
Novo modelo calcula dinâmica de carbono na agricultura tropical
É o primeiro modelo desenvolvido em região tropical para mensurar a dinâmica da chamada agricultura de carbono
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel 100% biodegradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
A Embrapa está em fase final de desenvolvimento do ProCarbon-Soil (Procs), primeiro modelo desenvolvido em região tropical para mensurar a dinâmica da chamada agricultura de carbono (carbon farming), que são atividades agrícolas que visam retirar o carbono da atmosfera e estocá-lo no solo. O novo modelo foi apresentado em um artigo publicado no Soil Science Society of America Journal. Além de ser adaptado às condições da agricultura brasileira, o modelo melhora a compatibilidade entre as variáveis mensuradas e simuladas, o que pode contribuir para tornar o mercado de carbono mais transparente para operadores e agricultores.
Enquanto os tradicionais modelos multicompartimentais de carbono no solo usam entre quatro e oito variáveis de estado e entre sete e 20 parâmetros — alguns deles complexos e de difícil mensuração —, o modelo proposto utiliza apenas duas variáveis mensuráveis: estoque total de carbono e sua decomponibilidade.
Com base em uma abordagem matemática e no arcabouço teórico sobre a dinâmica do carbono orgânico no solo, o Procs simula com precisão os impactos de práticas agrícolas como rotação de culturas, plantio direto e preparo do solo em diferentes condições climáticas. Para que o desenvolvimento fosse possível, foi usada uma base de dados primários composta por informações de pesquisas da Embrapa e da Bayer, empresa parceira do projeto. A calibragem do modelo exigiu outra extensa base de dados secundários, composta por 4.290 amostras de solo de todas as regiões brasileiras, oriundas de 370 estudos publicados.
“O que a gente precisa para o mercado de carbono é a dinâmica, a variação do carbono total. Uma segunda métrica é associada à qualidade desse carbono, o quão estável ele está. Outros modelos particionam o carbono em diferentes compartimentos. O nosso avalia a qualidade geral do carbono”, afirma Luis Gustavo Barioni, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP) e líder do projeto.
Barioni explica que, além de ser mensurável, verificável e reportável de um modo mais simples, o modelo proposto traz vantagens para a agricultura brasileira. Até então todos os outros modelos reconhecidos no mercado de carbono haviam sido desenvolvidos em regiões temperadas, onde os sistemas produtivos são diferentes e o comportamento da matéria orgânica no solo também é distinta.
“Entre essas vantagens destacam-se a autonomia e o desenvolvimento contínuo para que não fique obsoleto. É um modelo nosso, temos a propriedade intelectual, o que é outra vantagem importante”, afirma Barioni.
Para que o Procs possa ser adotado, ele precisa de acreditação por certificadoras que atuam no mercado voluntário de carbono. No momento, os pesquisadores estão elaborando um Relatório de Validação de Modelo para ser enviado à Verra, a maior certificadora de créditos de carbono do mundo.
O Procs foi desenvolvido no âmbito do projeto PRO Carbono, uma parceria entre Embrapa e Bayer. Ele será embarcado em uma grande plataforma da multinacional; além disso, subsidiará o Inventário Nacional de Emissões e Mitigação de Gases de Efeito Estufa e ações de política pública.
“Esse modelo precisa ser reconhecido pela academia e por outros atores. Quanto mais gente usá-lo, maior será a sua credibilidade”, explica Barioni.
Há duas formas de se medir a dinâmica do carbon farming. Uma delas é com base em amostras de solo feitas em um momento zero e repetidas após um intervalo de tempo. Essa forma é cara, trabalhosa e demorada. A segunda forma é por meio de modelos que são reconhecidos pelas certificadoras do mercado de carbono.
Nos estudos, o Procs demonstrou ser capaz de produzir trajetórias muito semelhantes às geradas pelo modelo Century, um modelo multicompartimental clássico. Para um período de simulação de 50 anos, o erro quadrático médio entre as estimativas dos modelos foi de 1,03 toneladas de carbono por hectare.
