
Aracruz recebe abertura oficial da colheita do café conilon no Espírito Santo
O evento será realizado nesta quinta-feira (14), a partir das 8h30, na Fazenda São Geraldo
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel 100% biodegradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
O município de Aracruz será palco da cerimônia oficial de abertura da colheita do café conilon no Espírito Santo. Promovido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pela Prefeitura de Aracruz, o evento será realizado nesta quinta-feira (14), das 8h30 às 11h30, na Fazenda São Geraldo.
A programação reunirá produtores rurais, pesquisadores, extensionistas, lideranças do setor e autoridades para marcar o início da safra 2026 de uma das principais atividades agrícolas do Estado. Maior produtor e exportador de café conilon do Brasil, o Espírito Santo se destaca nacional e internacionalmente pelos avanços em produtividade, tecnologia e qualidade do grão.
Um dos destaques do evento será o lançamento da campanha “Conilon de Qualidade – produza o seu!”, iniciativa voltada ao incentivo de práticas que ampliem ainda mais a qualidade e a agregação de valor do café conilon capixaba. A programação também contará com palestra técnica sobre secagem e processos pós-colheita, além de colheita simbólica.
As perspectivas para a safra 2026 são positivas. Segundo o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Espírito Santo deve produzir 14,8 milhões de sacas de café conilon neste ciclo, volume 5% superior ao registrado em 2025. A área estimada em produção é de 269,4 mil hectares, crescimento de 4,4% em relação ao ciclo anterior.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a abertura da colheita simboliza a força e a evolução da cafeicultura capixaba.
“O conilon capixaba alcançou um novo patamar de qualidade, produtividade e reconhecimento no mercado nacional e internacional. Chegamos a uma nova safra com perspectivas muito positivas, reflexo da dedicação dos produtores, do avanço tecnológico e dos investimentos em pesquisa, assistência técnica e inovação. A campanha ‘Conilon de Qualidade – produza o seu!’ reforça nosso compromisso em ampliar ainda mais a qualidade do café capixaba e agregar valor à produção”, destacou o secretário.
“Mais do que celebrar o início da safra, este é um momento de reafirmar e reconhecer a importância do café conilon para a economia e o desenvolvimento rural capixaba. Os resultados alcançados pelo Espírito Santo são fruto do trabalho e da dedicação dos produtores rurais, aliados aos investimentos contínuos em pesquisa, assistência técnica e extensão rural, que promovem a adoção de tecnologias e inovações no campo”, completou o diretor-geral do Incaper, André Barros.
Abertura da Colheita do Café Conilon no Espírito Santo – Safra 2026
Data: 14/05 (quinta-feira)
Horário: 8h30 às 11h30
Local: Fazenda São Geraldo (Proprietário: Marcelo Coelho) – Aracruz (ES)
Localização: https://maps.app.goo.gl/HQBKAQLModSSH5bY7
Programação
8h30 – Recepção e café da manhã
9h – Lançamento da campanha “Conilon de Qualidade – produza o seu!”
Geraldo Mendes – extensionista do Incaper
9h30 – Palestra: “Secagem e Processos Pós-Colheita para a Produção de Café Conilon de Qualidade”
Aldemar Polonini Moreli – professor do Ifes
10h – Fala das autoridades
11h – Colheita simbólica
11h30 – Almoço
Fonte: Coordenação de Comunicação e Marketing do Incaper
Com o início da colheita do café conilon no Espírito Santo, neste mês de maio, cresce a atenção dos produtores ao estágio de maturação da lavoura. Mais do que definir o momento de entrada nas áreas, esse fator influencia diretamente o rendimento e a qualidade da produção.
Na prática, o ponto ideal de colheita está ligado ao percentual de frutos maduros. A recomendação é que a lavoura atinja um nível mínimo antes do início dos trabalhos, evitando perdas e garantindo melhor aproveitamento.
Na Fazenda Venturim, em São Domingos do Norte, o produtor rural Isaac Venturim acompanha esse processo de perto em uma área de 90 hectares de café conilon. “A gente faz esse monitoramento com equipe técnica, avaliando o percentual de maturação. Quando chega em torno de 70% de frutos maduros, a gente inicia a colheita”, explica.
