
Escala e diversidade marcam produção 1,5 mil de mudas nativas do Viveiro Nova Floresta
Nesta nova safra o viveiro conta com 130 espécies do bioma Mata Atlântica
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel 100% biodegradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
Com uma produção de 1,5 milhão de mudas na nova safra de nativas, o Viveiro Nova Floresta conta com um catálogo reúne cerca de 130 espécies do bioma Mata Atlântica. A produção de nativas em larga escala exige mais do que volume: envolve planejamento, estrutura, equipe especializada e acompanhamento nas diferentes etapas, desde a coleta das sementes até o desenvolvimento das plantas.
O empreendimento, fundado em 2023, trabalha com projetos de diferentes portes. A diversidade permite atender demandas relacionadas à restauração ambiental, ao reflorestamento e a iniciativas que necessitam de capacidade de fornecimento e qualidade das mudas.
A escala da produção é resultado de uma estrutura planejada para acompanhar cada fase do desenvolvimento das plantas. Da coleta de sementes à formação das mudas, o processo é conduzido por uma equipe especializada, com cuidados que acompanham o ciclo de produção.
“Depois de prontas, as mudas seguem para o campo de acordo com o período adequado para o plantio. Na região Sudeste, essa etapa acontece entre outubro e março, durante o período chuvoso, quando não há interferência climática”, explica o gestor do Viveiro Nova Floresta, Adriano Alves da Luz.
Além de espécies nativas, o Grupo Viveiro Nova Floresta trabalha com a produção de mudas de mamão e está em fase de montagem da sua estrutura para a comercialização de mudas de café conilon.
Fonte: Assessoria de Comunicação Viveiro Nova Floresta
O Brasil alcançou um marco histórico no mercado de trabalho. A taxa de desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor registrado para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.
A população ocupada também atingiu o maior patamar da série, com 103,3 milhões de pessoas trabalhando, enquanto o contingente de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 39,4 milhões, novo recorde.
Para o Conselho Nacional do Café (CNC), os indicadores reforçam a relevância das políticas de geração de emprego, da formalização das relações trabalhistas e, sobretudo, do diálogo permanente entre Governo, trabalhadores (as) e setor produtivo.
Cafeicultura se destaca na geração de empregos formais
Neste contexto, dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), demonstram a força da atividade cafeeira na geração de oportunidades formais de trabalho. Somente em junho, o cultivo de café registrou saldo positivo de 4.630 empregos formais, distribuídos por 464 municípios brasileiros. A atividade ficou entre as principais responsáveis pela geração de empregos no setor agropecuário naquele mês.
No acumulado do primeiro semestre, o cultivo de café alcançou aproximadamente 29,2 mil novos postos formais de trabalho em 663 municípios, evidenciando a capacidade da cafeicultura de gerar renda, oportunidades e proteção social nas regiões produtoras. O resultado acompanha o ciclo produtivo da cultura, especialmente o período de colheita, mas também evidencia a crescente importância da formalização das relações de trabalho no campo.
É nesse ambiente que o Conselho Nacional do Café destaca o trabalho desenvolvido, ao longo dos últimos anos, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e com as entidades representativas da cafeicultura.
O CNC deu o start e tem participado ativamente dessa construção, levando ao Governo Federal as demandas e particularidades dos produtores de café e contribuindo para a construção de soluções que sejam, simultaneamente, socialmente responsáveis, juridicamente seguras e economicamente viáveis.
O CNC também destaca a participação das entidades da iniciativa privada do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) que integram e contribuem para o diálogo no setor, entre elas CNA, Cecafé, ABIC, ABICS e organizações representativas dos trabalhadores, além dos órgãos do Governo Federal e instituições internacionais.
Um dos pontos considerados fundamentais pelo CNC nessa agenda é a conscientização de produtores, trabalhadores e trabalhadoras sobre os benefícios da formalização. Durante as discussões com o Governo Federal, ganhou especial importância a necessidade de esclarecer que o trabalhador que recebe Bolsa Família não perde automaticamente o benefício ao conseguir um emprego formal.
