
Volume de exportações de café pelo ES crescem 62% em março de 2026
Montante gerou receita próxima a US$ 120 milhões (+57%)
Empenhados em tornar as atividades agrícolas e florestais sustentáveis, reduzindo o uso de recursos naturais, os custos na produção de mudas e a perda no plantio, o Viveiro Nova Floresta iniciou a produção de mudas nativas utilizando o paper pot, um recipiente feito com papel 100% biodegradável.
O produto substitui o uso de tubetes e de sacolas plásticas, e não há necessidade da retirada da embalagem que se decompõe entre 4 e 6 meses, minimiza a perda de mudas e reduz o estresse durante a transição do viveiro para o local do plantio.
Nosso slogan é: “Mudamos o mundo uma muda por vez”. Junte-se a nós nessa jornadas de preservação ambiental e descubra como podemos atendê-lo de forma consciente e eficaz.
Zanthoxylum rhoifolium Lam.
Lecythis marcgraaviana Mier
Cecropia glaziovii Snethl.
Hymenaea aurea Y.T.Lee & Langenh
Copaifera duckei Dwyer
Swietenia macrophylla King
O volume de café exportado pelo Espírito Santo registrou aumento de 62% em março de 2026 na comparação com fevereiro, superando 457,5 mil sacas embarcadas e gerando receita próxima a US$ 120 milhões (+57%).
Por tipo de produto, o café arábica totalizou mais de 84 mil sacas exportadas (+88%), enquanto o conilon e o café solúvel somaram, respectivamente, 325 mil e 48 mil sacas (+50% e +129%). A receita cambial acompanhou o avanço dos volumes, alcançando quase US$ 120 milhões (+57%), sendo aproximadamente US$ 32 milhões provenientes do arábica (+92%), US$ 76 milhões do conilon (+38%) e US$ 11 milhões do solúvel (+149%).
Na comparação com março de 2025, tanto o volume quanto a receita apresentaram crescimento expressivo. O volume total avançou 146%, com destaque para o arábica (+179%) e o conilon (+187%), enquanto o solúvel registrou alta de 13%. Já a receita cambial cresceu 97% no total, impulsionada pelo arábica (+156%) e pelo conilon (+108%), enquanto o solúvel apresentou leve retração de 1%.
No acumulado de janeiro a março de 2026, os embarques também registraram desempenho positivo frente ao mesmo período de 2025. O volume total exportado cresceu 33%, alcançando quase 942 mil sacas, com variação de -1% no arábica, +59% no conilon e -21% no solúvel. A receita cambial no período somou aproximadamente US$ 253 milhões, alta de 16%, com crescimento de 5% no arábica e 32% no conilon, enquanto o solúvel registrou queda de 33%.
Principais destinos
Até março de 2026, os principais destinos das exportações de café capixaba foram:
Colômbia: mais de 154,8 mil sacas (integralmente de conilon)
México: mais de 97,4 mil sacas (predominantemente conilon)
Reino Unido: mais de 88,5 mil sacas (maioria de conilon)
Argentina: mais de 81,5 mil sacas (mix entre conilon, arábica e solúvel)
Espanha: mais de 78 mil sacas (predominância de conilon)
Indonésia: mais de 67 mil sacas (integralmente de café solúvel)
Turquia: mais de 66 mil sacas (majoritariamente arábica)
Bélgica: mais de 60 mil sacas (predominância de conilon)
Itália: mais de 52,5 mil sacas (predominância de conilon)
Alemanha: mais de 44 mil sacas (praticamente todas de conilon)
80 anos do CCCV
No último dia 10 de abril, em Vitória, o Centro do Comércio de Café de Vitória, por ocasião de sua data de fundação, realizou ato solene que marcou a abertura oficial das comemorações de seus 80 anos. O evento ocorreu no Palácio do Café, sede da entidade, reunindo expressiva representação do setor, com a presença de exportadores, cooperativas, corretores e indústrias de café. A cerimônia teve como objetivo oficializar o calendário de ações comemorativas que se estenderão até 10 de abril de 2027 — marco que coincide com os 300 anos da introdução do café no Brasil.