Maturação define o momento
A uniformidade da maturação é um dos principais desafios no conilon. Segundo o produtor, fatores como clima e florada influenciam diretamente esse processo.
“Isso depende muito da chuva e da florada. Quando ela vem mais uniforme, a maturação também acompanha. Quando não, a gente não tem essa uniformidade e precisa esperar mais para entrar colhendo”, relata Venturim.
Essa variação impacta diretamente o planejamento da colheita e pode exigir mais de uma entrada na lavoura, aumentando o custo da operação.
Manejo ao longo do ciclo
Além das condições climáticas, o manejo adotado ao longo do ciclo também interfere no desenvolvimento dos frutos. Práticas bem conduzidas ajudam a reduzir diferenças entre plantas e favorecem uma lavoura mais equilibrada.
“A uniformidade da irrigação e da adubação, quando bem conduzidas, tendem a gerar plantas mais uniformes e, por consequência, uma maturação mais homogênea. Isso facilita a definição do momento ideal da colheita”, observa o engenheiro agrônomo e diretor da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim do Brasil, Elidio Torezani.
Irrigação influencia o resultado
Dentro desse manejo, a condução da água ao longo do ciclo é determinante. Plantas submetidas a estresse hídrico ou nutricional tendem a acelerar a maturação dos frutos antes de atingirem seu pleno desenvolvimento, o que compromete a uniformidade e, consequentemente, a produtividade. “Uma irrigação desuniforme ou realizada em momentos inadequados pode levar à maturação precoce dos grãos e trazer prejuízos à produtividade”, diz Torezani.
Na prática, esse efeito também é percebido na lavoura. “A irrigação por gotejamento contribui para essa uniformidade. A planta consegue se desenvolver melhor, sem forçar o processo, e isso se reflete na maturação dos frutos”, relata Isaac Venturim.
Fonte: Assessoria de Imprensa Hydra Irrigações
O Projeto Mulheres do Café, iniciativa do Governo do Estado do Espírito Santo, lança mais uma ação para ampliar a visibilidade do protagonismo feminino na cafeicultura capixaba. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) está mobilizando os municípios do Estado para compor um portfólio com histórias de mulheres que atuam na produção de café. O trabalho resultará em uma publicação nos formatos digital e impresso.
A proposta é reunir relatos inspiradores de cafeicultoras de diferentes regiões, com até cinco participantes por município, respeitando a diversidade de perfis e experiências. As produtoras podem ser indicadas por técnicos do Incaper ou se inscrever diretamente pela internet.
Não é exigido que as participantes trabalhem com cafés especiais ou possuam marca própria. “O critério central é a representatividade: mulheres com histórias que expressem dedicação, superação, inovação e contribuição para a atividade cafeeira em seus territórios”, explica a coordenadora do projeto Mulheres do Café e extensionista do Incaper, Patrícia Matta.
Como participar
As produtoras interessadas em participar devem fazer inscrição por formulário on-line – acesse aqui. Também é necessário enviar uma foto da cafeicultora — preferencialmente na lavoura, na propriedade ou em contato com o café — com resolução mínima de 300 dpi. Imagens feitas por celular são aceitas, desde que em alta qualidade (modo Ultra HD ou câmera profissional).
As fotos podem ser enviadas via WhatsApp pelo número (22) 98113-7472 (como arquivo) ou por pasta compartilhada no Google Drive (acesse aqui). O prazo para envio das informações é até agosto deste ano.
Sobre o projeto
O Mulheres do Café é executado pelo Incaper, no âmbito do programa Inovagro, conduzido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). Além de valorizar a participação feminina na cafeicultura capixaba, a iniciativa busca fortalecer a cadeia produtiva, promover a qualificação técnica, ampliar a equidade de oportunidades e facilitar o acesso das produtoras a mercados diferenciados.
Fonte: Coordenação de Comunicação e Marketing do Incaper
O Viveiro Nova Floresta tem desempenhado um papel estratégico na restauração ambiental da Bacia do Rio Doce. Integrante da Rede Rio Doce de Sementes e Mudas, o viveiro é um dos responsáveis pelo fornecimento de mudas de espécies nativas do Bioma Mata Atlântica, utilizadas na restauração florestal de áreas degradadas ao longo da bacia.