Essa informação foi amplamente divulgada pelo Governo Federal e pelo próprio ministro Luiz Marinho durante ações e visitas às regiões produtoras, contribuindo para combater um receio que, durante anos, dificultou a formalização de trabalhadores temporários da cafeicultura.
Mudanças necessárias
Apesar de todos os avanços ainda existem dificuldades que precisam ser enfrentadas. O Conselho Nacional do Café já formalizou os temas junto ao MTE e tem trabalhado para que sejam efetivamente acatados. “As propostas de melhoria apresentadas pelo CNC ao MTE buscam alterações fundamentais como a implantação da dupla visita, a extensão das horas laborais durante a colheita já que o trabalhador temporário ganha por produtividade. Embora trabalhadores urbanos e rurais estejam submetidos à legislação trabalhista, são atividades com características, ambientes e dinâmicas completamente distintas, o que exige uma aplicação adequada e compatível das normas. Além disso, a responsabilização de ambas as partes no caso do não uso do equipamento de proteção individual (EPI) se fornecido e orientado seu uso corretamente; da simplificação do processo de formalização da carteira de trabalho; e o avanço nos contratos entre o legislado e o acordado, entre outros”, explicou Silas Brasileiro, presidente do CNC.
Por fim, o Conselho reforça a importância que todo esse trabalho seja cada vez mais educativo e orientativo.
Fonte: Assessoria de Comunicação CNC
O compromisso com a sustentabilidade e a educação ambiental também faz parte da trajetória do Viveiro Nova Floresta. Reconhecido em 2023 como vencedor do Prêmio Biguá de Sustentabilidade com o projeto “Paper pot: tecnologia sustentável a serviço do meio ambiente”, na categoria empresa, o viveiro também está presente na temporada 2026 das Caravanas do Biguá. O empreendimento doou 300 mudas de espécie nativa que estão sendo distribuídas aos estudantes participantes da iniciativa.
Com o tema “Todos 100% Presentes”, as Caravanas do Biguá percorrem escolas da região Norte, levando atividades de educação ambiental e conscientização a estudantes de diferentes municípios. A primeira parada foi na Escola Municipal de Ensino Fundamental Jerônimo Monteiro e na Auto Guimarães e Souza, em Linhares.
Os estudantes receberam uma muda do Viveiro Nova Floresta. “Cuidar do meio ambiente é plantar sementes para o futuro. Por isso, iniciativas como estas são tão importantes para despertar, desde cedo, nas novas gerações, a consciência e o compromisso com a sustentabilidade”, afirmou a diretora do Grupo Viveiro Nova Floresta, Jacqueline Delogo Ferreira.
A atividade contou com contação de história protagonizada pelo Biguá, em uma jornada lúdica que reforçou a importância da preservação da natureza e destacou como a colaboração de todos pode fazer a diferença.
As crianças também pintaram máscaras inspiradas em animais da Mata Atlântica e se tornaram personagens da narrativa, fortaleceram o sentimento de pertencimento e a conexão com o meio ambiente.
Fonte: Assessoria de Comunicação Viveiro Nova Floresta
Cafeicultores, viveiristas, profissionais e empresas ligadas à cadeia produtiva do café se reúnem nos dias 2 e 3 de setembro, em Linhares, para o 8º Seminário Novas Tecnologias para Produção de Mudas e Cultivo de Café Conilon. O evento será realizado no auditório do Sesi e contará com palestras, debates e atividades práticas.
O seminário tem como objetivo discutir avanços tecnológicos relacionados à produção de mudas e à cafeicultura de conilon, contemplando temas como fitossanidade, bioinsumos, recipientes e substratos para produção de mudas, preparo e adubação do solo e oportunidades de mercado.
A programação conta com profissionais de instituições de pesquisa, ensino e extensão e de empresas do setor. Além das palestras e mesas-redondas, o evento terá espaço para exposição prática de produtos e visita aos estandes das empresas apoiadoras. Também está prevista, no segundo dia, visita a um viveiro modelo.
O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) participa da programação técnica do seminário. O pesquisador Abraão Carlos Verdin Filho apresentará recomendações para o dimensionamento de recipientes utilizados na produção de mudas de Coffea canephora . Já o extensionista David Goronci Cocheto Junior abordará o uso de recipientes biodegradáveis, conhecidos como paper pots , na produção de mudas de café conilon.