Entre as iniciativas previstas já para 2026, destaca-se a realização do Vitória Coffee Summit, fórum que deverá reunir importantes lideranças do mercado global, com participação de representantes das três maiores origens produtoras de café: Brasil, Vietnã e Colômbia.
Investimentos em secagem com gás natural e missões internacionais
Durante o ato solene, foi firmado termo de cooperação entre o Centro do Comércio de Café de Vitória e a ES Gás, ampliando as ações do Projeto de Secagem de Café com Gás Natural. O acordo também insere, no plano regulatório, investimentos estimados em R$ 1 milhão na fase inicial. Assinaram o documento o presidente do CCCV, Fabrício Tristão; o presidente da ES Gás, Fábio Bertollo; e o produtor rural Eduardo Bortolini, cuja propriedade foi selecionada para a realização dos testes.
O início dos testes e a divulgação de seus resultados integram a agenda comemorativa dos 80 anos, com foco na ampliação da oferta de cafés de maior qualidade. Como desdobramento, está prevista a apresentação desses resultados a importadores internacionais, inserindo o tema no calendário de missões do CCCV, incluindo agendas na China e na Suíça, durante o fórum da Swiss Coffee Trade Association.
Conquistas e visão de futuro
Em seu pronunciamento, o presidente do CCCV, Fabrício Tristão, destacou a composição diversificada da entidade — reunindo exportadores, cooperativas, tradings globais e indústrias, incluindo os segmentos de café solúvel e descafeinado — responsáveis por projetar o café brasileiro no cenário internacional.
Entre os avanços institucionais, foram mencionados a promoção de eventos, o fortalecimento das conexões nacionais e internacionais, a realização de missões técnicas e a consolidação de parcerias estratégicas com entidades como CECAFÉ, ABICS, ABIC e OIC. Também foram citados protocolos firmados com VPorts, ES Gás, Sicoob e Imetame/Hapag-Lloyd como exemplos do compromisso da entidade com temas estruturantes da cafeicultura.
“Enfrentamos desafios logísticos, tributários e estruturais, mas o setor tem demonstrado capacidade de adaptação e crescimento, contribuindo ativamente com propostas e soluções. As novas gerações já assumem protagonismo, trazendo inovação, sustentabilidade e uma nova visão de mercado. Cabe a nós garantir que encontrem um setor ainda mais forte, moderno e preparado”, concluiu Fabrício Tristão.
Fonte: CCCV
Os embarques brasileiros de café somaram 3,040 milhões de sacas de 60 kg em março, gerando uma receita cambial de US$ 1,125 bilhão. Na comparação com o mesmo mês de 2025, há queda de 7,8% em volume e de 15,1% em valores. Os dados são do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Com a performance, as exportações do produto chegaram a 29,093 milhões de sacas no acumulado dos nove primeiros meses do ano safra 2025/2026, montante 21,2% inferior ao aferido no mesmo intervalo anterior. Em receita, as remessas renderam US$ 11,431 bilhões, registrando alta de 2,9% ante o apurado entre julho de 2024 e março de 2025.
ANO CIVIL
No primeiro trimestre deste ano, os embarques de café do Brasil totalizaram 8,465 milhões de sacas, o que implica declínio de 21,2% frente aos 10,739 milhões apurados de janeiro ao fim de março do ano passado. A receita cambial foi de US$ 3,371 bilhões, 13,6% aquém dos US$ 3,901 bilhões levantados com as remessas cafeeiras nos três primeiros meses de 2025.
De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho negativo reflete o período de entressafra da cafeicultura no Brasil e o atual cenário financeiro dos produtores.
“A nova safra começará a chegar ao mercado em abril para o caso dos cafés canéforas, nossos robusta e conilon, e mais para o final de maio quando o foco são os arábicas. Além disso, os cafeicultores se encontram capitalizados e analisando os melhores momentos para negociar seus cafés remanescentes, assim, há menor disponibilidade do produto”, explica.
Adicionalmente, ele aponta que o cenário logístico e a geopolítica global também impactaram o desempenho das exportações. “A infraestrutura defasada nos portos do país, cujo avanço não acompanha a evolução do agronegócio, segue interferindo na capacidade de exportação, com centenas de contêineres ficando retidos nos portos aguardando embarque e gerando prejuízos milionários aos exportadores”, afirma.
