
Exportação de café do Brasil sobe 9,9% em julho, para 3 milhões de sacas
No acumulado dos sete primeiros de 2026, contudo, embarques recuam 5,9%, somando 20,9 milhões de sacas
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel 100% biodegradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
De acordo com o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 3,030 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos do produto em julho, primeiro mês do ano-safra 2026/27, volume que implica alta de 9,9% em relação ao mesmo mês do ciclo anterior. A receita cambial, contudo, recuou 13,2% no mesmo intervalo comparativo, saindo de US$ 1,042 bilhão para os atuais US$ 903, 9 milhões.
Com o desempenho em julho, as exportações de café do Brasil chegaram a 20,897 milhões de sacas no acumulado dos sete primeiros meses deste ano, rendendo US$ 7,449 bilhões nas transações comerciais ao país. Na comparação com o intervalo entre janeiro e julho de 2025, há quedas de 5,9% em volume e de 13,1% em receita.
O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, comenta que o atraso na colheita e a continuidade dos gargalos logísticos nos portos brasileiros e seus entornos fizeram com que o volume de exportação de café do Brasil não avançasse como o esperado em julho.
“Aguardávamos uma evolução expressiva nos embarques no mês passado, principalmente com a chegada do café arábica, mas a ocorrência de chuvas em importantes regiões produtoras dessa variedade retardou os trabalhos de colheita, impactando as exportações. Além disso, a infraestrutura defasada nos principais portos de exportação do país seguem gerando dificuldade para as cargas conseguirem embarque, gerando milhões de reais em prejuízos aos exportadores com custos extras por causa de armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions”, explica.
Ferreira acredita que os embarques devem ganhar maior ritmo a partir da segunda quinzena de agosto, com o avanço da colheita de arábica no Brasil, possibilitando que o país atinja um bom volume no acumulado ao final do ano.
“A expectativa é que alcancemos um bom nível exportado nos 12 meses de 2026, mas isso não deve ser visto de imediato, já que, com os produtores capitalizados devido aos bons preços nas safras recentes, o fluxo de café deve se manter cadenciado, com os cafeicultores aproveitando os momentos de alta para vender e, eventualmente, saindo do mercado nas baixas. Ainda assim, entendo como possível uma recuperação ante 2025”, projeta.
Outro ponto que deve favorecer o crescimento das exportações é uma virtual retomada de importações substanciais por parte dos Estados Unidos, que, até o momento, têm queda de mais de 30% nas aquisições neste ano.
“O trabalho que o Cecafé realizou, em parceria com (Associação Brasileira da Indústria de Café) Abic, (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) Abics e a National Coffee Association (NCA) permitiu a retirada das tarifas americanas sobre todos os cafés brasileiros. Considerando que a vigência do tarifaço começou em agosto passado, a não existência dessas tarifas a partir deste mês deve estimular o avanço das exportações ao nosso principal mercado importador”, estima.
Em relação à queda na receita cambial, o presidente do Cecafé conclui que ela reflete, além do volume inferior de café remetido ao exterior, o menor preço médio por embarque, que é US$ 356,45 por saca nos sete primeiros meses de 2026, valor 7,7% aquém dos US$ 386,26 por saca registrado no mesmo intervalo do ano passado.
PRINCIPAIS DESTINOS
Os Estados Unidos figuram como o principal importador dos cafés do Brasil no acumulado dos sete primeiros meses de 2026, com a aquisição de 2,590 milhões de sacas, montante que representa 12,4% dos embarques totais no período, mesmo significando um recuo de 30,5% ante mesmo intervalo em 2025.
A Alemanha ocupa a segunda posição, com 2,426 milhões de sacas – 11,6% do total –, o que implica queda de 8,9% frente aos sete primeiros meses do ano passado. Na sequência aparecem Itália, com 1,881 milhão de sacas e alta de 8,3%; Bélgica, com 1,577 milhão de sacas e incremento de 14,4%; e Japão, fechando o top 5 com 1,114 milhão de sacas e queda de 23,6%.
TIPOS DE CAFÉ
O café arábica, com 14,987 milhões de sacas, é o tipo mais exportado pelo Brasil de janeiro ao fim de julho de 2026. Esse montante equivale a 71,7% do total, mesmo representando declínio de 16,6% na comparação com o primeiro setimestre do ano passado.
A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,387 milhões de sacas (16,2% do total), apresentando substancial crescimento de 73,5% em relação ao remetido ao exterior nos sete primeiros meses de 2025.