Entre os demais assuntos estão o manejo biológico e racional de pragas e doenças, o uso de bioinsumos no controle de doenças do cafeeiro, a importância de substratos de qualidade para a produção de mudas sadias e o preparo profundo do solo associado à adubação estratégica para alta produtividade.
No primeiro dia, a programação também terá uma palestra sobre os impactos do contexto geopolítico na situação do café conilon. No segundo, as atividades estarão concentradas nos aspectos técnicos da produção de mudas e do cultivo, com participação de especialistas da Embrapa, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do Incaper e de profissionais do setor.
O 8º Seminário Novas Tecnologias para Produção de Mudas e Cultivo de Café Conilon é realizado pela Associação Brasileira de Insumos para Agricultura Sustentável (INPAS), Incaper e Prefeitura de Linhares, com apoio de diversos parceiros.
Serviço
8º Seminário Novas Tecnologias para Produção de Mudas e Cultivo de Café Conilon
Data: 2 e 3 de setembro de 2026
Local: Auditório Sesi Linhares
Endereço: Av. Filogônio Peixoto, 396 – Linhares (ES)
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/8-seminario-novas-tecnologias-para-a-producao-de-mudas-e-cultivo-de-cafe-conilon/3456986
Programação
2 de setembro
15h – Abertura
15h30 – Impactos do contexto geopolítico na situação do café conilon
Palestrante: Carlos Brandão – Plataforma Global
16h às 16h15 – Palestra Diamante 1
Palestrante: Pindstrup/Carolina Soil
16h15 às 16h30 – Palestra Diamante 2
Palestrante: a definir
16h30 – Encerramento
17h às 20h – Happy hour
3 de setembro
8h30 às 9h – Fitossanidade integrada: manejo biológico e racional de pragas e doenças / Uso de bioinsumos no controle de doenças do cafeeiro
Palestrante: Dr. Wagner Bettiol – Embrapa
9h às 9h30 – Bioinsumos no manejo integrado de doenças em viveiros de café
Palestrante: Antônio Fernando de Souza – Ifes Santa Teresa/ES
9h30 às 10h – Coffee break (Fundagres)
10h às 10h20 – Recomendações de dimensionamento de recipientes na produção de mudas de Coffea canephora
Palestrante: Abraão Carlos Verdin Filho – Incaper
10h20 às 10h40 – Uso de recipientes biodegradáveis (paper pot) na produção de mudas de café conilon
Palestrante: David Goronci Cocheto Junior – engenheiro-agrônomo, mestrando em Cafeicultura
11h às 11h30 – Mesa-redonda com palestrantes
Moderador: Antônio Elias Souza da Silva – diretor-técnico do Incaper
11h30 às 12h – Palestra Diamante 1
Palestrante: Pindstrup/Carolina Soil
12h às 14h – Intervalo para almoço (lanche no local)
14h às 14h40 – Importância dos substratos de qualidade na produção de mudas sadias de café
Palestrante: José Augusto Taveira – Plantula Consultoria Agro Florestal
14h40 às 15h10 – Coffee break
15h10 às 15h50 – Preparo profundo de solo e adubação estratégica para alta produtividade de café conilon
Palestrante: Prof. Edson Márcio Mattiello – UFV
16h às 17h – Mesa-redonda: conclusão e encaminhamentos
Moderador: Marcelo Curitiba Espíndula – Embrapa/Incaper
17h – Encerramento
Fonte: Assessoria de Imprensa Incaper
As exportações brasileiras de café solúvel somaram 8,161 mil toneladas em julho de 2026 – equivalentes a 353.761 sacas de 60 kg em café verde –, volume 20% superior ao embarcado no mesmo mês do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). O resultado consolida a retomada do produto no mercado internacional e vem acompanhado de um avanço igualmente expressivo no consumo doméstico.
Com o desempenho do mês passado, o Brasil acumula 57,4 mil toneladas (2,488 milhões de sacas) exportadas entre janeiro e julho deste ano, alta de 10,9% sobre as 51,7 mil toneladas (2,243 milhões de sacas) registradas nos mesmos sete meses de 2025.