“Além disso, as negociações com os EUA vêm sendo retomadas gradualmente após o tarifaço, já que ainda imperam incertezas sobre a política comercial norte-americana, bem como as complicações no Estreito de Ormuz, devido aos conflitos no Oriente Médio, reduzem os negócios em função de maiores custos aos importadores, que enfrentam fretes mais caros e valores de seguro marítimo elevadíssimos, isso quando há seguradoras que disponibilizam o serviço”, completa Ferreira.
PRINCIPAIS DESTINOS
A Alemanha permanece como o maior importador dos cafés do Brasil no primeiro trimestre de 2026, com a aquisição de 1,192 milhão de sacas. Esse volume implica queda de 15,63% na comparação com o mesmo período de 2025 e representa 14,1% dos embarques totais do país no intervalo.
Os EUA aparecem na sequência, com 936.617 sacas adquiridas, o que representa recuo de 48,3% ante o primeiro trimestre de 2025 e 11,1% do total. Fechando o top 5, vêm Itália, com 885.162 sacas e alta de 10,2%; Bélgica, com 527.456 sacas e avanço de 4,5%; e Japão, com 440.085 sacas e declínio de 35%.
TIPOS DE CAFÉ
O café arábica, com 6,712 milhões de sacas, permaneceu como o mais exportado pelo Brasil no primeiro trimestre de 2026. Esse montante equivale a 79,3% do total embarcado, apesar de representar queda de 25,8% frente aos três primeiros meses do ano passado.
Na sequência, com o equivalente a 963.168 sacas remetidas ao exterior, aparece o segmento do café solúvel, com leve baixa de 1,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Esse tipo de produto respondeu por 11,4% das exportações totais no período atual.
Os cafés canéforas (conilon + robusta), com 780.911 sacas – alta de 11% e 9,2% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 9.867 sacas (-29,9% e 0,1% de representatividade), completam a lista.
CAFÉS DIFERENCIADOS
Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais responderam por 19,1% das exportações totais brasileiras de janeiro ao fim de março deste ano, com a remessa de 1,618 milhão de sacas ao exterior. Esse volume é 42,7% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.
A um preço médio de US$ 451,56 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 730,751 milhões, o que correspondeu a 21,7% do obtido com todos os embarques de café no primeiro trimestre deste ano. No comparativo anual, o valor é 37,7% menor do que o registrado nos três primeiros meses de 2025.
A Alemanha também liderou o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 226.716 sacas, o equivalente a 14% do total desse tipo de produto exportado.
Fechando o top 5, aparecem Itália, com 192.042 sacas e representatividade de 11,9%; Bélgica, com 177.593 sacas (11%); EUA, com 166.712 sacas (10,3%); e Holanda (Países Baixos), com 120.754 sacas (7,5%).
PORTOS
O Porto de Santos foi o principal exportador dos cafés do Brasil no primeiro trimestre, com 6,409 milhões de sacas e representatividade de 75,7% no total. Na sequência, vieram o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 20,3% dos embarques ao remeter 1,716 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 108.293 sacas e teve representatividade de 1,3%.
O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, com a atualização referente a março de 2026, está disponível no site do Cecafé: https://www.cecafe.com.br/.
SOBRE O CECAFÉ
Fundado em 1999, o Cecafé representa e promove ativamente o desenvolvimento do setor exportador de café nos âmbitos nacional e internacional. A entidade oferece suporte às operações do segmento por meio do intercâmbio de inteligência de dados, ações estratégicas e jurídicas, além de projetos de cidadania e responsabilidade socioambiental. Atualmente, possui mais de 100 associados, entre exportadores, produtores, associações e cooperativas de café no Brasil, que respondem por 96% dos agentes desse mercado no país.