O segmento do café solúvel, com 2,486 milhões de sacas (11,9% do geral) e o setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 36.456 sacas (0,2%) completam a lista.
CAFÉS DIFERENCIADOS
Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais respondem por 16,7% das exportações totais brasileiras entre janeiro e o fim de julho de 2026, com o envio de 3,498 milhões de sacas ao exterior, volume que significa recuo de 26,5% ante o registrado no mesmo intervalo de 2025.
A um preço médio de US$ 419, 57 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 1,468 bilhão, o que corresponde a 19,7% do obtido com todos os embarques de café no primeiro setimestre de 2026. No comparativo anual, o valor é 27,6% inferior ao apurado entre janeiro e julho do ano passado.
OS EUA também lideram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 464.885 sacas, o equivalente a 13,3% do total desse tipo de produto exportado.
Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 390.478 sacas e representatividade de 11,2%; Bélgica, com 378.900 sacas (10,8%); Itália, com 357.109 sacas (10,2%); e Suécia, com 203.959 sacas (5,8%).
PORTOS
O Porto de Santos é o principal exportador dos cafés do Brasil nos primeiros sete meses de 2026, com 14,821 milhões de sacas e representatividade de 70,9% no total.
Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 24,7% dos embarques ao remeter 5,153 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que embarcou 231.951 sacas e teve representatividade de 1,1%.
O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, com a atualização referente a julho de 2026, está disponível no site do Cecafé: https://www.cecafe.com.br/.
SOBRE O CECAFÉ
Fundado em 1999, o Cecafé representa e promove ativamente o desenvolvimento do setor exportador de café nos âmbitos nacional e internacional. A entidade oferece suporte às operações do segmento por meio do intercâmbio de inteligência de dados, ações estratégicas e jurídicas, além de projetos de cidadania e responsabilidade socioambiental. Atualmente, possui mais de 100 associados, entre exportadores, produtores, associações e cooperativas de café no Brasil, que respondem por 96% dos agentes desse mercado no país.
Fonte: Assessoria de Imprensa Cecafé
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), abre nesta quarta-feira (05) as inscrições para o Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo 2026. A principal novidade desta edição é a criação de uma categoria exclusiva para mulheres, iniciativa que amplia o reconhecimento ao trabalho das cafeicultoras e fortalece o protagonismo feminino na produção de cafés especiais capixabas.
O concurso será dividido nas categorias Mulheres e Ampla Concorrência, ambas com disputas para cafés arábica e conilon, totalizando quatro subcategorias. Ao final da seleção, serão escolhidos 40 lotes finalistas, sendo dez em cada subcategoria. Os três cafés com as maiores notas em cada subcategoria receberão premiação em dinheiro: R$ 20 mil para o primeiro lugar, R$ 15 mil para o segundo e R$ 10 mil para o terceiro.
Além da premiação principal, haverá um reconhecimento especial para a sustentabilidade. Os finalistas que obtiverem os melhores índices de sustentabilidade nas categorias arábica e conilon receberão prêmios que variam de R$ 2 mil a R$ 5 mil.
Para participar, produtores e produtoras devem atender aos critérios estabelecidos no regulamento, apresentar a documentação exigida e comprovar pontuação superior a 50% nos indicadores de sustentabilidade da cafeicultura capixaba. Na categoria Mulheres, também é necessário estar vinculada ao projeto Mulheres do Café.
“Essa é a primeira vez que teremos uma categoria exclusiva para as mulheres da cafeicultura capixaba, e isso representa um marco para o setor. São elas que, muitas vezes nos bastidores, sustentam a qualidade que coloca o café do Espírito Santo entre os melhores do mundo. Essa premiação é um reconhecimento merecido e um incentivo para que cada vez mais produtoras assumam protagonismo no campo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
A extensionista do Incaper e coordenadora do projeto Mulheres do Café, Patrícia da Matta, comemora o avanço da participação feminina no setor cafeeiro do Estado.
“Colocar a categoria mulheres dentro do Prêmio de Cafés Especiais era um dos objetivos do projeto Mulheres do Café. Hoje, o projeto reúne mais de 900 mulheres inscritas em todas as regiões do Estado, com grande potencial para participar dessa edição e apresentar resultados surpreendentes. A premiação é um passo importante para o nosso objetivo que é posicionar o Espírito Santo como referência nacional em extensão rural voltada para mulheres, mostrando que investir na capacitação, no protagonismo feminino e na valorização das produtoras, também é um caminho para produzir cafés de excelência e fortalecer a cafeicultura capixaba, destacou”.