Para o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima, os números chegam em um momento de virada no ambiente comercial do setor. Em 1º de maio, entrou em vigor o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Na segunda quinzena de julho, os Estados Unidos incluíram o café solúvel na lista de isenções da nova tarifa aplicada a produtos brasileiros, encerrando o período de quase um ano em que o produto foi o único elo da cadeia cafeeira nacional a permanecer sobretaxado.
“São conquistas, contudo, recentes demais para explicar os volumes já embarcados. Nenhuma das duas medidas teve tempo de se refletir integralmente nos números de julho, mas o que já se enxerga é a reação desses mercados. Os embarques para a UE cresceram 51,4% entre maio e o fim de julho, somando 5,2 mil toneladas e as remessas aos EUA voltaram a crescer no mês passado, 9,5% acima de julho de 2025, com 1,3 mil toneladas. O efeito pleno das duas conquistas deve aparecer a partir do segundo semestre”, projeta Lima.
A receita cambial acumulada nos sete primeiros meses de 2026 somou US$ 663,5 milhões, recuo de 2,5% ante o mesmo intervalo do ano passado, variação modesta diante do salto em volume, conforme o executivo da Abics.
“É um descolamento explicado pelos preços: o mercado global opera, atualmente, abaixo das cotações excepcionais registradas em 2025. Embarcamos bastante mais café e faturamos praticamente o mesmo”, observa.

PRINCIPAIS IMPORTADORES
Os Estados Unidos seguem como principal destino do café solúvel brasileiro, com 8,4 mil toneladas adquiridas entre janeiro e julho, montante 12% inferior ao do mesmo período de 2025.
Lima comenta que essa comparação pede contexto, já que todo o intervalo de 2026 transcorreu sob a sobretaxa norte-americana, em vigor desde agosto de 2025, enquanto os sete primeiros meses do ano passado ainda foram anteriores à aplicação da medida.
“É justamente por isso que o dado de julho ganha peso. Mesmo comparado a uma base ainda livre de tarifas, o mês registrou 1,3 mil toneladas embarcadas aos EUA, alta de 9,5%, sendo o primeiro sinal claro de recuperação do fluxo, anterior à própria isenção, que passou a valer apenas nos últimos dias do mês passado”, analisa.
Na sequência aparecem a Argentina, com 4,6 mil toneladas e queda de 9,6% na comparação anual, e a Rússia, também com 4,6 mil toneladas, mas alta de 21,9%.
Chama atenção, entre os principais destinos do produto brasileiro em 2026, a presença de países que são grandes e tradicionais fabricantes de café solúvel e que, ainda assim, ampliaram fortemente as compras do Brasil.
A Colômbia ocupa o 4º lugar, com 3,4 mil toneladas (+145,7% ante 2025); a Indonésia vem imediatamente na sequência, com 3,2 mil toneladas (+49,6%); o México, com 2,3 mil toneladas (+33,2%), é o 9º no ranking; e o Vietnã fecha o top 10, com 2,2 mil toneladas (+67,2%).
“Esse movimento reforça a competitividade da indústria brasileira de café solúvel, que abastece, inclusive, seus concorrentes diretos”, anota o diretor executivo da Abics.
Lima aponta que o bloco europeu também marca presença no topo da lista, com a Polônia na sexta posição e um crescimento de 40,6%, a Estônia na sétima, com evolução de 103,4% e os Países Baixos em oitavo lugar, apresentando um avanço de 36,9%.
“Esses países estão entre os dez maiores compradores, todos registrando uma expansão expressiva na comparação com 2025. Essa é uma leitura que converge com o salto de 51,4% nos embarques à União Europeia, como um todo, desde maio”, comenta.

CONSUMO INTERNO
O desempenho positivo não se restringe ao comércio exterior. No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o consumo de café solúvel pelos brasileiros alcançou 17,3 mil toneladas (751 mil sacas), incremento de 14,4% frente ao apurado entre janeiro e o fim de julho do ano passado.

Para a consultora de Mercado Interno da Abics, Eliana Relvas, o avanço tem uma explicação direta: a variedade de produtos que a indústria nacional passou a colocar nas prateleiras, ampliando a oferta ao consumidor.