Fonte: Cecafé
Apesar de Irã e Estados Unidos ainda seguirem desalinhados sobre um acordo de paz ou a possibilidade de um cessar-fogo, o fluxo de navios no Estreito de Ormuz aumentou de forma significativa e alcançou sua máxima em semanas desde que o conflito se iniciou em 28 de fevereiro. Somente neste final de semana, foram registrados 21 embarcações, a maioria ainda iraniana. Um dos destaques, porém, foi um navio carregado com petróleo iraquiano que, segundo o Irã, se deu por uma exceção concedida pelo país ao “Iraque Irmão”. A Índia já conseguiu atravessar oito navios, e outros quatro – dois com destino à China e dois ao Japão – também conseguiram fazer a travessia.
Em tempos “normais”, o número de navios cruzando o estreito passava de 135, em média, já que trata-se de uma das principais rotas globais do comércio marítimo. Assim, especialistas seguem em alerta, reforçando que apesar das melhoras que têm sido registradas, o cenário permanece de disrupção e abastecimento comprometido, uma vez que “a passagem ainda está à mercê do Irã e a situação pode mudar a qualquer momento se o conflito se intensificar”, como explica à agência internacional de notícias Reuters, o analista sênior de petróleo bruto da Kpler Ltd., em Singapura, Muyu Xu.
Desde que os ataques começaram, o Irã trabalha em uma legislação que amplia e regulamenta seu controle à passagem, formalizando o pagamento de algumas taxas que está em vigor há algumas semanas. E autoridades iranianas vem afirmando que o estreito será totalmente reaberto apenas depois que as taxas cobradas dos navios em trânsito forem suficientes para cobrir os danos causados pela guerra, ainda de acordo com a Bloomberg.
Embora o fluxo de petróleo que passa pelo estreito de Ormuz seja um dos que mais preocupa, aproximadamente um terço dos fertilizantes do mundo passa por esta rota e, com o Hemisfério Norte prestes a começar o plantio de suas safras de verão, o choque continua chegando diretamente ao agronegócio. E assim, mais uma semana se inicia com os riscos direcionando os mercados. O resultado é já conhecido: pressão inflacionária, contínua e crescente volatilidade e preços testando novos picos de forma recorrente. Insumos, matérias-primas e produtos acabados.
“Os riscos geopolíticos afetam principalmente os mercados de energia e de metais preciosos e, recentemente, tornaram-se importantes também para as commodities agrícolas”, traz uma análise do. O gráfico abaixo ilustra o impacto dos riscos e choques geopolíticos que as commodities agrícolas vêm sentindo de 2001 a 2023, deixando evidente como se intensificou muito desde a pandemia, em 2019, além de outros fatores como as guerras comerciais e a invasão da Rússia na Ucrânia.
De acordo com a OMC (Organização Mundial do Comércio), “os fertilizantes são a preocupação número um hoje”, em função do cenário de rompimento da logística global. Afinal, além do transporte destes adubos, sua produção também está bastante comprometido, uma vez que a região dos conflitos é uma das mais importantes do globo, abastecendo todo o planeta. No Catar, por exmplo, a maior exportadora global de ureia – a QAFCO (The Qatar Fertiliser Company) – está fechada. E a capital, Doha, não conta com uma rota alternativa para o escoamento deste fertilizante.
Depois da Rússia, do Egito e da Arábia Saudita, o Irã é o quarto maior fabricante do adubo do mundo. Atualmente, cerca de metade da produção mundial de alimentos depende da produção de fertilizantes nitrogenados, como ilustra o gráfico a seguir, do The Guardian, mostrando a dependência de algumas nações da matéria-prima vinda do Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Irã, Iraque e Bahrein.
Com estas safras prestes a serem iniciadas, a corrida pelos fertilizantes também é contínua neste momento, o que segue encarecendo ainda mais os produtos. Afinal, o problema além de logístico passa a ser também de volume disponível destes adubos. “Os americanos pagaram mais caro, temos uma corrida gigantesca por ureia na Austrália, já que dois terços do que eles usam vinha do Oriente Médio, eles não têm e estão indo para outros lugares, pagando o que for necessário. Outro país que deve sofrer também é a Índia”, explica Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agrinvest Commodities.
E com os efeitos já sendo sentidos também pelo produtor brasileiro, Souza lembra ainda que a concorrência com a Índia, segundo maior consumidor mundial de fertilizantes, em que boa parte de sua produção é subsidiada, o que deixa tudo ainda mais complexo.
