As unidades de conservação da Amazônia registraram, em 2025, o menor desmatamento dos últimos 11 anos. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (26) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), com base em dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD).
De janeiro a dezembro, essas áreas protegidas perderam 166 km² de floresta, o que representa uma queda de 38% em comparação com 2024.
O resultado também é muito inferior ao registrado em 2022, quando o desmatamento em unidades de conservação chegou a 1.214 km². Em relação a esse período, a redução foi de 86%.
No total, a Amazônia teve 2.741 km² de floresta derrubada ao longo de 2025. Desse volume, apenas 6% ocorreram dentro de unidades de conservação. As áreas estaduais concentraram 109 km², enquanto as federais somaram 57 km².
Terras indígenas também apresentam queda
As Terras Indígenas foram outro destaque na proteção da floresta segundo o levantamento. Em 2025, o desmatamento nesses territórios foi de 44 km², o menor dos últimos oito anos. O número representa uma redução de 20% em relação a 2024.
Na comparação com 2019, quando foram desmatados 369 km² em terras indígenas, a queda chega a 88%. Com isso, apenas 2% de todo o desmatamento registrado na Amazônia em 2025 ocorreu dentro desses territórios.
Para o pesquisador do Imazon, Carlos Souza Jr., os dados mostram a importância da criação e manutenção de áreas protegidas. Segundo ele, unidades de conservação e terras indígenas funcionam como barreiras eficazes contra o avanço da destruição da floresta.
Terceiro ano seguido de redução na Amazônia
Mesmo com um aumento de 7% no desmatamento registrado em dezembro de 2025, quando a área derrubada passou de 85 km² para 91 km², o acumulado do ano fechou em queda. Ao longo de 2025, o desmatamento total da Amazônia caiu 27% em relação a 2024.
Esse foi o terceiro ano consecutivo de redução da devastação na região. De acordo com a pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim, o resultado indica que o Brasil avança em direção à meta de desmatamento zero até 2030, o que contribui para o equilíbrio do clima, a preservação da biodiversidade e a proteção de povos e comunidades tradicionais.
Tendência de queda continua em 2026
Dezembro marca o quinto mês do chamado calendário do desmatamento de 2026, que vai de agosto de 2025 a julho de 2026, período influenciado pelas chuvas na Amazônia.
Nos cinco primeiros meses desse calendário, a derrubada da floresta caiu 41% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo a pesquisadora do Imazon, Raíssa Ferreira, os dados indicam que a tendência de queda continua, mas é importante manter e fortalecer as ações de combate ao desmatamento para garantir que os resultados positivos se mantenham.
Degradação florestal tem forte redução
Além da queda no desmatamento, a degradação florestal também diminuiu de forma significativa em 2025. Apenas em dezembro, a área afetada pela exploração madeireira e pelo fogo caiu 91%, passando de 628 km² em 2024 para 59 km² em 2025.
No acumulado do ano, a degradação florestal caiu 88%, passando de 36.379 km² em 2024 para 4.419 km² em 2025.
Esse foi o menor nível registrado desde 2022. Já nos primeiros meses do calendário de 2026, a redução da degradação chegou a 93%.
Fonte: Tayana Narcisa – CNN Brasil, Belém