O extensionista e coordenador de Cafeicultura do Incaper, Fabiano Tristão, disse que o Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo representa um salto para o fortalecimento da cafeicultura capixaba.
“O Espírito Santo viveu uma transformação histórica na cafeicultura a partir do final da década de 1990, consolidando-se como uma das principais origens de cafés especiais do mundo, reconhecida pela excelência e pela diversidade de aromas e sabores. Esse avanço foi resultado de um esforço conjunto entre instituições públicas e privadas do agronegócio do café, que promoveram a difusão de tecnologias e inovações em colheita e pós-colheita, elevando a qualidade da produção e fortalecendo a competitividade dos cafés capixabas nos mercados nacional e internacional”, destacou Tristão.
O Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo conta com o patrocínio do Sicoob, da Cooabriel e da Fecafés.
Inscrições
As inscrições seguem até 2 de outubro e podem ser realizadas nos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDRs) do Incaper, no Centro de Cafés Especiais do Espírito Santo (Cecafes), em Venda Nova do Imigrante, e nas Unidades de Referência em Cafés Especiais. Após as avaliações física e sensorial, os 40 lotes finalistas serão conhecidos no dia 06 de novembro e a premiação vai acontecer em dezembro.
Acesse o regulamento:
Clique no link e acesse o regulamento: https://seag.es.gov.br/media/Documentos/cafeicultura-sustentavel/Regulamento%20Oficial%20-%20Pr%C3%AAmio%20Caf%C3%A9s%20Especiais%20do%20ES%202026.pdf
Fonte: Seag
O monitoramento da qualidade da recuperação da vegetação nativa é um desafio complexo no Brasil. Diante de uma extensão territorial continental e da imensa megadiversidade, a ausência de critérios padronizados dificulta as avaliações de campo. Nesse cenário, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Embrapa e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) estruturaram um sistema unificado de monitoramento de vegetação que atesta a qualidade ecológica da restauração em todos os biomas presentes no País.
No modelo tradicional, a fiscalização concentrava-se na cobrança de metas intermediárias anuais ou na determinação de técnicas específicas de plantio que os compromissados deveriam seguir. O novo sistema inverte essa lógica. Em vez de ditar regras sobre como plantar ou acompanhar o crescimento ano a ano, o modelo passa a focar exclusivamente nos resultados ecológicos que atestam a autossustentabilidade da vegetação em recuperação, avaliados em um prazo regulatório mínimo de quatro anos. Essa mudança metodológica foi estruturada em um documento técnico conjunto entre as instituições.
Ao fixar regras técnicas voltadas à execução de quitações legais, o setor pode adquirir segurança jurídica para atrair investimentos em projetos de recuperação em larga escala, o que contribui para que o País cumpra o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até o ano de 2030. O novo modelo pode, ainda, auxiliar as agências ambientais ao reduzir a demanda por vistorias presenciais.
Para que a simplificação não comprometa a qualidade ambiental, o sistema estabelece indicadores medidos em campo concentrados em quatro pilares científicos essenciais. Conforme o pesquisador Daniel Vieira, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), os eixos consistem na cobertura vegetal do solo, na densidade de plantas nativas regenerantes, na riqueza de espécies e na baixa ou ausente cobertura de espécies invasoras ou indesejáveis. O acompanhamento sistemático desses quatro indicadores funciona na prática como um sinal de que o ecossistema degradado está inserido em uma trajetória autossustentável de desenvolvimento.
“Esse conjunto de indicadores caracteriza-se por versatilidade e aplicabilidade prática, pois pode ser utilizado, com variações de formas de vida e grupos funcionais de plantas, a 46 tipos distintos de vegetação nativa”, destaca Vieira. Tal abrangência reconhece as particularidades ecológicas de cada formação vegetal, cobrindo os seis biomas do território nacional: a Amazônia, a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal e o Pampa. Por muitas décadas, as referências científicas e os parâmetros técnicos utilizados para monitorar a restauração ecológica baseavam-se de maneira quase exclusiva nas características das florestas da Mata Atlântica, o que gerava distorções ao desconsiderar as realidades ambientais específicas de outras regiões.
Biomas que careciam de indicadores específicos e apropriados, como o Pantanal, o Pampa e a Caatinga, passam agora a ter critérios de acordo com suas respectivas realidades ecológicas.