NO BRASIL, DESCONFIANÇAS E INSEGURANÇA CONTINUAM CRESCENDO
“Para o Brasil, são inúmeras dúvidas agora. Será que teremos fertilizantes chegando em agosto com a China fora do mercado? Ou da Rússia com toda essa história? Não sabemos. Qual será o tamanho da queda das entregas, será que ela vai balizar com a oferta? Também não sabemos. São pontos que trazem para o produtor muitas desconfianças”, explicao analista da Agrinvest.
E com isso, as compras pelo produtor brasileiro – que está com crise de 2022 ainda muito viva na memória, em função do conflito Rússia x Ucrânia – continuam bastante lentas, testando seus mais baixos níveis em cinco anos. O momento, entretanto, é diferente e ainda mais desafiador do que se observou há seis anos. São conflitos acontecendo concomitantemente e mais a China fora do mercado de exportações de fertilizantes – além da Rússia para alguns grupos -, com o foco do governo na garantia da oferta para seus produtores locais.
O especialista afirma também que produtores de todas as culturas já estão em alerta e revisitando suas estratrégias de adubação para a próxima safra. “Estamos falando de todas as culturas, porque é um baque muito forte. Tivemos um aumento de 50% da ureia em um mês, é um aumento vertiginoso para quem precisa tomar decisão. Vamos ter uma queda muito grande de área no Rio Grande do Sul porque é uma cultura que não expressa aumento e o preço da ureia está nas alturas.
ATÉ QUANTO E QUANDO OS PREÇOS PODEM SUBIR?
Ao The Guardian, Chris Lawson, vice-presidente de inteligência de mercado e preços da CRU, explica que o quanto e até quando os preços dos fertilizantes deverão subir depende, quase essencialmente, ao futuro do Estreito de Ormuz. “O mercado de fertilizantes está paralisado, aguardando o fim do conflito. A interrupção no fornecimento foi grave e as pessoas ainda estão correndo para conseguir o produto, mas não foi tão ruim quanto poderia ter sido”, diz.
Em evidência agora estão não só as questões de transporte destes fertilizantes, mas também da capacidade de armazenamento das fábricas no mundo todo – que estão atingindo suas máximas – e também da paralisação de algumas delas em pontos estratégicos, em especial as plantas no Oriente Médio, e o tempo que levarão para reestabelecer suas atividades. Além disso, países como a Índia, por exemplo, apesar de contar com uma produção considerável de fertilizantes nitrogenados, depende da importação de GNL (gás natural liquefeito) para produzi-los, e a maior parte deste produto vem de países do Oriente Médio e precisaria passar por Ormuz.
“Nós estamos em um momento de compra. O produtor, nesta época do ano, tradicionalmente, terminou de colher a soja, termina de plantar o milho, ele vai sentar e fazer o planejamento de 2026/27 e se choca com aumentos absurdos, as relações de troca nas máximas históricas. É isso que nos preocupa e eu venho caracterizando esta crise atual como mais complexa do que a que foi a de 2022. Em 2022, quando se noticiava os preços da soja, do milho, do trigo, se falava em aumento. Hoje, não se fala aumento. Mas, do lado do adubo, são falamos de alta.
Com informações da Bloomberg, The Guardian, CEPR Vox EU, Oxoford Economics
Fonte: Notícias Agrícolas
Os estoques de café na Europa registraram queda nos primeiros meses de 2026 e atingiram o menor nível desde março de 2024, conforme análise da Federação Europeia de Café. O cenário reflete a combinação de importações mais fracas, restrições na oferta global e sinais de enfraquecimento da demanda no bloco europeu.
Segundo relatório da Hedgepoint Global Markets, o ambiente segue desafiador para o setor, com custos elevados e incertezas que impactam toda a cadeia.
A redução dos estoques está diretamente ligada à queda das importações líquidas de café. Em 2026, houve desaceleração nas compras externas, enquanto as reexportações cresceram ao longo de 2025.
Esse movimento resultou em menor disponibilidade interna no bloco europeu, afetando todas as variedades de café, com destaque para o robusta, que apresentou retração mais significativa.