De acordo com os pesquisadores responsáveis, a incerteza do Procs é menor até mesmo em comparação àquela encontrada em medições de campo com os protocolos tradicionais. Em medições diretas da variação do estoque de carbono em talhões típicos de fazendas brasileiras com aproximadamente 40 hectares, o erro chega a 3,8 toneladas por hectare.
Além de ter um grau de precisão aceitável para ser reconhecido pelas certificadoras, o Procs busca superar desafios da comercialização de carbono (Carbon Farming Trading Schemes – CFTS) e tornar projetos de crédito de carbono mais viáveis, confiáveis e auditáveis.
Outra vantagem do ProCarbon-Soil é sua compatibilidade com novas tecnologias de fusão de modelos e dados (também chamada de assimilação de dados). Por meio delas será possível alimentar, de forma automática, os modelos com dados de satélite, por exemplo. E com o uso de técnicas de fusão modelo-dados e de inteligência artificial, será possível identificar e corrigir desvios conforme a medição.
“É o que tem se chamado de data learning (aprendizagem de dados) — assimilação de dados e machine learning (aprendizagem de máquina) —, combinada com a fusão de modelo de dados. Nosso modelo é mais adequado para isso e acreditamos que essas novas tecnologias estarão cada vez mais associadas à estimação da variação dos estoques de carbono”, explica Luis Gustavo Barioni.
O artigo ProCarbon-Soil: A dynamic model for improved model-data compatibility in carbon farming foi publicado na edição de maio da Soil Science Society of America Journal. Além de Luis Barioni, assinam o trabalho os pesquisadores bolsistas do projeto Beatriz Valladão, Vitor Mourão, Yusuf Karatay, Junior Damian e Vinicius Melício. Também assinam o artigo Robert Ewing, da Climate LLC (Estados Unidos), Rodrigo Rejaili, da Bayer Crop Science, e Rafael Silva, da Universidade de Edimburgo (Escócia).
Fonte: Embrapa Agricultura Digital
A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) acaba de alcançar mais um marco para a cafeicultura brasileira. A instituição registrou três novas cultivares de café conilon/robusta – Caxixe, Aimorés e Leve L80 – ampliando para dez o número de cultivares registradas pela universidade. Com isso, a Ufes se consolida como a única instituição de ensino do país a coordenar registros de cultivares de café.
As novas cultivares apresentam características inovadoras que ampliam as possibilidades de cultivo em diferentes ambientes e atendem a demandas específicas do setor produtivo. Os registros foram realizados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e resultam de anos de pesquisa, avaliações de campo e parcerias com produtores, instituições de pesquisa e órgãos de fomento.
Entre os destaques está a cultivar “Caxixe” (Registro no Mapa nº 60869), composta por cinco genótipos adaptados a condições de baixa temperatura. Os estudos foram conduzidos na região do Caxixe, em Venda Nova do Imigrante (ES), a cerca de 1.100 metros de altitude, uma condição até então considerada desafiadora para o cultivo do conilon. O trabalho foi desenvolvido em parceria com o Grupo Khas e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).
Já a cultivar “Aimorés” (Registro no Mapa nº 60407) reúne seis genótipos adaptados às condições do Leste de Minas Gerais. Os ensaios foram realizados no município de Aimorés, em parceria com produtor rural, Emater e apoio da Fapes. O registro representa um avanço importante para a expansão do conilon em território mineiro.
Outra inovação é a cultivar “Leve L80” (Registro nº 59724), o material apresenta 1,33 grama de cafeína por 100 gramas de café, cerca de 30% menos que a média observada em outras cultivares de conilon. O genótipo deve ser cultivado em conjunto com outros materiais e foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também com apoio da Fapes.
Segundo o professor Fábio Luiz Partelli, que liderou as dez pesquisas, os registros representam conquistas inéditas para a cafeicultura nacional.
“Esses genótipos e cultivares são inéditos para altitude do Espírito Santo, representam a primeira cultivar de conilon para o Estado de Minas Gerais e a primeira cultivar registrada com baixo teor de cafeína, trazendo diversas contribuições para a sociedade”, destaca.
Além dos benefícios diretos aos produtores, Partelli ressalta que os projetos geram impactos significativos para a ciência e a formação de profissionais.