A consolidação desse sistema de indicadores medidos diretamente em campo contribui para o acompanhamento das metas nacionais relacionadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e à restauração da vegetação nativa, de acordo com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, a exemplo do Acordo de Paris.
A meta de recuperação de 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030 está alinhada ao horizonte temporal da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021–2030) e ao prazo para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).”
O modelo, como apontado no estudo, é replicável para outras nações que integram o Sul Global. O sistema pode ser referência para países megadiversos que possuem extensas riquezas naturais e enfrentam o desafio de gerir estruturas administrativas complexas. Contribui também para integrar estruturas institucionais envolvidas na implementação de políticas públicas.
Contudo, os pesquisadores e especialistas dos órgãos federais envolvidos emitem um alerta: o marco regulatório de quatro anos representa um ponto de partida, mas a restauração é um processo de longo prazo. O desafio agora reside no investimento contínuo em pesquisa científica. Esse suporte é fundamental para validar se as trajetórias de recuperação observadas no quarto ano são de fato preditoras do sucesso ecológico definitivo após décadas de maturação.
O artigo científico sobre o estudo, com os principais resultados alcançados até o momento, pode ser acessado aqui. Além do pesquisador Daniel Vieira, trabalharam na pesquisa André L. Giles, Marina G. Freitas, Ana L. V. Espada, Pedro Constantino, Bruno S. Francisco, Silvia B. Rodrigues, Alexandre B. Sampaio, Isis F. de Freitas, Gabriela C., S. Bueno, Raquel C. A. Lacerda, R. Edson Jr. e Kirsten Silvius.
Fonte: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
O Espírito Santo vai dar mais um passo no fortalecimento da cafeicultura ao promover a 1a Mostra de Negócios de Conilon Fine Cup em Volume, iniciativa inédita da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Diferentemente de um concurso, a Mostra será uma rodada de negócios destinada à apresentação de lotes de café conilon de qualidade superior, em volume, a compradores previamente convidados.
O objetivo é valorizar os produtores que já vem trabalhando, de maneira consistente, a melhoria da qualidade e dos processos pós-colheita, evidenciando a produção de café conilon superior, em escala comercial, atraindo compradores interessados na negociação de grandes lotes. A iniciativa também amplia o acesso do café capixaba a novos mercados e aumenta a competitividade da cafeicultura estadual nos cenários nacional e internacional.
Poderão participar produtores de café conilon com lavouras localizadas no Espírito Santo, além de cooperativas e associações de produtores que desejarem inscrever lotes coletivos. Cada lote deverá ser composto por, no mínimo, 420 sacas de 60 kg, produzidas na safra vigente, podendo cada participante inscrever quantos lotes desejar. As amostras passarão por análises física e sensorial conduzidas por provadores certificados, seguindo os padrões estabelecidos no regulamento. (Clique no link): https://seag.es.gov.br/media/Regulamento%20-%201%C2%AA%20Mostra%20de%20Neg%C3%B3cios%20de%20Conilon%20Fine%20Cup%20em%20Volume%20do%20Esp%C3%ADrito%20Santo.pdf
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou que a iniciativa representa um novo momento para a cafeicultura capixaba: “O Espírito Santo é referência nacional na produção de café conilon e agora avança para mostrar ao mercado que também possui capacidade de ofertar grandes volumes com elevado padrão de qualidade. A Mostra aproxima produtores e compradores, agrega valor à produção e fortalece a imagem do nosso café nos mercados nacional e internacional”, afirmou.
“A Mostra representa uma evolução na forma de comercializar o café conilon. Estamos falando de lotes comerciais que reúnem volume, padronização e qualidade. É uma oportunidade para valorizar o trabalho realizado nas lavouras e no pós-colheita, conectando essa produção diferenciada a compradores que buscam grandes lotes com qualidade comprovada”, destacou a gerente de Projetos de Cafeicultura da Seag, Aline Silva.
Inscrições
As inscrições serão gratuitas e estarão abertas entre os dias 21 de julho e 28 de agosto, nos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDRs) do Incaper, em todos os municípios do Estado.
Cupping de negócios
Durante a realização da Mostra, no dia 17 de setembro, os compradores terão acesso aos lotes habilitados e participarão de sessões de cupping, possibilitando a avaliação física e sensorial dos cafés e oportunidades de negócios. As relações comerciais ocorrerão diretamente entre produtores e compradores, cabendo à Seag e ao Incaper apenas promover a aproximação entre as partes e estimular a concretização de novos negócios.