Entre os fatores estruturais que restringem a oferta estão os custos financeiros ainda elevados. O mercado futuro invertido — quando contratos de curto prazo são mais caros que os de longo prazo — somado às taxas de juros mais altas, tem desestimulado a formação de estoques nos países consumidores.
Ao mesmo tempo, produtores vêm adotando uma postura mais cautelosa na comercialização. No Brasil, maior produtor mundial, cafeicultores mais capitalizados têm retido parte da safra 2025/26, reduzindo o ritmo das exportações e a participação do país no abastecimento europeu.
O cenário global também contribui para a restrição das importações. A maioria dos países produtores está em período de entressafra, enquanto questões logísticas seguem pressionadas por tensões internacionais, como o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.
De acordo com a analista Laleska Moda, da Hedgepoint, as importações da União Europeia podem permanecer limitadas até a entrada da nova safra brasileira 2026/27 no mercado.
A redução da participação brasileira nas exportações para a Europa abriu espaço para outros fornecedores. Países como Vietnã e Indonésia ampliaram sua presença, com volumes mais próximos das médias históricas.
Essa mudança reflete a reorganização do fluxo global de café diante das restrições de oferta.
Pelo lado da demanda, os dados indicam perda de fôlego no consumo europeu. O consumo aparente entre outubro e fevereiro da safra 2025/26 somou 17,1 milhões de sacas, abaixo das 17,4 milhões do mesmo período anterior e distante da média de dez anos, de 18,6 milhões de sacas.
O recuo está relacionado à maior sensibilidade dos consumidores aos preços elevados do café, que vêm impactando o consumo no continente desde 2024.
Apesar de algumas empresas registrarem aumento de receita nominal, os volumes comercializados diminuíram. O setor enfrenta negociações mais difíceis com o varejo e menor demanda final, refletindo o cenário de preços altos e consumo retraído.
As projeções para o restante de 2026 indicam continuidade das dificuldades. Tensões geopolíticas e preços elevados de energia aumentam os riscos inflacionários e afetam a confiança do consumidor europeu, o que pode limitar a recuperação da demanda no curto prazo.
Por outro lado, há expectativa de melhora no cenário global com a possível entrada de uma safra recorde no Brasil em 2026/27. Esse fator pode contribuir para a redução dos preços internacionais e estimular o consumo na Europa.
Ainda assim, o impacto dependerá do ritmo de comercialização por parte dos produtores e da velocidade de chegada da nova oferta ao mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo protagonizou um marco histórico ao realizar, nesta quarta-feira (25), a abertura do mercado de crédito de carbono para agricultores familiares vinculados ao Projeto Arranjos Produtivos. O lançamento da iniciativa, realizado em Conceição do Castelo, representa um avanço estratégico do projeto, ao inserir pequenos produtores em um mercado global ainda pouco acessível, fortalecendo políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável no campo.
Na ocasião, os primeiros produtores rurais beneficiados com a iniciativa realizaram a assinatura dos contratos de adesão. A proposta busca integrar produção rural, preservação ambiental e dinamização econômica em um único modelo de atuação. O evento foi realizado no Parque de Exposições Sanfonão, com a participação do presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), e de mais de 200 produtores interessados na nova política pública.
“Esse é um passo importante de mais uma etapa que nós estamos cumprindo aqui do Arranjos Produtivos. Esse viés com o crédito carbono vai dar uma condição ainda melhor para que o produtor possa conhecer e cuidar mais da terra, do nosso meio ambiente, da questão da preservação das nossas nascentes. É um processo de sucessão importante da riqueza que ele produz, para que a família dele continue gerando oportunidade, emprego, renda, de forma saudável e tendo esse retorno importante de tudo aquilo que ele produziu para o mundo”, avaliou o presidente Marcelo Santos.
O evento reuniu produtores da região sul capixaba, incluindo representantes de municípios como Venda Nova do Imigrante, Castelo, Domingos Martins, Brejetuba, Iúna e Muniz Freire.