A Rede Rio Doce de Sementes e Mudas é uma das iniciativas que integram as ações de recuperação ambiental previstas no Novo Acordo do Rio Doce, executado pela Samarco. A meta é restaurar 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de mais 10 mil hectares na calha do Rio Doce, incluindo áreas de recarga hídrica e a cinco mil nascentes. A estimativa é de utilização de cerca de 30 milhões de mudas e 300 toneladas de sementes.
Atualmente, a rede conta com 11 viveiros distribuídos em nove municípios, sendo quatro no Espírito Santo – Viveiro Nova Floresta, em Jacupemba, Aracruz; dois viveiros em Rio Bananal; e um no Instituto Vale – e outros sete em Minas Gerais. Esses viveiros atendem a diferentes demandas, mas compartilham o compromisso com a produção de mudas de alta qualidade, voltadas à restauração de ecossistemas nativos.

Até o momento, o viveiro já forneceu quase 547 mil mudas de 94 espécies nativas, destinadas a cinco empresas restauradoras que atuam diretamente nas ações de recuperação ambiental vinculadas à Samarco, responsável pela iniciativa. A previsão é atender o dobro de mudas no ano de 2026.
A diretora do Viveiro Nova Floresta, Jacqueline Delogo Ferreira, pontuou que, fazer parte desse projeto de restauração é mais que uma responsabilidade. “Cada muda que produzimos carrega o compromisso com a regeneração da Mata Atlântica, em especial a Bacia do Rio Doce, e com o futuro das próximas gerações. Contribuir com um projeto dessa dimensão reforça o nosso propósito de transformar vidas e paisagens por meio da restauração ambiental”, destacou a diretora.
As mudas fornecidas pelo Viveiro Nova Floresta, que passou a fazer parte da rede em 2025, são produzidas no paper pot, tecnologia que utiliza papel 100% biodegradável, otimizando o desenvolvimento das mudas, a logística e o plantio, explica a Engenheira Florestal, Daiana Souza de Jesus, responsável pelo acompanhamento dos viveiros da Rede.
“O paperpot é uma tecnologia muito interessante, pois permite que a muda fique pronta em um período menor de tempo, permanecendo no mesmo recipiente do início ao fim do processo, evitando a desagregação do substrato das raízes e garantindo melhor desenvolvimento. Sem contar a facilidade do transporte por ser muito mais leve para manusear em campo”, disse a Engenheira Florestal.
As ações de restauração seguem em andamento e têm previsão de continuidade até 2030, consolidando um dos maiores projetos de recuperação ambiental do país.
Fonte: Assessoria de Comunicação Viveiro Nova Floresta
O uso de recipientes de papel biodegradável na produção de mudas, conhecidos como paper pots, tem ganhado espaço na cafeicultura e o tempo de decomposição de alguns tipos de papel disponíveis no mercado tem chamado a atenção. Para trazer respostas sobre o uso da tecnologia, três novas pesquisas científicas ganham destaque no Espírito Santo: uma refere-se à caracterização física, química e mecânica dos papéis; outra à identificação de danos pós plantio; e outra sobre caracterização fisiológica e morfológica do crescimento radicular do cafeeiro.
Os estudos são conduzidos com orientação da pesquisadora do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Sara Dousseau Arantes, que é professora no curso de graduação em Agronomia do Centro Universitário Faesa e dos programas de pós graduação em Agricultura Tropical (PPGAT) e Biologia Vegetal (PPGBV) da Ufes.
Uma dissertação de Mestrado do Ceunes/Ufes, em São Mateus, caracterizará os papéis utilizados no Estado para identificar seus componentes, correlacionando o diagnóstico à qualidade e resistência das plantas. O estudo busca compreender seus efeitos na morfologia e fisiologia radicular para apresentação de um indicador ao viveirista e, também, ao agricultor no ato da aquisição das mudas.
“Existe hoje no mercado a entrada de papéis que não são produzidos com 100% de fibras de celulose, mas a partir de fibras sintéticas e, da forma que estão entrelaçadas causam um emaranhamento intenso das fibras, de modo que o sistema radicular não consegue ter força suficiente para romper aquela camada. Algumas raízes até conseguem fazer isso, mas depende do genótipo que precisa ter força maior do que a resistência imposta pela trama de fibras sintéticas que envolvem a estrutura”, informou a pesquisadora.