A 1a Mostra de Negócios de Conilon Fine Cup em Volume conta com o patrocínio do Sicoob, da Cooabriel e da Fecafés.
Fonte: Seag
Os cafés do Brasil, em todas as suas formas, não serão tarifados em 12,5% pelos Estados Unidos, conforme anúncio feito na noite de ontem, 23 de julho, pelo United States Trade Representative (USTR). Dessa forma, todos os cafés brasileiros estão isentos para ingressarem nos EUA, uma vez que estão na lista de isenções das duas investigações do órgão americano na Seção 301 da Lei de Comércio do país, que poderia tributar a importação do produto em até 37,5% (25% na primeira investigação + 12,5% na segunda).
Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), recorda que essa vitória é fruto de um trabalho conjunto de todas as entidades setoriais, capitaneado pelo Conselho em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).
“Contando com apoio de todas as outras instituições nacionais e ao lado da National Coffee Association (NCA), realizamos, por mais de um ano, mais de 100 reuniões com os Departamentos de Comércio, de Estado e da Agricultura dos EUA e com o próprio USTR, explicando, de forma técnica e apolítica, a importância do café ao consumidor, à indústria e para a economia dos EUA, o que possibilitou uma melhor compreensão das autoridades e da população americanas, resultando nessa conquista de os cafés do Brasil não serem tarifados para entrarem no principal mercado consumidor do mundo”, celebra.
Segundo Matos, essa decisão protege as exportações brasileiras de café, que geram divisas de US$ 2,0 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano ao mercado cafeeiro dos Estados Unidos, também maior importador mundial, e realça a força do Brasil como maior produtor e exportador global, estabelecido como parceiro insubstituível aos norte-americanos, com embarques anuais médios aos EUA de cerca de 6 milhões de sacas de 60 kg, que geram receita cambial aproximada de US$ 2 bilhões por ano ao nosso país.
O diretor-geral do Cecafé enaltece, ainda, a postura da coirmã americana NCA, como contraparte dos EUA defendendo a legislação trabalhista e a fiscalização em campo do Brasil durante todo esse processo, inclusive nas audiências da segunda investigação do USTR, que eram mais direcionadas a governos com relação a supostas falhas de parceiros comerciais no combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado.
Ele revela que a entidade preparou uma documentação com base nos dados de fiscalização em campo dos últimos anos, mostrando que houve mais de 58 mil fiscalizações e cerca de 1% esteve relacionado a algum problema do ponto de vista dos direitos humanos.
O Cecafé também evidenciou, no documento, as parcerias do setor privado com o governo federal, por meio do “Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura” e o Programa Trabalho Sustentável (PTS), ambos em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que proporcionaram ampliação do diálogo, qualificação de mais de 600 técnicos multiplicadores, agenda educativa de capacitação e de conversas com o cafeicultor brasileiro, apontando as maneiras corretas de contratação e formalização da mão de obra.
“É válido lembrar que apresentamos essas informações na primeira audiência que participamos e que o presidente e CEO da NCA, Bill Murray, levou todos esses dados para mais de oito oficiais de todos esses principais Departamentos americanos e realizou a defesa dos cafés do Brasil na segunda investigação. Fomos cirúrgicos com esse trabalho, pois as argumentações apresentadas pelo USTR para isentar nossos cafés das tarifas foi exatamente o que expusemos. Trata-se de uma vitória de toda a cafeicultura brasileira e do segmento cafeeiro americano, que consolida uma normalidade no comércio global envolvendo seus dois principais players”, conclui Matos.
Fonte: Cecafé
A colheita da safra brasileira de café voltou a acelerar no começo de julho, com o retorno do tempo seco nas principais regiões produtoras. Levantamentos divulgados por cooperativas e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam, porém, que os trabalhos continuam atrasados em relação ao mesmo período do ano passado, após um junho marcado por chuvas acima da média.
O cenário mantém o mercado em alerta. Em entrevista à Reuters na segunda-feira (13), o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio da Silva, afirmou que um episódio intenso de El Niño poderá reduzir a produção brasileira entre 15% e 20%, caso o calor excessivo e a irregularidade das chuvas se confirmem durante a florada.