“Hoje nós temos um sortimento muito amplo de café solúvel, desde cafés orgânicos, descafeinados, cafés premium e de excelência, enfim, variedade de oferta para diferentes momentos de consumo. Assim, a percepção de produtos de qualidade também aumentou”, explica.
Ela acrescenta que, para além da bebida, o café solúvel vem ganhando espaço como ingrediente em vários produtos, como em bebidas prontas para beber e em produtos em pó.
“Esses produtos vêm registrando um aumento importante no consumo, principalmente com proteína. Dessa forma, o café solúvel entra como um importante ingrediente nessa mescla de produtos voltados à reposição e à suplementação de proteína”, conta.
Outro fator, completa a consultora, é a queda de um antigo preconceito com a categoria.
“A quantidade de produtos ofertados no mercado faz com que o consumidor brasileiro consuma mais o café solúvel, tendo uma melhor percepção sobre ele, o que é bom porque entendem melhor a diversidade e a qualidade. Isso, aliado à praticidade de preparo e aos constantes investimentos das nossas indústrias, contribui para que o consumo permaneça evoluindo gradualmente”, conclui.
Fonte: Portal Abics
A adoção de práticas sustentáveis no manejo das entrelinhas pode ajudar a conservar o solo, manter a umidade e aumentar a disponibilidade de nutrientes nos cafezais. A conclusão é do estudo “Soluções sustentáveis para a cafeicultura: manejo nas entrelinhas e plantas de cobertura do cafeeiro”, realizado em duas propriedades do distrito de Celina, em Alegre.
A pesquisa integra o livro “A Cafeicultura do Caparaó: Resultados de Pesquisas IX”, publicado em 2026 pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes). O trabalho é assinado por Lucas de Souza Melo, Maurício Novaes Souza, Jéferson Luís Ferrari e Marco Aurélio Costa Caiado.
Os pesquisadores acompanharam o manejo do Sítio Pedacinho da Serra e do Sítio Sumidouro Curty. Foram realizadas observações em campo, registros fotográficos e análises comparativas de indicadores do solo. O trabalho avaliou práticas como cobertura vegetal viva, uso de palha de café, consórcio com palmito, rotação com milho, mecanização e controle de plantas espontâneas.
Os resultados indicaram que a sustentabilidade da produção não depende de uma única técnica, mas da combinação de práticas adaptadas às condições de cada propriedade. Segundo os autores, manter o solo coberto reduz a exposição ao impacto da chuva, ajuda a controlar a erosão, regula a temperatura e diminui a perda de água por evaporação.
No Sítio Pedacinho da Serra, localizado a 660 metros de altitude, na comunidade de Córrego Serra Danta, o manejo das entrelinhas é mecanizado e utiliza cobertura vegetal viva. A propriedade também mantém o cultivo consorciado de café com palmito.
A cobertura viva é formada por plantas que permanecem entre as fileiras do cafezal. Gramíneas, leguminosas e algumas espécies espontâneas ajudam a proteger o terreno, favorecer a infiltração da água e reduzir o escoamento superficial.
Quando essas plantas são roçadas, os resíduos permanecem sobre o solo e passam a funcionar como uma camada de proteção. A decomposição também contribui para o aumento da matéria orgânica e para a ciclagem de nutrientes.
O consórcio do café com palmito foi apontado como uma alternativa com benefícios econômicos e ambientais. Além de diversificar a produção e criar outra possibilidade de renda, o sistema amplia a presença de diferentes espécies na lavoura.
Os pesquisadores alertam, no entanto, que o consórcio precisa ser acompanhado. As culturas podem competir por água e nutrientes, tornando necessárias análises periódicas do solo e adequações na adubação.
No Pedacinho da Serra, a análise encontrou pH de 5,3, matéria orgânica de 1,5% e saturação por bases de 47,3%. O teor de potássio foi de 116 miligramas por decímetro cúbico. Os resultados indicaram a necessidade de ajustes na adubação e de estratégias para aumentar a matéria orgânica.
A avaliação mostra que a cobertura vegetal contribui para a proteção física do solo, mas não substitui a correção e o fornecimento de nutrientes exigidos pelo cafeeiro.