“Esses trabalhos fazem parte de pesquisas mais amplas que geram em publicações em revistas de grande impacto nacional e internacional, e contribuem significativamente para a formação de recursos humanos, trabalhos de iniciação científica e formação de mestres e doutores”, afirma.
As novidades na área de melhoramento genético não devem parar por aí. De acordo com o pesquisador, a expectativa é que ainda em 2026 sejam solicitados mais dois registros de cultivares envolvendo genótipos híbridos e materiais de porte alto adaptados às condições do Espírito Santo e da Bahia.
Os resultados dessas pesquisas poderão ser apresentados durante o 15º Simpósio do Produtor de Conilon, promovido pela Ufes em São Mateus, previsto para ocorrer em 26 de novembro.
Mais informações podem ser encontradas no site: www.cafeconilon.com, na parte de livros. No livro: https://cafeconilon.com/wp-content/uploads/2025/11/14.-2025.-LIVRO-Completo.-Cafe-Conilon-2025.pdf



Fonte: Portal Campo Vivo
Uma fusariose, ainda pouco conhecida, vem afetando plantas mais velhas de café, levando-as à morte.
A fusariose, como o nome indica, é causada por fungos do gênero Fusarium, que atacam várias culturas agrícolas. A doença tem como característica principal o ataque do fungo junto aos vasos do lenho, no tronco e nos ramos, interrompendo a passagem da seiva e comprometendo o desenvolvimento das plantas.
O cafeeiro da espécie Coffea arabica tem se mostrado pouco suscetível à fusariose, não havendo, no geral, problemas dessa doença em plantas jovens de café. Já na espécie Coffea canephora, têm ocorrido, nos últimos anos, ataques severos provocados pelas espécies Fusarium decemcellulare, F. lateritium e F. solani.
A presente nota técnica tem por objetivo relatar observações sobre a ocorrência de uma fusariose tardia, ou seja, o ataque da doença em plantas velhas de café. Esse ataque se inicia à medida que os cafeeiros são podados e, nesse caso, a entrada do fungo ocorre pela porção do caule submetida à poda.
A entrada da fusariose, a partir do ponto onde é efetuada a poda do tronco, fica evidente ao se observar que, em uma planta decotada, os sintomas da doença começam exatamente no topo da planta e, daí, a seca da copa vai descendo até chegar a matar a planta.
A constatação de que se trata de fusariose em plantas velhas de cafeeiros pode ser feita através do corte, com faca, do tronco, logo abaixo da casca. Ali podem ser observadas listras escuras e avermelhadas ao longo dos vasos (ver ilustração).
No campo, a doença pode ser observada de longe, com a morte parcial e a seca de parte da copa. Com a evolução, a planta vai ficando fraca, à medida que a parte morta da copa aumenta, podendo levar à morte dos cafeeiros. Esses sintomas podem ser observados nas ilustrações aqui incluídas.
Os prejuízos causados pela fusariose tardia consistem na perda parcial ou total da copa e, consequentemente, na perda de área produtiva. Além disso, pela morte das plantas, ocorre redução do estande da lavoura. Para retardar o problema, uma forma de controle consiste em efetuar uma poda bem abaixo da parte afetada do tronco, reduzindo assim a porção com vasos entupidos, e aguardar a brotação, o que pode prolongar a vida das plantas.
Os prejuízos causados pela fusariose tardia consistem na perda parcial ou total da copa e, consequentemente, na perda de área produtiva. Além disso, pela morte das plantas, ocorre redução do estande da lavoura. Para retardar o problema, uma forma de controle consiste em efetuar uma poda bem abaixo da parte afetada do tronco, reduzindo assim a porção com vasos entupidos, e aguardar a brotação, o que pode prolongar a vida das plantas.
Cafeeiros atacados por fusariose, com morte de copa de cima pra baixo, coincidindo, o inicio, na parte do tronco decotada, do cafeeiro
Fonte: José Braz Matiello, CaféPoint
O Viveiro Nova Floresta distribuiu mil mudas de Ipê-rosa durante a Campanha de Sensibilização dos Usuários da BR-101, em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Durante a ação, realizada em 5 de junho e organizada pela Rebio de Sooretama e ICMBio, foram abordados 402 veículos, alcançando 804 pessoas.