As chuvas incomuns registradas em junho — que especialistas ouvidos pela Reuters avaliam poder já estar relacionadas à atuação do El Niño no Sudeste do Brasil — interromperam a colheita em importantes áreas produtoras de café arábica. Além disso, o excesso de umidade favoreceu a incidência de ferrugem em cultivares mais suscetíveis e elevou as preocupações com a qualidade dos cafés, segundo instituições do setor.
Os levantamentos regionais confirmam esse cenário. Até 10 de julho, levantamento da Cooxupé — que reúne cerca de 22 mil cafeicultores em mais de 370 municípios de Minas Gerais e São Paulo — contabilizou uma colheita de 38,6%, com avanço de 45,1% no Sul de Minas, 40% nas Matas de Minas, 37,8% na Média Mogiana paulista e 28% no Cerrado Mineiro.
No mesmo dia 10, a Expocacer, cooperativa que reúne 805 produtores no Cerrado Mineiro, calculou colheita de 40% da safra, estimada em 2,86 milhões de sacas. No mesmo período de 2025, esse percentual era de 45%. Segundo a cooperativa, o atraso se deve à safra maior prevista para este ano e às chuvas registradas em junho. Com condições favoráveis no início deste mês, as operações de colheita e pós-colheita aceleraram no Cerrado, embora a previsão de novas precipitações em municípios como Patrocínio mantenha os cafeicultores em alerta.
Levantamento do Sistema Faemg/Senar, divulgado em 8 de julho com base em cerca de 900 propriedades assistidas pelo programa ATeG, apontou situação semelhante no Sul de Minas, onde apenas 30% da colheita havia sido concluída, contra 52% no mesmo período da safra anterior. Segundo os técnicos de campo, 97% das propriedades relataram atrasos provocados pelas chuvas de junho.
Na Alta Mogiana, a Cocapec também registrou impactos do excesso de precipitações. Segundo o gerente comercial da cooperativa, William Feiria, “em junho, a colheita praticamente não andou”. Embora a expectativa seja acelerar os trabalhos nas próximas semanas, a cooperativa, que reúne cerca de 3 mil cooperados em 18 municípios de São Paulo e Minas Gerais, já observa aumento na ocorrência de cafés fermentados, ainda que sem crescimento significativo de cafés riados.
A Cooabriel, responsável por cerca de 15% da produção de conilon do Espírito Santo e que reúne 9,7 mil cooperados no Estado e no sul da Bahia, informou no fim de junho que a colheita avançava para cerca de 70% de sua área de atuação e deverá ser concluída até o fim deste mês. Em março, a cooperativa projetou redução de até 15% na safra de seus cooperados.
Com a colheita ainda em andamento, o mercado voltou a concentrar as atenções não apenas na qualidade dos cafés recém-colhidos, mas também nos possíveis efeitos do El Niño sobre o próximo ciclo produtivo.
Em sua análise mais recente, o Cepea alerta que temperaturas mais elevadas nos próximos meses poderão comprometer a florada e o enchimento dos grãos da safra 2027/28. Com estoques globais ainda reduzidos, a recuperação da produção brasileira continua sendo considerada fundamental para recompor a oferta mundial de café arábica.
A preocupação ganhou força após declarações do diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio da Silva. Em entrevista à Reuters, ele afirmou que um episódio intenso de El Niño poderá reduzir a produção brasileira entre 15% e 20%, caso o calor excessivo e a irregularidade das chuvas se confirmem durante a florada.
No Espírito Santo, onde a produção de conilon deverá recuar cerca de 15% neste ano em razão da bienalidade da cultura, produtores já demonstram preocupação com os possíveis reflexos do fenômeno climático sobre a próxima safra. Em entrevista à Reuters, o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello, afirmou que os cafeicultores temem o prolongamento dos períodos de seca e de calor intenso até janeiro de 2027. “O calor é o principal risco para uma quebra acentuada da safra. A partir de 27°C, o canéfora reduz o metabolismo e, aos 35°C, ele o suspende”, disse. Bastianello ponderou, contudo, que ainda é cedo para estimar os impactos do El Niño sobre a safra de 2027.
Fonte: Portal CaféPoint
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No acumulado dos sete primeiros de 2026, contudo, embarques recuam 5,9%, somando 20,9 milhões de sacas

Pela primeira vez, cafeicultoras capixabas terão premiação própria, fortalecendo o protagonismo feminino na produção de cafés especiais do Estado

No modelo tradicional, a fiscalização concentrava-se na cobrança de metas intermediárias anuais ou na determinação de técnicas específicas de plantio; O novo sistema inverte essa lógica
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