga hídrica e a cinco mil nascentes. A estimativa é de utilização de cerca de 30 milhões de mudas e 300 toneladas de sementes.
Atualmente, a rede conta com 11 viveiros distribuídos em nove municípios, sendo quatro no Espírito Santo – Viveiro Nova Floresta, em Jacupemba, Aracruz; dois viveiros em Rio Bananal; e um no Instituto Vale – e outros sete em Minas Gerais. Esses viveiros atendem a diferentes demandas, mas compartilham o compromisso com a produção de mudas de alta qualidade, voltadas à restauração de ecossistemas nativos.

Até o momento, o viveiro já forneceu quase 547 mil mudas de 94 espécies nativas, destinadas a cinco empresas restauradoras que atuam diretamente nas ações de recuperação ambiental vinculadas à Samarco, responsável pela iniciativa. A previsão é atender o dobro de mudas no ano de 2026.
A diretora do Viveiro Nova Floresta, Jacqueline Delogo Ferreira, pontuou que, fazer parte desse projeto de restauração é mais que uma responsabilidade. “Cada muda que produzimos carrega o compromisso com a regeneração da Mata Atlântica, em especial a Bacia do Rio Doce, e com o futuro das próximas gerações. Contribuir com um projeto dessa dimensão reforça o nosso propósito de transformar vidas e paisagens por meio da restauração ambiental”, destacou a diretora.
As mudas fornecidas pelo Viveiro Nova Floresta, que passou a fazer parte da rede em 2025, são produzidas no paper pot, tecnologia que utiliza papel 100% biodegradável, otimizando o desenvolvimento das mudas, a logística e o plantio, explica a Engenheira Florestal, Daiana Souza de Jesus, responsável pelo acompanhamento dos viveiros da Rede.
“O paperpot é uma tecnologia muito interessante, pois permite que a muda fique pronta em um período menor de tempo, permanecendo no mesmo recipiente do início ao fim do processo, evitando a desagregação do substrato das raízes e garantindo melhor desenvolvimento. Sem contar a facilidade do transporte por ser muito mais leve para manusear em campo”, disse a Engenheira Florestal.
As ações de restauração seguem em andamento e têm previsão de continuidade até 2030, consolidando um dos maiores projetos de recuperação ambiental do país.
Fonte: Assessoria de Comunicação Viveiro Nova Floresta
O uso de recipientes de papel biodegradável na produção de mudas, conhecidos como paper pots, tem ganhado espaço na cafeicultura e o tempo de decomposição de alguns tipos de papel disponíveis no mercado tem chamado a atenção. Para trazer respostas sobre o uso da tecnologia, três novas pesquisas científicas ganham destaque no Espírito Santo: uma refere-se à caracterização física, química e mecânica dos papéis; outra à identificação de danos pós plantio; e outra sobre caracterização fisiológica e morfológica do crescimento radicular do cafeeiro.
Os estudos são conduzidos com orientação da pesquisadora do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Sara Dousseau Arantes, que é professora no curso de graduação em Agronomia do Centro Universitário Faesa e dos programas de pós graduação em Agricultura Tropical (PPGAT) e Biologia Vegetal (PPGBV) da Ufes.
Uma dissertação de Mestrado do Ceunes/Ufes, em São Mateus, caracterizará os papéis utilizados no Estado para identificar seus componentes, correlacionando o diagnóstico à qualidade e resistência das plantas. O estudo busca compreender seus efeitos na morfologia e fisiologia radicular para apresentação de um indicador ao viveirista e, também, ao agricultor no ato da aquisição das mudas.
“Existe hoje no mercado a entrada de papéis que não são produzidos com 100% de fibras de celulose, mas a partir de fibras sintéticas e, da forma que estão entrelaçadas causam um emaranhamento intenso das fibras, de modo que o sistema radicular não consegue ter força suficiente para romper aquela camada. Algumas raízes até conseguem fazer isso, mas depende do genótipo que precisa ter força maior do que a resistência imposta pela trama de fibras sintéticas que envolvem a estrutura”, informou a pesquisadora.
A pesquisadora explica: “Quando a tecnologia chega para o café canéfora, usa-se em um primeiro momento um tipo de papel de uma empresa consolidada no mercado que não causa nenhum tipo de impedimento à rizogênese (formação e desenvolvimento da raiz). Como esse papel se degrada em cerca de três meses, ainda no viveiro, tem-se perda de estrutura do substrato e maior mortalidade das mudas na aclimatação. Com o aumento da demanda, algumas empresas colocam no mercado papéis que não degradam no tempo correto em campo. É exatamente por este motivo que faremos os estudos, para caracterizar as marcas e modelos disponíveis no mercado. Já detectamos que existem papéis de marcas/modelos compostos por fibras sintéticas, um dos grandes causadores da resistência. Alguns papéis formam uma trama resistente na qual as raízes que estão em contato direto ficam escurecidas, mais lignificadas e suberizadas, causando dificuldade na emissão de raízes secundárias e terciárias”, detalhou.
Sara destacou que o café é uma planta que depende do momento estrutural vegetativo inicial para formar uma boa arquitetura para ser produtiva. “A degradação lenta do papel causa um problema estrutural na planta, que vai desde o anelamento do coleto, onde a planta morre, até limitações no desenvolvimento das raízes na área envolvida pelo papel. O dano estrutural se torna permanente à medida que o papel limita às raízes e a planta demanda água e nutrientes com a progressão do ciclo produtivo do cafeeiro”, frisou.
A pesquisadora reforça que a partir do primeiro ano de produção do café o tempo para recuperar o crescimento radicular é curto, pois a cultura faz dois ciclos combinados: o reprodutivo e o vegetativo.
Outras frentes de pesquisas
O TCC do curso de Agronomia da Faesa vai trazer em sua linha de pesquisa a identificação de danos causados pelo uso de papéis que sua composição não seja 100% de fibras de celulose. A busca é por um indicativo para que o agricultor conduza sua lavoura da melhor forma.
Outro estudo refere-se à caracterização da fisiologia e a morfologia do crescimento radicular do cafeeiro. A proposta, da pesquisa de doutorado do Ceunes/Ufes, é consolidar informações para modular essas questões referentes ao uso do papel biodegradável na produção de mudas.
A tecnologia já mostrou que veio para ficar. Além dos benefícios agronômicos e de logística com o uso do paper pot está a preservação do meio ambiente, com a redução do uso de resíduos plásticos.
Fonte: Portal Campo Vivo
Somos referência em Paper Pot no Espírito Santo.
Economia e sustentabilidade em só recipiente.
Cultive ecologicamente e contribua com a eliminação de plástico no planeta.

Biofertilizantes crescem no Brasil e impulsionam uma nova era de eficiência no campo

O evento será realizado nesta quinta-feira (14), a partir das 8h30, na Fazenda São Geraldo

Uniformidade na lavoura e manejo ao longo do ciclo influenciam diretamente o momento ideal de colheita
No quadro Viveiro Nova Floresta em Vídeo trazemos informações, curiosidades, histórias, novidades e tudo mais que compõe o dia a dia do nosso viveiro. Confira!