Incaper intensifica estudos sobre uso do paper pot na produção de mudas de conilon

Tipos de papel utilizado na produção, irrigação e nutrição das mudas são assuntos das próximas etapas da pesquisa
Foto: divulgação

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) está intensificando os estudos sobre o uso da tecnologia do paper pot na produção de mudas clonais de café Conilon.

Dentre as recomendações apontadas na pesquisa está o uso do paper com no mínimo de 4,6 centímetros de diâmetro e 16 de altura. O formato das caixas para o recipiente, a orientação é que seja cilíndrico para promover a distribuição das raízes na lateral dos potes, evitando assim o enovelamento das mesmas.

O pesquisador do Incaper, Abraão Carlos Verdin Filho, pontua que essa é uma tecnologia que veio para ficar, e que o instituto tem se aprofundado nas pesquisas para cientificamente responder a melhor forma de manejo para utilização do paper pot.  

“Existem fábricas com papéis de marcas diferentes e percebemos que há interferência na qualidade, por isso vamos medir essa questão. Analisaremos também a nutrição, irrigação e qual o melhor substrato a ser utilizado para baixar o custo. No paper pot há grande facilidade para enchimento dos recipientes por utilizar máquinas, maior controle fitossanitário, não tem frete de retorno das caixas ou recipientes. Além disso, o recipiente é biodegradável”, comentou Verdin.

Nos estudos, a forma de produção e o manejo dos clones na sacola plástica, no tubete e no paper pot, o Incaper faz as seguintes observações:

– Sacola plástica: a produção é de forma mais tradicional, com menor infraestrutura, maior pegamento de mudas no campo e menor custo de produção. Por outro lado, há utilização de maior mão de obra no enchimento das sacolas e maior possibilidade de presença de patógenos;

– Tubete: maior facilidade de manejo no viveiro, melhor controle fitossanitário e maior facilidade no transporte e no plantio. Nesse modelo há maior investimento, menor pegamento de mudas no campo e frete de retorno dos recipientes;

– Paper pot: maior facilidade de manejo no viveiro, melhor controle fitossanitário, maior facilidade no transporte e no plantio, menor uso de mão de obra, já que os recipientes são preparados por máquinas, e não há necessidade de retirar o recipiente no ato do plantio, pois o material é biodegradável. Também há maior investimento e o custo é mais elevado devido a máquinas e equipamentos serem utilizados no sistema de produção.

Fonte: Portal Campo Vivo – Especial Tecnologia, Revista Campo Vivo.

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