A pesquisadora explica: “Quando a tecnologia chega para o café canéfora, usa-se em um primeiro momento um tipo de papel de uma empresa consolidada no mercado que não causa nenhum tipo de impedimento à rizogênese (formação e desenvolvimento da raiz). Como esse papel se degrada em cerca de três meses, ainda no viveiro, tem-se perda de estrutura do substrato e maior mortalidade das mudas na aclimatação. Com o aumento da demanda, algumas empresas colocam no mercado papéis que não degradam no tempo correto em campo. É exatamente por este motivo que faremos os estudos, para caracterizar as marcas e modelos disponíveis no mercado. Já detectamos que existem papéis de marcas/modelos compostos por fibras sintéticas, um dos grandes causadores da resistência. Alguns papéis formam uma trama resistente na qual as raízes que estão em contato direto ficam escurecidas, mais lignificadas e suberizadas, causando dificuldade na emissão de raízes secundárias e terciárias”, detalhou.
Sara destacou que o café é uma planta que depende do momento estrutural vegetativo inicial para formar uma boa arquitetura para ser produtiva. “A degradação lenta do papel causa um problema estrutural na planta, que vai desde o anelamento do coleto, onde a planta morre, até limitações no desenvolvimento das raízes na área envolvida pelo papel. O dano estrutural se torna permanente à medida que o papel limita às raízes e a planta demanda água e nutrientes com a progressão do ciclo produtivo do cafeeiro”, frisou.
A pesquisadora reforça que a partir do primeiro ano de produção do café o tempo para recuperar o crescimento radicular é curto, pois a cultura faz dois ciclos combinados: o reprodutivo e o vegetativo.
Outras frentes de pesquisas
O TCC do curso de Agronomia da Faesa vai trazer em sua linha de pesquisa a identificação de danos causados pelo uso de papéis que sua composição não seja 100% de fibras de celulose. A busca é por um indicativo para que o agricultor conduza sua lavoura da melhor forma.
Outro estudo refere-se à caracterização da fisiologia e a morfologia do crescimento radicular do cafeeiro. A proposta, da pesquisa de doutorado do Ceunes/Ufes, é consolidar informações para modular essas questões referentes ao uso do papel biodegradável na produção de mudas.
A tecnologia já mostrou que veio para ficar. Além dos benefícios agronômicos e de logística com o uso do paper pot está a preservação do meio ambiente, com a redução do uso de resíduos plásticos.
Fonte: Portal Campo Vivo
O volume de café exportado pelo Espírito Santo registrou aumento de 62% em março de 2026 na comparação com fevereiro, superando 457,5 mil sacas embarcadas e gerando receita próxima a US$ 120 milhões (+57%).
Por tipo de produto, o café arábica totalizou mais de 84 mil sacas exportadas (+88%), enquanto o conilon e o café solúvel somaram, respectivamente, 325 mil e 48 mil sacas (+50% e +129%). A receita cambial acompanhou o avanço dos volumes, alcançando quase US$ 120 milhões (+57%), sendo aproximadamente US$ 32 milhões provenientes do arábica (+92%), US$ 76 milhões do conilon (+38%) e US$ 11 milhões do solúvel (+149%).
Na comparação com março de 2025, tanto o volume quanto a receita apresentaram crescimento expressivo. O volume total avançou 146%, com destaque para o arábica (+179%) e o conilon (+187%), enquanto o solúvel registrou alta de 13%. Já a receita cambial cresceu 97% no total, impulsionada pelo arábica (+156%) e pelo conilon (+108%), enquanto o solúvel apresentou leve retração de 1%.
No acumulado de janeiro a março de 2026, os embarques também registraram desempenho positivo frente ao mesmo período de 2025. O volume total exportado cresceu 33%, alcançando quase 942 mil sacas, com variação de -1% no arábica, +59% no conilon e -21% no solúvel. A receita cambial no período somou aproximadamente US$ 253 milhões, alta de 16%, com crescimento de 5% no arábica e 32% no conilon, enquanto o solúvel registrou queda de 33%.