Cidadãos de 14 unidades federativas, incluindo 13 estados brasileiros inseridos no bioma Mata Atlântica e a Argentina participaram da iniciativa, fato que demonstra o alcance e a relevância da sensibilização ambiental para públicos de diferentes regiões.
Esse é o quarto ano que o viveiro participa da ação, informou a diretora do Grupo Viveiro Nova Floresta, Jacqueline Delogo Ferreira.
“Projetos como este contribuem significativamente para a conservação ambiental e para a qualidade de vida da população. Por isso, apoiamos iniciativas que promovem a conscientização sobre a preservação da biodiversidade e a importância de cuidar da vida em todas as suas formas”, destacou a diretora do viveiro.
A ação foi realizada no antigo Pocof km 102,5 no município de Sooretama.
Redação Viveiro Nova Floresta








Pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada no Brasil ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano. De acordo com o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pelo MapBiomas nesta quarta-feira (27), foram desmatados 984.794 hectares no país em 2025, uma redução de 20,6% em relação a 2024.

Todos os biomas do país tiveram redução da área desmatada. O Pantanal registrou a maior redução proporcional entre todos os biomas, com queda de 48,4% na área desmatada em relação a 2024, somando 12.260 hectares perdidos no ano. O Cerrado continua sendo o bioma com maior área desmatada, com 540.614 hectares em 2025.
O MapBiomas alerta que, apesar da redução no desmatamento no ano passado, a área desmatada no Brasil chegou à média de 2.698 hectares por dia, cerca de 112 hectares por hora.
“É como se 17 parques do Ibirapuera – o maior parque urbano da cidade de São Paulo – fossem desmatados todos os dias”, comparou a entidade, em nota.
Nos últimos sete anos, série histórica do MapBiomas Alerta, o Brasil perdeu mais de 10,9 milhões de hectares de vegetação nativa, área superior à do estado de Pernambuco.
A Amazônia e o Cerrado foram os biomas mais desmatados em 2025. Juntos, os dois biomas responderam por mais de 84% de toda a área desmatada no país no ano.
O Cerrado concentrou sozinho 54,9% do desmatamento do país, um total de 540.614 hectares, apesar da queda de 16,9% em relação a 2024. O bioma perdeu 1.482 hectares de vegetação nativa diariamente.
Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares em 2025, uma redução de 23,5% frente ao ano anterior. O desmatamento no bioma foi de 792 hectares por dia, o que equivale à perda de cerca de 5 árvores por segundo, segundo análise do MapBiomas.
O levantamento mostrou que as formações savânicas lideram o tipo de vegetação nativa mais ameaçada. Pelo terceiro ano consecutivo, foram as mais afetadas pelo desmatamento no Brasil, respondendo por 51,4% da área total desmatada, seguidas das formações florestais, com 46,3%.
Na Amazônia e Mata Atlântica predominou o desmatamento em formações florestais, enquanto nos biomas Cerrado, Caatinga e Pantanal, o predomínio foi de supressão das formações savânicas.
A região conhecida como Matopiba, que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso, concentra mais de 63% do desmatamento entre os estados. São as cinco unidades federativas com maior área desmatada em 2025.
No acumulado de 2019 a 2025, o Pará é o estado com maior área desmatada, com mais de 2 milhões de hectares de vegetação nativa perdidos no período. No entanto, em 2025, o estado registrou queda de 40% em relação ao ano anterior.
Entre os estados com maiores reduções absolutas, Maranhão, Pará e Tocantins registraram queda superior a 50 mil hectares de área desmatada. Sergipe e Alagoas reduziram mais de 60% em relação ao ano anterior.
O desmatamento associado à expansão da agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos, apontou o MapBiomas.
Esse vetor de pressão responde por 99% da vegetação nativa perdida no Brasil em 2025.
Além disso, no último ano, 99% da área desmatada associada ao garimpo estava concentrada na Amazônia, com maior incidência no Pará. Já os desmatamentos relacionados a empreendimentos de energia renovável estiveram concentrados na Caatinga, que respondeu por 97% da área desmatada associada a esse vetor.