No Sítio Sumidouro Curty, situado a 800 metros de altitude, na comunidade de Sumidouro, os produtores utilizam cobertura morta composta principalmente por palha de café. O manejo inclui mecanização, aplicação de glifosato e rotação de culturas com milho.
A utilização da palha permite que um resíduo da própria cafeicultura retorne ao sistema produtivo. O material protege o solo contra o impacto da chuva, reduz a evaporação da água e libera matéria orgânica e nutrientes durante a decomposição.
O reaproveitamento também se relaciona ao conceito de economia circular, no qual resíduos de uma atividade são transformados em recursos para o próprio processo de produção.
A rotação com milho contribui para a diversificação da propriedade e pode auxiliar na interrupção dos ciclos de pragas e doenças. Segundo o estudo, essas práticas fortalecem a capacidade da lavoura de enfrentar variações climáticas e econômicas.
No Sumidouro Curty, o solo apresentou pH de 5,8, matéria orgânica de 2,5% e saturação por bases de 60,9%. O teor de potássio chegou a 365 miligramas por decímetro cúbico.
Os indicadores químicos foram melhores do que os encontrados na outra propriedade, mas os autores ressaltam que o resultado não pode ser atribuído exclusivamente ao tipo de cobertura ou ao uso de herbicida. Diferenças no histórico de manejo, na adubação, na altitude e nas características naturais do solo também podem ter influenciado os dados.
O estudo reconhece que o manejo mecanizado associado ao herbicida foi eficiente no controle de plantas espontâneas e na operacionalização da lavoura. O uso do glifosato, porém, deve ser realizado de forma criteriosa e acompanhado por outras estratégias.
A aplicação indiscriminada pode afetar organismos presentes no solo e favorecer o surgimento de plantas resistentes. Entre as alternativas para reduzir a dependência do produto estão o uso de roçadeiras, a manutenção de coberturas vegetais e o controle integrado das espécies espontâneas.
Os autores defendem que a mecanização, a cobertura do solo e o uso racional de insumos sejam planejados de forma conjunta. A escolha das técnicas deve considerar relevo, clima, disponibilidade de mão de obra, características do solo e necessidades de cada lavoura.
Além dos benefícios ambientais, as práticas avaliadas podem contribuir para a redução de custos e para a diversificação da renda. A cobertura vegetal pode diminuir a necessidade de intervenções frequentes nas entrelinhas, enquanto a palha de café substitui materiais que precisariam ser adquiridos fora da propriedade.
O consórcio com palmito e a rotação com milho criam outras possibilidades produtivas. A mecanização, quando adequada ao relevo, também pode reduzir a dependência de mão de obra em algumas operações.
O estudo não quantificou a economia gerada por essas práticas. Os possíveis ganhos financeiros são apresentados pelos autores como benefícios do manejo integrado, e não como resultados econômicos medidos nas duas propriedades.
Para os pesquisadores, as experiências observadas em Celina mostram que a produção sustentável exige acompanhamento contínuo. Análises de solo, uso racional de insumos, manutenção da cobertura vegetal e diversificação de culturas são medidas que podem aproximar conservação ambiental e viabilidade econômica.
Os resultados são específicos das propriedades avaliadas e não estabelecem um modelo único para todos os cafezais. Ainda assim, o trabalho indica que proteger o solo, reaproveitar resíduos e integrar diferentes técnicas pode tornar a cafeicultura mais equilibrada e preparada para enfrentar períodos de seca, chuvas intensas e elevação dos custos de produção.
Fonte: Portal Conexão Safra
Somos referência em Paper Pot no Espírito Santo.
Economia e sustentabilidade em só recipiente.
Cultive ecologicamente e contribua com a eliminação de plástico no planeta.

Nesta nova safra o viveiro conta com 130 espécies do bioma Mata Atlântica

Taxa de desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo IBGE

Ação une atividades lúdicas, conscientização e incentivo ao cuidado com o meio ambiente entre as novas gerações
No quadro Viveiro Nova Floresta em Vídeo trazemos informações, curiosidades, histórias, novidades e tudo mais que compõe o dia a dia do nosso viveiro. Confira!