Durante o evento os participantes também puderam tirar dúvidas sobre como funciona a política de pagamento de créditos de carbono e sobre os próximos passos da iniciativa. A expectativa é que aproximadamente 1.300 agricultores passem a integrar o programa ao longo de sua execução.
Critérios técnicos
A secretária da Casa dos Municípios da Ales, Joelma Costalonga, também participou do evento e destacou que serão contemplados produtores de todas as regiões do Espírito Santo, desde que atendam aos critérios técnicos estabelecidos.
Entre as exigências estão a adoção de práticas sustentáveis, conservação de recursos naturais, diminuição de impactos ambientais e acompanhamento técnico especializado.
A remuneração varia conforme o desempenho ambiental de cada propriedade, com melhores resultados associados a iniciativas como recuperação de áreas e sistemas produtivos mais sustentáveis.
Os retornos financeiros dependem de etapas de validação e certificação, não sendo imediatos. A previsão é que os primeiros repasses ocorram a partir de cerca de 12 meses, conforme auditorias e condições de mercado. Os contratos podem chegar a 40 anos de duração, garantindo maior segurança e previsibilidade, com repasse médio de 45% do valor líquido anual aos participantes.
Novas reuniões para assinaturas de contrato e divulgação do projeto serão realizadas ao longo dos meses de março e abril. Nos dias 23 e 24 aconteceram apresentações do projeto nos municípios de Anchieta e Jerônimo Monteiro.
O trabalho é realizado em parceria com a Aceleradora de Biosociodesenvolvimento (Acebio), associação sem fins lucrativos com sede em Minas Gerais. A entidade tem como propósito fomentar o desenvolvimento biosocioeconômico das comunidades em que atua.
Fonte: Ales
O que antes era tratado como resíduo no processamento do café pode se transformar em uma nova fonte de valor para o produtor. A polpa do café, descartada após a retirada do grão, começa a ganhar espaço na indústria de alimentos com potencial de aplicação até mesmo em hambúrgueres.
Um estudo publicado em outubro de 2025 na revista científica npj Science of Food, do grupo Nature, reforça esse avanço. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Qassim, na Arábia Saudita, em parceria com o Centro de Pesquisa Agrícola do Egito, e avaliou o uso da polpa de café arábica como ingrediente em produtos cárneos.
No trabalho, a polpa foi utilizada em pó e hidratada como substituta parcial da gordura bovina em hambúrgueres. Os resultados indicaram redução nos teores de gordura, calorias e colesterol, ao mesmo tempo em que houve aumento de fibras, proteínas e minerais, além da presença de compostos bioativos com ação antioxidante.
Outro ponto de destaque foi a aceitação do produto final. Segundo o estudo, os hambúrgueres com adição de polpa de café tiveram boa avaliação sensorial, com notas superiores a 8 em uma escala de 9 pontos para características como sabor, textura e suculência.
O avanço reforça uma tendência importante dentro da cadeia do café: o aproveitamento de subprodutos. Hoje, a polpa representa cerca de 28% do peso seco da cereja do café e, em grande parte dos casos, ainda tem destinação limitada, como compostagem ou descarte.
Com o desenvolvimento de novas aplicações, esse material passa a ter potencial de geração de valor agregado, criando oportunidades não apenas para a indústria de alimentos, mas também para produtores e cooperativas que buscam alternativas para aumentar a rentabilidade e reduzir desperdícios.
Além dos hambúrgueres, pesquisas também indicam possibilidades de uso da polpa em bebidas, farinhas e produtos fermentados, ampliando o leque de aproveitamento dentro de uma lógica de economia circular.
Na prática, o que se desenha é uma mudança de olhar sobre o café: não apenas como grão, mas como uma cadeia com potencial de aproveitamento integral. Para o produtor, isso pode significar, no futuro, novas fontes de receita a partir de um material que hoje ainda é subutilizado.
Fonte: Priscila Alves, Portal Notícias Agrícolas
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Montante gerou receita próxima a US$ 120 milhões (+57%)

Receita cambial com os embarques somou US$ 1,125 bilhão no mês passado, recuando 15% em relação a março de 2025

Fluxo de navios, no fim de semana, registrou sua máxima desde o começo do conflito, mas é apenas 10% do normal
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