Os desmatamentos associados à expansão urbana apresentaram aumento de 7% em relação a 2024 e concentraram-se principalmente no Cerrado e na Amazônia, que juntos responderam por mais de 60% da área de vegetação nativa perdida vinculadas às áreas urbanizadas.
Mais da metade dos 5.572 municípios brasileiros (2.932) tiveram pelo menos um evento de desmatamento detectado e validado em 2025. O município de Canto do Buriti, no Piauí, lidera o ranking de maior área desmatada pela primeira vez na série histórica, com 20.877 hectares desmatados.
Localizado no bioma da Caatinga, Canto do Buriti também apresentou o maior evento de desmatamento detectado em 2025, com 20.834 hectares desmatados. A média diária de desmatamento neste município foi de 57,2 hectares, o equivalente a cerca de 80 campos de futebol por dia.
Os dez municípios com maior área desmatada responderam juntos por 15% do total do desmatamento validado no país, sendo que oito desses municípios estão localizados no Matopiba. Só essa região concentra 40% da perda de vegetação nativa do país e 70% do desmatamento registrado no Cerrado.
As Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas são as áreas mais preservadas, segundo análise do MapBiomas. Ainda assim, dentro de UCs, foram desmatados 46.257 hectares em 2025, redução de 21,4% em relação ao ano anterior.
Dentro das unidades de conservação, as UCs de Proteção Integral (federais, estaduais e municipais) – modalidade com maior grau de preservação – registraram queda de 55,8%, com 2.034 hectares desmatados.
O Cerrado responde por 43,5% do desmatamento em UCs, sendo 97% desta área localizada em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que é uma das formas de uso sustentável – com objetivo de conciliar ocupação humana e sustentabilidade dos recursos naturais – localizada dentro de unidades de conservação.
A APA do Rio Preto, na Bahia, com grande parte de seu território no Cerrado, foi a UC com maior área desmatada (7.701 hectares) no Brasil em 2025, com aumento de 44% em relação a 2024.
Em Terras Indígenas, a perda foi de 12.593 hectares, com redução de 22% em relação a 2024. A Terra Indígena Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, no Maranhão, permanece pelo terceiro ano consecutivo no topo do ranking (com 4.089 ha desmatados), apesar de ter registrado queda de 34% na área desmatada.
Em 2025, 30% das TIs do Brasil registraram ao menos um evento de desmatamento. Entre 2019 e 2025, a parcela de 1,7% (184.622 hectares) do total de terras desmatadas no Brasil estavam em Terras Indígenas.
Fonte: Agência Brasil
A produção de café deve apresentar um crescimento de 18% na safra 2026 frente ao volume colhido na temporada passada, sendo estimada em 66,7 milhões de sacas. Caso o resultado se confirme ao final do ciclo, este será o maior já registrado na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando em 5,74% a colheita registrada em 2020, quando foram colhidas 63,08 milhões de sacas. A área total destinada à cafeicultura deverá também registrar um aumento de 3,9%, chegando a 2,34 milhões de hectares, sendo 1,94 milhão de hectares em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional das lavouras também deve apresentar recuperação de 13%, sendo prevista em 34,4 sacas por hectare. Os dados fazem parte do 2º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado nesta quinta-feira (21) pela Companhia.
Para o arábica, a Conab prevê uma produção de 45,8 milhões de sacas, aumento expressivo de 28% sobre o ano anterior e a terceira maior registrada na série histórica, atrás apenas dos resultados obtidos em 2020 e 2018. A alta é explicada pelos efeitos positivos do atual ciclo de bienalidade, o que influencia na maior área destinada à produção, aliada às condições climáticas favoráveis.
No caso do conilon, a expectativa é que sejam colhidas 20,9 milhões de sacas, o que representa uma alta de 0,8% sobre a safra anterior. O crescimento é influenciado pela maior área em produção, projetada em 388,22 mil hectares, o que compensa a queda de 3,5% no desempenho médio nacional das lavouras de conilon, estimada em 53,9 sacas por hectare.