Principais destinos
Até março de 2026, os principais destinos das exportações de café capixaba foram:
Colômbia: mais de 154,8 mil sacas (integralmente de conilon)
México: mais de 97,4 mil sacas (predominantemente conilon)
Reino Unido: mais de 88,5 mil sacas (maioria de conilon)
Argentina: mais de 81,5 mil sacas (mix entre conilon, arábica e solúvel)
Espanha: mais de 78 mil sacas (predominância de conilon)
Indonésia: mais de 67 mil sacas (integralmente de café solúvel)
Turquia: mais de 66 mil sacas (majoritariamente arábica)
Bélgica: mais de 60 mil sacas (predominância de conilon)
Itália: mais de 52,5 mil sacas (predominância de conilon)
Alemanha: mais de 44 mil sacas (praticamente todas de conilon)
80 anos do CCCV
No último dia 10 de abril, em Vitória, o Centro do Comércio de Café de Vitória, por ocasião de sua data de fundação, realizou ato solene que marcou a abertura oficial das comemorações de seus 80 anos. O evento ocorreu no Palácio do Café, sede da entidade, reunindo expressiva representação do setor, com a presença de exportadores, cooperativas, corretores e indústrias de café. A cerimônia teve como objetivo oficializar o calendário de ações comemorativas que se estenderão até 10 de abril de 2027 — marco que coincide com os 300 anos da introdução do café no Brasil.
Entre as iniciativas previstas já para 2026, destaca-se a realização do Vitória Coffee Summit, fórum que deverá reunir importantes lideranças do mercado global, com participação de representantes das três maiores origens produtoras de café: Brasil, Vietnã e Colômbia.
Investimentos em secagem com gás natural e missões internacionais
Durante o ato solene, foi firmado termo de cooperação entre o Centro do Comércio de Café de Vitória e a ES Gás, ampliando as ações do Projeto de Secagem de Café com Gás Natural. O acordo também insere, no plano regulatório, investimentos estimados em R$ 1 milhão na fase inicial. Assinaram o documento o presidente do CCCV, Fabrício Tristão; o presidente da ES Gás, Fábio Bertollo; e o produtor rural Eduardo Bortolini, cuja propriedade foi selecionada para a realização dos testes.
O início dos testes e a divulgação de seus resultados integram a agenda comemorativa dos 80 anos, com foco na ampliação da oferta de cafés de maior qualidade. Como desdobramento, está prevista a apresentação desses resultados a importadores internacionais, inserindo o tema no calendário de missões do CCCV, incluindo agendas na China e na Suíça, durante o fórum da Swiss Coffee Trade Association.
Conquistas e visão de futuro
Em seu pronunciamento, o presidente do CCCV, Fabrício Tristão, destacou a composição diversificada da entidade — reunindo exportadores, cooperativas, tradings globais e indústrias, incluindo os segmentos de café solúvel e descafeinado — responsáveis por projetar o café brasileiro no cenário internacional.
Entre os avanços institucionais, foram mencionados a promoção de eventos, o fortalecimento das conexões nacionais e internacionais, a realização de missões técnicas e a consolidação de parcerias estratégicas com entidades como CECAFÉ, ABICS, ABIC e OIC. Também foram citados protocolos firmados com VPorts, ES Gás, Sicoob e Imetame/Hapag-Lloyd como exemplos do compromisso da entidade com temas estruturantes da cafeicultura.
“Enfrentamos desafios logísticos, tributários e estruturais, mas o setor tem demonstrado capacidade de adaptação e crescimento, contribuindo ativamente com propostas e soluções. As novas gerações já assumem protagonismo, trazendo inovação, sustentabilidade e uma nova visão de mercado. Cabe a nós garantir que encontrem um setor ainda mais forte, moderno e preparado”, concluiu Fabrício Tristão.
Fonte: CCCV
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O evento será realizado nesta quinta-feira (14), a partir das 8h30, na Fazenda São Geraldo

Uniformidade na lavoura e manejo ao longo do ciclo influenciam diretamente o momento ideal de colheita

A proposta é reunir relatos inspiradores, com até cinco participantes por município
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