Produção nos estados – Apenas em Minas Gerais, principal produtor de café no país e estado que registra a maior área destinada para o arábica, a produção é estimada em 33,4 milhões de sacas, somadas as duas espécies, o que representa um aumento de 29,8% em comparação ao volume total produzido na safra anterior. O bom resultado é justificado pelo ciclo de bienalidade positiva aliada à melhor distribuição das chuvas, principalmente, nos meses precedentes à floração, além do clima favorável até março, o que proporcionou uma boa granação, fatores que contribuem para uma boa produtividade.
A Conab também prevê alta na produção nos principais estados produtores de café. No Espírito Santo, segundo maior produtor do grão, a estimativa é de uma alta de 3% na produção, podendo chegar a 18 milhões de sacas. O resultado positivo é justificado pelo ciclo de alta bienalidade nas lavouras da espécie arábica, que apresentam um crescimento de 27,9% na produtividade, com a produção prevista em 4,4 milhões de sacas. Já as lavouras de conilon, devem registrar uma colheita de 13,6 milhões de sacas, redução de 4,2%, em relação ao ano anterior. Essa queda é explicada pelo elevado desempenho registrado em 2025, situação que limitou o potencial produtivo para a atual temporada. Além disso, as temperaturas registradas ao longo do ciclo produtivo do conilon no estado capixaba estiveram abaixo da média, o que também afeta a fisiologia da planta refletindo no desempenho apresentado. Ainda assim, a atual produtividade estimada pela estatal é a segunda maior da série histórica verificada no Espírito Santo.
Na Bahia, a regularidade climática, o maior investimento dos produtores em manejo e a entrada de novas áreas em produção refletem em um crescimento na safra de 5,9%, com expectativa de uma colheita total de 4,7 milhões de sacas, sendo 1,2 milhão de sacas de arábica e 3,5 milhões de sacas de conilon.
Já em São Paulo, estado onde o cultivo é exclusivo de arábica, é esperado um aumento de 24,6% na produção, estimada em 5,9 milhões de sacas. No caso de Rondônia, a produção é exclusiva de conilon, e a safra prevista é de 2,8 milhões de sacas, elevação de 19,4% em comparação ao volume obtido na safra passada. A renovação do material genético por plantas clonais mais produtivas, que vem ocorrendo nas últimas safras, aliada às condições climáticas favoráveis desde o início do ciclo, justificam o acréscimo observado.
Mercado – O Brasil exportou 11,5 milhões de sacas de 60 quilos de café no acumulado de janeiro a abril de 2026, o que representa uma queda de 22,5% na comparação com igual período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Essa redução na exportação brasileira de café nos primeiros meses de 2026 reflete o quadro de baixo patamar dos estoques internos. A limitação da produção nos anos anteriores, combinada a uma demanda exportadora aquecida, influenciou a redução dos estoques internos. Mesmo com a queda, a perspectiva é de recuperação da exportação brasileira de café no segundo semestre do ano, favorecida pela estimativa de crescimento da produção nacional.
Já no mercado internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) espera uma alta de 2% na produção mundial de café no ciclo 2025/26, prevista em 178,8 milhões de sacas de 60 quilos. Apesar do aumento na produção, não são esperadas reduções expressivas nas cotações em razão do baixo patamar do estoque remanescente do ciclo anterior e também pela expectativa de crescimento de 1,3% na demanda mundial pelo grão, prevista em 173,9 milhões de sacas.
Fonte: Portal Cecafé
Somos referência em Paper Pot no Espírito Santo.
Economia e sustentabilidade em só recipiente.
Cultive ecologicamente e contribua com a eliminação de plástico no planeta.

É o primeiro modelo desenvolvido em região tropical para mensurar a dinâmica da chamada agricultura de carbono

Caxixe, Aimorés e Leve L80 chegam ao mercado com características inéditas para diferentes regiões produtoras

Doença tem sido observada em cafeeiros mais velhos, especialmente após podas
No quadro Viveiro Nova Floresta em Vídeo trazemos informações, curiosidades, histórias, novidades e tudo mais que compõe o dia a dia do nosso viveiro. Confira!